Liturgia diária

Agenda litúrgica

2017-06-11

DOMINGO X DO TEMPO COMUM

SANTÍSSIMA TRINDADE – SOLENIDADE
Branco – Ofício da solenidade. Te Deum.
+Missa própria, Glória, Credo, pf. próprio.

L 1 Ex 34, 4b-6. 8-9; Sal Dan 3, 52.53-54.55acd-56
L 2 2 Cor 13, 11-13
Ev Jo 3, 16-18

* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Na Diocese de Coimbra – Ofertório para a Igreja Diocesana.
* II Vésp. da solenidade – Compl. dep. II Vésp. dom.

Em Portugal – Na próxima quinta-feira ocorre a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. É dia santificado e feriado nacional.

 

Ano A

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA
Bendito seja Deus Pai,
bendito o Filho Unigénito,
bendito o Espírito Santo,
pela sua infinita misericórdia.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus Pai,
que revelastes aos homens o vosso admirável mistério,
enviando ao mundo a Palavra da verdade
e o Espírito da santidade,
concedei-nos que, na profissão da verdadeira fé,
reconheçamos a glória da eterna Trindade
e adoremos a Unidade na sua omnipotência.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Ex 34, 4b-6.8-9
«O Senhor, o Senhor é um Deus clemente e compassivo»

Deus manifesta-Se a Moisés como um Deus cheio de amor e de ternura para com o Seu povo. Sem deixar de ser justo, antes de tudo e acima de tudo, Ele é o Deus que ama e perdoa.
Compenetrado desta verdade, Moisés não tem receio de interceder pelo Povo, que fora infiel à Aliança, voltando as costa, ao Deus vivo, para se entregar aos ídolos. E Moisés não vê frustrada a sua esperança. Deus continuará no meio do Seu povo, porque Ele é, na verdade, Aquele que salva.

Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, Moisés levantou-se muito cedo e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe ordenara, levando nas mãos as tábuas de pedra. O Senhor desceu na nuvem, ficou junto de Moisés, que invocou o nome do Senhor. O Senhor passou diante de Moisés e proclamou: «O Senhor, o Senhor é um Deus clemente e compassivo, sem pressa para Se indignar e cheio de misericórdia e fidelidade». Moisés caiu de joelhos e prostrou-se em adoração. Depois disse: «Se encontrei, Senhor, aceitação a vossos olhos, digne-Se o Senhor caminhar no meio de nós. É certo que se trata de um povo de dura cerviz, mas Vós perdoareis os nossos pecados e iniquidades e fareis de nós a vossa herança».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 52.53.54.55.56 (R. 52b)
Refrão: Digno é o Senhor
de louvor e de glória para sempre. Repete-se
Ou: Louvor e glória ao Senhor para sempre. Repete-se

Bendito sejais, Senhor, Deus dos nossos pais:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito o vosso nome glorioso e santo:
digno de louvor e de glória para sempre. Refrão

Bendito sejais no templo santo da vossa glória:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito sejais no trono da vossa realeza:
digno de louvor e de glória para sempre. Refrão

Bendito sejais, Vós que sondais os abismos
e estais sentado sobre os Querubins:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito sejais no firmamento do céu:
digno de louvor e de glória para sempre. Refrão


LEITURA II 2 Cor 13, 11-13
«A graça de Jesus Cristo, o amor de Deus
e a comunhão do Espírito Santo»

Ao iniciarmos as nossas assembleias litúrgicas com o voto de S. Paulo, no final da carta aos Coríntios nós professamos a nossa fé no mistério de um Deus em três Pessoas distintas. Nós reconhecemos que a presença da Trindade é o que constitui a comunidade cristã. Na verdade, é pelo dom gratuito de Jesus Cristo, pelo amor universal do Pai e pela força unitiva do Espírito de caridade que somos congregados em assembleia, para celebrarmos a glória de Deus.
Reunida pela acção da Santíssima Trindade, a comunidade cristã deve empenhar-se em se assemelhar à comunidade trinitária vivendo na busca da perfeição, na alegria e no amor mútuo que se exprime pelo ósculo da paz.
Leitura da Segunda Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios
Irmãos: Sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição, animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco. Saudai-vos uns aos outros com o ósculo santo. Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
Palavra do Senhor.


ALELUIA cf. Ap 1, 8
Refrão: Aleluia. Repete-se
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
ao Deus que é, que era e que há-de vir. Refrão


EVANGELHO Jo 3, 16-18
«Deus enviou o seu Filho ao mundo,
para que o mundo seja salvo por Ele»

O mistério da Santíssima Trindade é um mistério de amor: amor de um Deus que se revela aos homens e, num gesto de infinita bondade, lhes dá o Seu Filho, o Qual, encarnando e entregando-Se, totalmente, aos homens até à morte de Cruz (Filip. 2, 8), veio não para julgá-los, mas para salvá-los.
Perante este amor de Deus, o homem só pode ter uma atitude: aceitar Jesus Cristo como seu Salvador deixar-se penetrar pelo Seu amor e iluminar pela Sua verdade, que é o Seu Evangelho de amor. Recusar Jesus Cristo é recusar a salvação. Deus não condena ninguém. Cada um de nós, com a sua aceitação ou recusa de Cristo, é que decide acerca do seu juízo final.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita n'Ele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus».
Palavra da salvação.


