Liturgia diária

Agenda litúrgica

2017-09-18

SEGUNDA-FEIRA da semana XXIV

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 1 Tim 2, 1-8; Sal 27 (28), 2. 7. 8-9
Ev Lc 7, 1-10

* Na Ordem Franciscana – S. José de Cupertino, presbítero, da I Ordem – MO
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – S. José de Cupertino, presbítero, da I Ordem – MO
* Na Ordem de São Domingos – S. João Macias, religioso – MO

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Sir 36, 18
Dai a paz, Senhor, aos que em Vós esperam
e confirmai a verdade dos vossos profetas.
Escutai a prece dos vossos servos e abençoai o vosso povo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus, Criador e Senhor de todas as coisas,
lançai sobre nós o vosso olhar;
e para sentirmos em nós os efeitos do vosso amor,
dai-nos a graça de Vos servirmos com todo o coração.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) 1 Tim 2, 1-8
«Façam-se preces por todos os homens a Deus,
que quer salvar todos os homens»

Esta passagem de S. Paulo tem hoje a sua realização no que chamamos a “oração universal” ou “oração dos fiéis” da Missa. É ela a oração com que respondemos à palavra de Deus no fim de cada liturgia da palavra. Depois de Deus nos ter falado a nós, podemos então nós falar-Lhe a Ele, e pedir-Lhe, numa oração de súplica, como é a “oração dos fiéis”, que salve todos os homens, pois essa é a sua vontade. A oração pelos que estão constituídos em autoridade é tradição que vem assim desde os tempos apostólicos, pois que, em grande parte, deles depende bem-estar da comunidade.

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo a Timóteo
Caríssimo: Recomendo, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e acções de graças por todos os homens, pelos reis e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador; Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou à morte pela redenção de todos. Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo e do qual fui constituído arauto e apóstolo __ digo a verdade, não minto __ mestre dos gentios na fé e na verdade. Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 27 (28), 2.7.8-9 (R. 6)
Refrão: Bendito seja o Senhor,
que ouviu a voz da minha súplica. Repete-se

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,
quando Vos invoco,
quando ergo as minhas mãos
para o vosso templo santo. Refrão

O Senhor é a minha força e o meu protector,
meu coração pôs n’Ele a sua confiança e fui ajudado.
O meu coração exultou
e entoei-Lhe um cântico de louvor. Refrão

O Senhor é a fortaleza do seu povo,
a fortaleza de salvação do seu Ungido.
Salvai o vosso povo e abençoai a vossa herança,
sede o seu protector e guia através dos tempos. Refrão


ALELUIA Jo 3, 16
Refrão: Aleluia. Repete-se
Deus amou tanto o mundo
que lhe deu o seu Filho unigénito;
quem acredita n’Ele tem a vida eterna Refrão


EVANGELHO Lc 7, 1-10
«Nem em Israel encontrei tão grande fé»

Começamos hoje a ler a parte do Evangelho de S. Lucas consagrada aos milagres de Jesus. E começamos por um caso que oferece a Jesus ocasião de elogiar a fé de um pagão. Este é imagem daquele mundo que, depois de ter vivido longe de Deus, fica feliz quando O pôde encontrar. Assim se manifesta que o Evangelho é dom de Deus oferecido a todo o mundo.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaum. Um centurião tinha um servo a quem estimava muito e que estava doente, quase a morrer. Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo. Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente: «Ele é digno de que lho concedas, pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga». Jesus acompanhou-os. Já não estava longe da casa, quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos: «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa, nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado. Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um ‘Vai’ e ele vai; e a outro ‘Vem’ e ele vem; e ao meu servo ‘Faz isto’ e ele faz». Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé». Ao regressarem a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Ouvi, Senhor, com bondade as nossas súplicas
e recebei estas ofertas dos vossos fiéis,
para que os dons oferecidos por cada um de nós
para glória do vosso nome
sirvam para a salvação de todos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 35, 8
Como é admirável, Senhor, a vossa bondade!
A sombra das vossas asas se refugiam os homens.

