Liturgia diária

Agenda litúrgica

2017-12-06

QUARTA-FEIRA da semana I

S. Nicolau, bispo – MF
Roxo ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa da féria ou da memória, pf. I do Advento.

L 1 Is 25, 6-10a; Sal 22 (23), 1-3a. 3b-4. 5. 6
Ev Mt 15, 29-37

* Na Ordem Beneditina – S. Sabas, abade – MF; S. Nicolau, bispo – MF

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Hab 2, 3; 1 Cor 4, 5
O Senhor virá sem demora:
iluminará os que vivem nas trevas
e manifestar-Se-á a todos os povos.


ORAÇÃO COLECTA
Preparai, Senhor, os nossos corações com o poder da vossa graça, para que, no dia da vinda de Cristo, vosso Filho, mereçamos entrar no banquete da vida eterna e receber d’Ele mesmo o alimento do Céu. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Is 25, 6-10a
O Senhor convida para o seu banquete
e enxuga as lágrimas de todas as faces

O reino de Deus é frequentemente comparado na Sagrada Escritura a um banquete. O banquete supõe o convite, a reunião dos convidados, a abundância do que é servido, a intimidade com aquele que convida e entre todos os convivas. Assim é o reino de Deus, onde o banquete é ainda de festa nupcial, de aliança entre Deus e os homens, de vitória da vida sobre tudo o que pudesse ser sinal de morte. O Advento é já celebração do Mistério Pascal: o Senhor vem para salvar.

Leitura do Livro de Isaías
Sobre este monte, o Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos. Sobre este monte, há-de tirar o véu que cobria todos os povos, o pano que envolvia todas as nações; Ele destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo. Porque o Senhor falou. Dir-se-á naquele dia: «Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou. A mão do Senhor pousará sobre este monte».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 6cd )
Refrão: Habitarei para sempre na casa do Senhor.
Repete-se
O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma. Refrão

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança. Refrão

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda. Refrão

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre. Refrão


ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se

O Senhor vem salvar o seu povo:
felizes os que estão preparados para ir ao seu encontro.
Refrão


EVANGELHO Mt 15, 29-37
Jesus cura muitos enfermos e multiplica os pães

Foi também no monte que Jesus multiplicou os pães e os peixes para matar a fome à multidão, depois de ter curado os doentes. Com estes sinais, o Senhor manifestava que Ele ia já pondo aos homens a mesa do reino dos Céus, que n’Ele o reino dos Céus estava já presente no meio dos homens, como continua hoje a estar, e que n’Ele os homens poderão continuar a encontrar a salvação, que, na sua última vinda, será total e definitiva, e onde todos os que forem chamados a sentar-se à sua mesa comerão “até ficarem saciados”.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, foi Jesus para junto do mar da Galileia e, subindo ao monte, sentou-Se. Veio ter com Ele uma grande multidão, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, que lançavam a seus pés. Ele curou-os, de modo que a multidão ficou admirada, ao ver os mudos a falar, os aleijados a ficar sãos, os coxos a andar e os cegos a ver; e todos davam glória ao Deus de Israel. Então Jesus, chamando a Si os discípulos, disse-lhes: «Tenho pena desta multidão, porque há três dias que estão comigo e não têm que comer. Mas não quero despedi-los em jejum, pois receio que desfaleçam no caminho». Disseram-Lhe os discípulos: «Onde iremos buscar, num deserto, pães suficientes para saciar tão grande multidão?» Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes?» Eles responderam-Lhe: «Sete, e alguns peixes pequenos». Jesus ordenou então às pessoas que se sentassem no chão. Depois tomou os sete pães e os peixes e, dando graças, partiu-os e foi-os entregando aos discípulos e os discípulos distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram até ficarem saciados. E com os pedaços que sobraram encheram sete cestos.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício se renove sempre na vossa Igreja, de modo que a celebração do mistério por Vós instituído realize em nós plenamente a obra da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio do Advento I: p. 396


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Is 40, 10; cf. 34, 5
O Senhor virá com poder e majestade
e iluminará os olhos dos seus fiéis.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Concedei, Senhor, pela vossa bondade, que este divino sacramento nos livre do pecado e nos prepare para as festas que se aproximam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Santo

S. NICOLAU, bispo

 

 

Martirológio

São Nicolau, bispo de Mira, na Lícia, na hodierna Turquia, ilustre pela sua santidade e pela sua intercessão ante o trono da divina graça.

 

2.   Em Roma, a comemoração de Santa Asela, virgem, que, segundo o testemunho de São Jerónimo, viveu até ao fim dos seus dias entregue aos jejuns e à oração.

3.   Na África Setentrional, a comemoração dos santos mártires, que, durante a perseguição dos Vândalos no tempo de Hunerico, rei ariano, pela defesa da fé católica sofreram gravíssimos e inumeráveis suplícios. Neste grupo[1], são dignos de memória Dionísia e seu filho Majórico, o qual, de tenra idade e apavorado pelas torturas, mas fortalecido pelos olhares e exortações de sua mãe, se tornou o mais corajoso de todos e entregou a sua alma no meio dos tormentos. 

 


[1]  Entre eles: os santos Emílio, médico, Dativa, Leôncia, Tércio, Bonifácio de Sibida, Sérvio, Vitória.

 

4*.   Em Bréscia, na Lombardia, região da Itália, Santo Obício, que, sendo militar de cavalaria, se converteu a Deus, abraçou uma vida de penitência e distribuiu os seus bens para utilidade de todos.

5*.   Em Granada, na Espanha, o beato mártir Pedro Pascoal, bispo de Jaen, da Ordem das Mercês, o qual, quando visitava a sua grei para a exortar à defesa da fé, foi capturado pelos Mouros e morreu no cárcere.

6.   Em Hai Duong, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São José Nguyen Duy Khang, mártir, que, sendo catequista e companheiro nas viagens do santo bispo Jerónimo Hermosilla, foi com ele capturado na perseguição do imperador Tu Duc e depois flagelado, encarcerado e finalmente degolado.

7.   Na Espanha, a comemoração dos mártires espanhóis do século XX.

8*.   Em Picadero de Paterna, localidade da província de Valência, na Espanha, a Beata Luísa Maria Frias Cañizares, virgem e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, alcançou a recompensa eterna pelo combate da fé.

9♦.     Em Guadalajara, também na Espanha, os beatos Miguel Lasaga Carazo, presbítero da Sociedade Salesiana e companheiros[2] mártires, que na mesma perseguição religiosa consumaram vitoriosamente o combate da fé.

 


[2]  São estes os seus nomes: Estêvão Vázquez Alonso, Florêncio Rodríguez Guemes, Heliodoro Ramos Garcia, João Lourenço Larragueta Garay, Pascoal de Castro Herrera, Virgílio Edreira Mosquera, religiosos da Sociedade Salesiana.

 

10♦.   Em Bucarest, na Roménia, o Beato João Scheffler, bispo de Statu Mare e mártir, que foi perseguido por um regime hostil à religião e à dignidade humana, até morrer na prisão.