Liturgia diária

Agenda litúrgica

2017-11-29

QUARTA-FEIRA da semana XXXIV

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Dan 5, 1-6. 13-14. 16-17. 23-28; Sal Dan 3,62.63.64.65.66.67
Ev Lc 21, 12-19

* Na Diocese de Angra – Aniversário da tomada de posse e entrada solene de D. João Evangelista Pimentel Lavrador.
* Na Diocese de Viana do Castelo – B. Redento da Cruz, religioso e mártir – MF
* Na Ordem Agostiniana – B. Avelino Rodríguez, presbítero, e 97 Companheiros, mártires – MO; B. Frederico de Ratisbona, religioso – MF
* Na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços – Bb. Dionísio da Natividade e Redento da Cruz, religiosos e mártires – MO
* Na Ordem Franciscana – Todos os Santos da Ordem Franciscana – FESTA
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – Todos os Santos da Família Franciscana – FESTA
* Na Companhia das Filhas da Caridade – Aniversário da fundação da Companhia das Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.


ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à acção da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia da palavra: páginas seguintes


LEITURA I (anos ímpares) Dan 5, 1-6.13-14.16-17.23-28
«Apareceram dedos de mão humana e escreveram»

A estranha aparição, que Daniel vai interpretar para o rei, revela a justiça de Deus, que não deixa impune a acção sacrílega da profanação do templo, anuncia o fim do império caldeu e manifesta Deus como o Senhor da história dos homens.

Leitura da Profecia de Daniel
Naqueles dias, o rei Baltasar ofereceu um grande banquete a um milhar dos seus dignitários, na presença dos quais bebeu vinho. Sob a acção do vinho, Baltasar mandou buscar os vasos de ouro e de prata que seu pai, Nabucodonosor, tinha tirado do templo de Jerusalém, para beberem por eles o rei, os seus dignitários, as suas mulheres e as suas concubinas. Trouxeram então os vasos de ouro que tinham sido tirados do templo de Deus, em Jerusalém, e beberam por eles o rei, os seus dignitários, as suas mulheres e as suas concubinas. Beberam vinho e entoavam louvores aos seus deuses de ouro e de prata, de bronze e de ferro, de madeira e de pedra. De repente, apareceram dedos de mão humana, que escreveram em frente do candelabro, na cal da parede do palácio real. Ao ver essa mão que escrevia, o rei mudou de cor e os seus pensamentos perturbaram-no; cederam as articulações dos seus quadris e os joelhos batiam um contra o outro. Daniel foi introduzido à presença do rei e o rei dirigiu-lhe estas palavras: «És tu Daniel, um dos exilados de Judá, que o rei meu pai trouxe de Judá para aqui? Ouvi dizer que está em ti o espírito divino e que tens uma luz, uma inteligência e uma sabedoria superiores. Ouvi dizer também que podes interpretar e decifrar os enigmas. Se conseguires ler esta escrita e dar-me a sua interpretação, vestir-te-ás de púrpura, trarás ao pescoço o colar de ouro e serás o terceiro no governo do reino». Então Daniel tomou a palavra e disse ao rei: «Podes ficar com os teus dons e dar a outros os teus presentes. Contudo, vou ler ao rei essa escrita e dar a sua interpretação. Foi contra o Senhor do Céu que te ergueste, ao mandares buscar os vasos do seu templo, pelos quais bebeste vinho, com os teus dignitários, as tuas mulheres e as tuas concubinas. E entoaste louvores aos deuses de ouro e de prata, de bronze e de ferro, de madeira e de pedra, que não ouvem, não vêem nem entendem, mas não glorificaste o Deus que domina a tua respiração e dirige os teus caminhos. Por isso Ele enviou aquela mão que escreveu essas palavras. Eis a escrita que foi traçada: ‘Mené, Téquel, Parsin’: e esta é a sua interpretação: ‘Mené’, quer dizer, ‘Contado’: Deus contou o tempo do teu reinado e pôs-lhe termo; ‘Téquel’, quer dizer, ‘Pesado’: foste pesado na balança e achado sem peso; ‘Parsin’, quer dizer, ‘Dividido’: o teu reino foi dividido e dado aos medos e aos persas».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 62.63.64.65.66.67 (R. 59b)
Refrão: Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre. Repete-se

Sol e lua, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Estrelas do céu, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Todos os ventos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Fogo e calor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Frio e geada, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão


ALELUIA Ap 2, 10c
Refrão: Aleluia. Repete-se
Sê fiel até à morte, diz o Senhor,
e dar-te-ei a coroa da vida. Refrão