Ou cf. 1 Cor 10, 16
O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo;
e o pão que partimos é comunhão no Corpo do Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor nosso Deus,
concedei que este sacramento celeste
nos santifique totalmente a alma e o corpo,
para que não sejamos conduzidos pelos nossos sentimentos
mas pela virtude vivificante do vosso Espírito.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Martirológio

1.   Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, Santo Oceano, mártir.

2.   Em Prymnesso, na Frígia, também na actual Turquia, Santa Ariadna, mártir.

3.   No território da Gália Vienense, hoje na França, São Ferréolo, mártir, que, segundo consta, era tribuno no tempo da perseguição e se recusou a prender os cristãos; por isso, feito prisioneiro por ordem do governador, foi cruelmente flagelado e metido no cárcere; tendo-se evadido, foi novamente capturado pelos perseguidores e, decapitado, recebeu a palma do martírio.

4.   Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eustórgio, bispo, cuja confissão de fé contra os erros arianos é louvada por Santo Atanásio.

5*.   Em Avranches, no litoral da Bretanha Menor, actualmente na França, São Senário, bispo.

6*.   Em Limoges, na Aquitânia, também na actual França, São Ferréolo, bispo, que libertou de um iminente perigo a Marcos, porta-voz do rei Quildeberto, quando o povo desta cidade o queria matar.

7.   Em Gortina, na ilha de Creta, Santo Euménio, bispo.

8*.   Em Andlau, na Alsácia da Lotaríngia, na actual Alemanha, Santa Ricarda, que era rainha, mas, renunciando ao reino terreno, serviu a Deus num mosteiro por ela fundado.

9.   Em Ósimo, no Piceno, actualmente nas Marcas, região da Itália, São José de Cupertino, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que, nas circunstâncias adversas da sua vida, resplandeceu pela pobreza, humildade e caridade para com os necessitados de Deus.

10.   Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Trach, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, no tempo do imperador Minh Mang, preferindo morrer a ter de pisar o crucifixo, foi degolado e assim consumou o martírio.

11*.   Em Paimol, localidade próxima da missão de Kalongo, no Uganda, os beatos David Okelo e Gildo Irwa, catequistas e mártires, que, tendo-se espontaneamente oferecido para anunciar o Evangelho ao seu povo, foram mortos a golpe de lança pelos pagãos do lugar e assim manifestaram com o seu intrépido martírio o poder de Cristo.

12*.   Em Ciudad Real, na Espanha, o Beato Carlos Eraña Guruceta, religioso da Companhia de Maria e mártir, que, durante a perseguição violenta contra os sacerdotes e os religiosos, foi preso pelos milicianos e fuzilado sem processo judicial.

13*.   Próximo da cidade de Gandia, na província de Valência, também na Espanha, os beatos Fernando Garcia Sendra e José Garcia Más, presbíteros e mártires, que, durante a mesma perseguição, confirmaram com o seu sangue a fidelidade ao Senhor.

14*.   Em Monserrat, na mesma província de Valência, os beatos Ambrósio (Salvador Chuliá Ferrandis) e Valentim (Vicente Jaunzarás Gómez), presbíteros, e Francisco (Justo Lerma Martínez), Recaredo (José López Mora) e Modesto (Vicente Gay Zarzo), todos eles religiosos da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, que, na mesma perseguição, foram coroados de glória pelo testemunho de Cristo.

15♦.   Em Paracuellos del Jarama, localidade próxima de Madrid, também na Espanha, o Beato Salvador Fernández Pérez, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que, na mesma perseguição, seguindo os passos de Cristo, com o auxílio da graça alcançou o reino da vida eterna.

16*.   No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, na Baviera, região da Alemanha, o Beato José Kut, presbítero e mártir, natural da Polónia, que durante a guerra foi encerrado no terrível cárcere por causa da sua fé cristã e, depois de cruéis tormentos, foi ao encontro do Senhor.