Liturgia diária

Agenda litúrgica

2017-02-17

SEXTA-FEIRA da semana VI

SS. Sete Fundadores da Ordem dos Servitas de Nossa Senhora
MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Gen 11, 1-9; Sal 32 (33), 10-11. 12-13. 14-15
Ev Mc 8, 34 – 9,1

* Na Arquidiocese de Évora – Aniversário da entrada solene e tomada de posse de D. José Francisco Sanches Alves.
* Na Congregação das Irmãs Servas de Maria Reparadoras – SS. Sete Fundadores da Ordem dos Servitas de Nossa Senhora – SOLENIDADE
* Na Diocese de Viseu – I Vésp. de S. Teotónio.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 30, 3-4
Sede a rocha do meu refúgio, Senhor,
e a fortaleza da minha salvação.
Para glória do vosso nome,
guiai-me e conduzi-me.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que prometestes estar presente
nos corações rectos e sinceros,
ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo
que mereçamos ser vossa morada.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Gen 11, 1-9
«Vamos descer até lá para lhes confundir a linguagem»

A torre de Babel é o símbolo da desunião dos homens e dos povos, fruto do orgulho dos mesmos. Mas a narração do Pentecostes (Act. 2, 5-13) será a resposta à narração da torre de Babel. O pecado dividiu os homens; a graça do Espírito Santo, fruto da Páscoa do Senhor ressuscitado, vai reconduzi-los à unidade. De facto, Jesus ofereceu-Se ao Pai “para trazer à unidade os filhos de Deus que andavam dispersos” (Jo 11,52).

Leitura do Livro do Génesis
Toda a terra tinha uma só língua e usava as mesmas palavras. Ao emigrarem do Oriente, os homens encontraram uma planície na região de Senaar e nela se fixaram. Disseram então uns aos outros: «Vamos fabricar tijolos e cozê-los ao fogo». Os tijolos serviam-lhes de pedra e o betume de argamassa. Disseram ainda: «Vamos edificar uma cidade e uma torre cujo cimo atinja os céus, para nos tornarmos famosos e não nos dispersar-mos por toda a superfície da terra». Mas o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens construíam. Disse então o Senhor: «Aí está um povo unido e todos falam a mesma língua. Se este é o começo dos seus empreendimentos, nenhum projecto lhes será difícil. Vamos descer até lá para lhes confundir a linguagem, de modo que não entendam a fala uns dos outros». E o Senhor dispersou-os por toda a superfície da terra e eles desistiram de construir a cidade. Por isso lhe chamam Babel, porque lá o Senhor confundiu a linguagem de todo o mundo e de lá dispersou os habitantes por toda a superfície da terra.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 32 (33), 10-11.12-13.14-15 (R. 12b)
Refrão: Feliz o povo que o Senhor escolheu
para sua herança. Repete-se

O Senhor frustou os planos dos pagãos,
fez malograr os projectos dos povos.
O plano do Senhor permanece eternamente
e os desígnios do seu coração por todas as gerações. Refrão

Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
Do Céu o Senhor contempla
e observa todos os homens. Refrão

Do lugar onde habita,
contempla todos os habitantes da terra.
Ele que formou o coração de cada homem
está atento a todas as suas obras. Refrão


ALELUIA Jo 15, 15b
Refrão: Aleluia Repete-se
Eu chamo-vos amigos, diz o Senhor,
porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Refrão


EVANGELHO Mc 8, 34 – 9, 1
«Quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á»

Esta leitura apresenta algumas das condições fundamentais para seguir Jesus: arriscar a própria vida, como Jesus fez, Ele que foi até à Cruz; não colocar os interesses maiores em coisas que valem menos do que a própria vida. O juízo último de Deus porá a claro os verdadeiros valores desta vida. Felizes os que desde este mundo sabem nortear a vida por esses valores que a Boa Nova nos revela.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus chamou a multidão com os seus discípulos e disse-lhes: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á. Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Que daria o homem em troca da sua vida? Portanto, se alguém se envergonhar de Mim e das minhas palavras no meio desta geração infiel e pecadora, também o Filho do homem Se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos Anjos». Jesus declarou-lhes ainda: «Em verdade vos digo: Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão, sem terem visto chegar o reino de Deus com o seu poder».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei, Senhor, que estes dons sagrados
nos purifiquem e renovem,
para que, obedecendo sempre à vossa vontade,
alcancemos a recompensa eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 77, 24.29
O Senhor deu-lhes o pão do Céu:
comeram e ficaram saciados.