EVANGELHO Lc 21, 12-19
« Todos vos odiarão por causa do meu nome;
mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá»

A destruição do templo e da cidade será acompanhada da perseguição. O que aconteceu aos habitantes de Jerusalém, como é descrito nesta leitura, repetiu-se, algum tempo depois, em todo o império romano. Nesta passagem anuncia-se um fim, fim que o foi para os perseguidores, não para os perseguidos, que, a esses, o Nome do Senhor por quem sofriam os salvou. Deste modo, o fim deste tempo litúrgico, que nos recorda o fim dos tempos, anuncia-nos a vitória pascal do Senhor, que, depois de crucificado, ressuscitou e vive para sempre.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, estes dons sagrados
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos também nós
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.

Ou Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso e eterno,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Martirológio

1.   Em Roma, no cemitério de Trasão, junto à Via Salária Nova, São Saturnino de Cartago, mártir, que, segundo refere o papa São Dâmaso, no tempo do imperador Décio, pela confissão da sua fé em Cristo, na sua pátria foi submetido ao suplício do cavalete e desterrado para Roma, onde, depois de superar atrozes tormentos, converteu à fé o algoz Graciano; finalmente decapitado, alcançou a coroa do martírio.

2.   Em Toulouse, na Gália Narbonense, na actual França, a comemoração de São Saturnino, bispo e mártir, que, segundo a tradição, no tempo do mesmo imperador Décio, foi detido pelos pagãos no Capitólio desta cidade e arremessado do alto do edifício pelas escadas, de modo que, fracturada a cabeça e dilacerado todo o corpo, entregou a sua alma a Cristo.

3.   Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia, São Filomeno, mártir, que, segundo a tradição, durante a perseguição do imperador Aureliano, sendo prefeito Félix, atormentado primeiramente no fogo e depois trespassadas as mãos, os pés e a cabeça com cravos, consumou o seu martírio.

4.   Em Tódi, na Úmbria, região da hodierna Itália, Santa Iluminada, virgem.

5.   Em Batnan, no Osroene, na hodierna Turquia, São Tiago, bispo de Sarug, que ilustrou com puríssima fé esta Igreja por meio de sermões, homilias e traduções, e é venerado pelos Sírios como doutor e coluna da Igreja, juntamente com Santo Efrém.

6*.   Em Deventer, na Frísia, na actual Holanda, a trasladação de São Ratbodo, bispo de Utrecht, pastor sábio e prudente, que morreu quando visitava as populações rurais.

7*.   Em York, na Inglaterra, o Beato Eduardo Burden, presbítero e mártir, que, tendo estudado no Colégio dos Ingleses em Reims, quando regressou aos domínios da rainha Isabel I já ordenado sacerdote, foi condenado ao patíbulo perante uma multidão enfurecida.

8*.   Na mesma cidade de York, oito anos depois, os beatos Jorge Errington, Guilherme Gibson e Guilherme Knight, mártires, que, proscritos pelo mero facto de serem considerados sacerdotes, foram martirizados cruelmente.

9*.   Em Aceh, ilha de Sumatra, na actual Indonésia, os beatos mártires Dionísio da Natividade (Pedro Berthelot), presbítero, e Redento da Cruz (Tomás Rodrigues), religiosos da Ordem dos Carmelitas Descalços, que foram submetidos à escravidão pelos maometamos e depois levados para a beira-mar, onde foram mortos a golpes de lança e de setas.

10♦.   Em Valladolid, na Espanha, o Beato Bernardo Francisco de Hoyos, presbítero da Companhia de Jesus, primeiro e principal da devoção ao Sagrado Coração de Jesus nesta nação.

11.   Em Lucera, na Apúlia, região da Itália, São Francisco António Fasáni, presbítero da Ordem dos Frades Menores, homem de grande sabedoria, solidamente fundamentado na prática da pregação e da penitência, o qual se dedicou de tal modo aos pobres e indigentes, que nunca duvidou em desprender-se até das suas vestes para cobrir um mendigo, oferecendo a todos a sua ajuda cristã.

12♦.   Em Roma, a Beata Maria Madalena da Encarnação (Catarina Sordíni), virgem, fundadora do Instituto das Irmãs da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento.

13*.   Em El Saler, localidade próxima de Valência, na Espanha, o Beato Alfredo Simão Colomina, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, na perseguição contra a Igreja, confirmou com o seu sangue a sua fidelidade ao Senhor.