Diz-se o Credo.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Santificai, Senhor, os dons
sobre os quais invocamos o vosso santo nome
e, por este divino sacramento,
fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


PREFÁCIO O mistério da Santíssima Trindade
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito Santo,
sois um só Deus, um só Senhor,
não na unidade de uma só pessoa,
mas na trindade de uma só natureza.
Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória,
nós o acreditamos também, sem diferença alguma,
do vosso Filho e do Espírito Santo.
Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade,
adoramos as três Pessoas distintas,
a sua essência única e a sua igual majestade.
Por isso Vos louvam os Anjos e os Arcanjos,
os Querubins e os Serafins,
que Vos aclamam sem cessar, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Gal 4, 6
Porque somos filhos de Deus,
Ele enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho,
que clama: Abba, Pai.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Ao professarmos a nossa fé na Trindade Santíssima
e na sua indivisível Unidade,
concedei-nos, Senhor nosso Deus,
que a participação neste divino sacramento
nos alcance a saúde do corpo e da alma.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Santo

S. BARNABÉ, Apóstolo

 

 

Martirológio

Memória de São Barnabé, Apóstolo, que era um homem bom e cheio de fé e do Espírito Santo, contado entre os primeiros fiéis de Jerusalém. Pregou o Evangelho em Antioquia e introduziu entre os irmãos Saulo de Tarso, recém-convertido, acompanhando-o também na sua primeira viagem para evangelizar a Ásia. Participou no Concílio de Jerusalém e, voltando para a ilha de Chipre, sua pátria, aí propagou o Evangelho.

 

2.   Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, São Máximo, bispo, que foi mandado para o exílio pelo imperador Constâncio por causa da fé nicena, onde, consumido pelas tribulações, morreu como confessor da fé.

3.   Em Bremen, na Saxónia, na actual Alemanha, São Remberto, bispo de Hamburgo e de Bremen, fiel discípulo e sucessor de Santo Óscar (ou Anscário), que expandiu o seu ministério até às terras da Dinamarca e da Suécia e, no tempo da invasão dos Normandos, se dedicou à libertação dos cristãos cativos.

4*.   Em Mogúncia, cidade da Francónia, também na actual Alemanha, São Bardão, bispo, que, depois de ser abade de Heresfeld, foi elevado à sede episcopal e trabalhou excelentemente pela sua Igreja com incansável solicitude pastoral.

5*.   No mosteiro de La Cambre, próximo de Bruxellas, no Brabante, na actual Bélgica, Santa Alaíde, virgem da Ordem Cisterciense, que, atingida pela lepra aos vinte e dois anos de idade, foi constrangida a uma vida marginada e, nos últimos anos da sua vida, perdeu a vista e nem um só membro do corpo ficou são, excepto a língua para cantar os louvores de Deus.

6.   Em Treviso, no Véneto, região da Itália, São Páris, presbítero da Ordem Camaldulense, que, durante setenta e sete anos, ajudou as monjas com salutares conselhos de vida espiritual e morreu depois dos cento e oito anos de idade.

7*.   Em Gniezno, na Polónia, a Beata Iolanda, abadessa, que, depois da morte do esposo, o duque Boleslau Pio, renunciando às riquezas terrenas, professou a vida monástica com sua filha na Ordem de Santa Clara.

8*.   Em Saluzzo, no Piemonte, região da Itália, o Beato Estêvão Bandélli, presbítero da Ordem dos Pregadores, eminente na pregação e assíduo no ministério das confissões.

9.   Em Salamanca, na Espanha, São João de São Facundo González de Castrillo, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que restaurou a concórdia entre os cidadãos, agitados em conflitos cruentos, com os seus conselhos particulares e a santidade da sua vida.

10.   Em Tortosa, na Espanha, Santa Rosa Francisca Maria das Dores (Maria Rosa Molas Vallvé), virgem, que transformou uma associação de piedosas mulheres na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Consolação, destinada ao serviço dos atribulados.

11.   Em Roma, Santa Paula Frassinétti, virgem, que, superando muitas dificuldades iniciais, fundou a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, destinada à formação das jovens cristãs, dirigindo-a com grande fortaleza de alma, benevolente suavidade e enérgica actividade.

12*.   Em Ragusa, na Sicília, região da Itália, a Beata Maria Schininá, virgem, que optou por viver com grande humildade e simplicidade para tratar os enfermos, os abandonados e os pobres, e fundou o instituto das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus, destinado a prestar auxílio a todo o género de miséria.

13*.   Em Kara-Kenpru, cidade próxima de Diyarbakir, na Turquia, o Beato Inácio Maloyan, bispo de Mardin dos Armenos e mártir durante o genocídio dos cristãos, perpetrado naquela região pelos perseguidores da fé. Tendo recusado abraçar uma religião diversa do cristianismo, depois de consagrado o pão para alimento espiritual do grupo dos companheiros de prisão, foi fuzilado juntamente com outros inúmeros cristãos, alcançando pelo derramamento do seu sangue a felicidade da paz eterna.

14♦.   Em Viena, na Áustria, Hildegarda Burjan, mãe de família, que, convertida do judaísmo ao catolicismo, fundou a organização feminina Cáritas Socialis, destinada a várias obras de assistência social e caritativo.