Ou Jo 3, 16
Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito.
Quem acredita n’Ele tem a vida eterna.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu,
concedei-nos a graça de buscarmos sempre
aquelas realidades que nos dão a verdadeira vida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

OS SETE SANTOS FUNDADORES DA ORDEM DOS SERVOS DE MARIA (SERVITAS)

 

 

Martirológio

Os santos sete fundadores da Ordem dos Servitas de Nossa Senhora – Bonfílio, Bartolomeu, João, Bento, Geraldino, Ricóvero e Aleixo – que eram negociantes em Florença e se retiraram de comum acordo para o monte Senário, onde se consagraram ao serviço da Virgem Maria, fundando uma Ordem sob a Regra de Santo Agostinho. São comemorados todos no dia em que, segundo a tradição, morreu centenário o último destes fundadores, que foi Aleixo.

 

2.   Em Amaseia, no Helesponto, actualmente na Turquia, a paixão de São Teodoro de Tiro, que, no tempo do imperador Maximiano, pela confissão da fé cristã, foi duramente flagelado e encerrado no cárcere e, finalmente, entregue para ser queimado nas chamas. São Gregório de Nissa celebrou os seus louvores num eminente panegírico.

3*.   Em Tréveris, na Gália Bélgica, hoje na Alemanha, São Bonoso, bispo, que, com Santo Hilário de Poitiers, trabalhou com zelo e sabedoria para que nas Gálias se conservasse a integridade da fé.

4.   Na Arménia, São Mesróbio, evangelizador dos Arménios, que, tendo sido discípulo de São Narsés e escriba no palácio real, se fez monge; criou um alfabeto para ensinar ao povo a Sagrada Escritura, traduziu o Antigo e o Novo Testamento e compôs hinos e cânticos em língua armena.

5.   No mosteiro de Clúain Ednech, na Irlanda, São Fintano, abade, fundador deste cenóbio, célebre pela sua austeridade.

6.   Comemoração de São Flaviano, bispo de Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, que, ao defender a fé católica no Concílio de Éfeso, foi ferido com punhadas e pontapés pelo ímpio Dióscoro e morreu pouco tempo depois no exílio.

7*.   Em Lindisfarne, na região da Notúmbria, na actual Inglaterra, São Finano, bispo e abade, insigne pela sua doutrina e zelo evangelizador.

8.   Em Auchy-aux-Moines, na região dos Morinos, na actual França, o sepultamento de São Silvino, bispo.

9*.   No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália, São Constável, abade, que, pela sua exímia mansidão e caridade para com todos, foi vulgarmente denominado “cobertor” dos irmãos.

10*.   Em Ratzeburg, no Holstein, hoje na Alemanha, Santo Evermodo, bispo, que foi discípulo de São Norberto na Ordem Premonstratense e trabalhou na obra da conversão dos Vendos.

11*.   Em Pádua, no Véneto, região da Itália, o Beato Lucas Bellúdi, presbítero da Ordem dos Menores, que foi discípulo e companheiro de Santo António.

12♦.   Em Hiroshima, no Japão, o Beato Matias Shobara Ichizaemon, mártir.

13.   Em Pyongyang, na Coreia, São Pedro Yu Chong-nyul, mártir, pai de família, que, enquanto lia de noite o Evangelho aos fiéis na casa de um catequista, foi preso e, vergastado até à morte, morreu por Cristo.

14*.   Em Rosica, na Polónia, o Beato António Lesczewicz, presbítero da Congregação dos Clérigos Marianos e mártir, que, durante a ocupação militar da sua pátria em tempo de guerra, foi queimado pelos perseguidores da Igreja por causa da sua fé em Cristo.