Liturgia diária

Agenda litúrgica

2018-11-21

QUARTA-FEIRA da semana XXXIII

Apresentação de Nossa Senhora – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 Ap 4, 1-11; Sal 150, 1-2. 3-4. 5-6
Ev Lc 19, 11-28
ou
L 1 Zac 2, 14-17; Sal Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55
Ev Mt 12, 46-50

* Na Ordem da Visitação de Santa Maria – Apresentação de Nossa Senhora – FESTA
* Na Congregação da Apresentação de Maria – Apresentação de Nossa Senhora, Festa principal – SOLENIDADE; Aniversário da fundação da Congregação (1796).
* Na Congregação dos Irmãos Maristas – Apresentação de Nossa Senhora – MO

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Jer 29, 11.12.14
Os meus pensamentos são de paz
e não de desgraça, diz o Senhor.
Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor,
e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça
de encontrar sempre a alegria no vosso serviço,
porque é uma felicidade duradoira e profunda
ser fiel ao autor de todos os bens.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos pares) Ap 4, 1-11
«Santo, Santo, Santo, Senhor Deus omnipotente,
Aquele que é, que era e que há-de vir!»

O Livro do Apocalipse é um livro de consolação, escrito já no tempo das primeiras perseguições romanas aos cristãos, para servir de apoio e de esperança em tempos tão duros e tão perigosos para a fé. É aqui, depois das sete cartas às Igrejas, que começa a série de visões, que vão ocupar todo o restante livro. Para começar, aparece-nos hoje a visão de Deus, aclamado no trono da sua glória. É uma visão que nos prepara para contemplarmos depois a intervenção de Deus na história dos homens, em favor dos seus fiéis.

Leitura do Livro do Apocalipse
Eu, João, vi uma porta aberta no Céu e a voz que antes ouvira falar-me como uma trombeta, dizia: «Sobe até aqui e eu te mostrarei o que vai acontecer depois disto». Imediatamente caí em êxtase e vi um trono colocado no Céu, sobre o qual Alguém estava sentado. Aquele que estava sentado tinha o aspecto resplandecente como a pedra de jaspe e cornalina e um arco-íris circundava o trono, com reflexos de esmeralda. À volta deste trono, havia vinte e quatro tronos, em que estavam sentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça. Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões e diante dele brilhavam sete lâmpadas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus. Diante do trono havia como que um mar transparente como o cristal. No meio do trono e ao seu redor, vi quatro Seres Vivos cheios de olhos à frente e atrás. O primeiro Ser Vivo era semelhante a um leão, o segundo a um novilho, o terceiro tinha o rosto como o de um homem e o quarto era semelhante a uma águia em pleno voo. Cada um dos quatro Seres Vivos tinha seis asas e estavam cheios de olhos a toda a volta e por dentro. E não cessavam de clamar dia e noite: «Santo, Santo, Santo, Senhor Deus omnipotente, Aquele que é, que era e que há-de vir!». E sempre que os Seres Vivos dão glória, honra e acção de graças Àquele que está sentado no trono e que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos prostram-se diante d’Aquele que está sentado no trono, adoram Aquele que vive pelos séculos dos séculos e depõem as suas coroas diante do trono, dizendo: «Sois digno, Senhor, nosso Deus, de receber a honra, a glória e o poder, porque fizestes todas as coisas e pela vossa vontade existem e foram criadas».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 150, 1-2.3-4.5-6 (R. Ap 4, 8b)
Refrão: Santo, santo, santo, Senhor Deus do universo. Repete-se

Louvai o Senhor no seu santuário,
louvai-O no seu majestoso firmamento.
Louvai-O pela grandeza das suas obras,
louvai-O pela sua infinita majestade. Refrão

Louvai-O ao som da trombeta,
louvai-O ao som da lira e da cítara.
Louvai-O com o tímpano e com a dança,
louvai-O ao som da harpa e da flauta. Refrão

Louvai o Senhor,
louvai-O com címbalos sonoros.
Louvai-O com címbalos retumbantes.
Tudo quanto respira louve o Senhor. Refrão


ALELUIA cf. Jo 15, 16
Refrão: Aleluia. Repete-se
Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto
e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor. Refrão


EVANGELHO Lc 19, 11-28
«Porque não entregaste ao banco o meu dinheiro?»

O tempo que medeia entre o regresso de Cristo para junto do Pai e a sua vinda no fim dos tempos é o tempo em que os seus discípulos hão-de fazer frutificar os dons que o Senhor confia à sua Igreja e a cada um dos seus membros. É o tempo de acreditar, de trabalhar, de merecer, com perseverança e caridade. Além disso, esta parábola vem muito a propósito ao chegarmos ao termo do ciclo do tempo litúrgico anual. A perspectiva das contas que todos havemos de dar a Deus do uso que fizemos dos dons que Ele nos confiou não pode desaparecer da frente dos nossos olhos, não para nos aterrar, mas para nos orientar no caminho, sempre iluminado pela esperança e pelo desejo da vida eterna em Deus.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o reino de Deus ia manifestar-se imediatamente. Então Jesus disse: «Um homem nobre foi para uma região distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. Antes, porém, chamou dez dos seus servos e entregou-lhes dez minas, dizendo: ‘Fazei-as render até que eu volte’. Ora os seus concidadãos detestavam-no e mandaram uma delegação atrás dele para dizer: ‘Não queremos que ele reine sobre nós’. Quando voltou, investido do poder real, mandou chamar à sua presença os servos a quem entregara o dinheiro, para saber o que cada um tinha lucrado. Apresentou-se o primeiro e disse: ‘Senhor, a tua mina rendeu dez minas’. Ele respondeu-lhe: ‘Muito bem, servo bom! Porque foste fiel no pouco, receberás o governo de dez cidades’. Veio o segundo e disse-lhe: ‘Senhor, a tua mina rendeu cinco minas’. A este respondeu igualmente: ‘Tu também, ficarás à frente de cinco cidades’. Depois veio o outro e disse-lhe: ‘Senhor, aqui está a tua mina, que eu guardei num lenço, pois tive medo de ti, que és homem severo: levantas o que não depositaste e colhes o que não semeaste’. Disse-lhe o senhor: ‘Servo mau, pela tua boca te julgo. Sabias que sou homem severo, que levanto o que não depositei e colho o que não semeei. Então, porque não entregaste ao banco o meu dinheiro? No meu regresso tê-lo-ia recuperado com juros’. Depois disse aos presentes: ‘Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez’. Eles responderam-lhe: ‘Senhor, ele já tem dez minas!’. O rei respondeu: ‘Eu vos digo: A todo aquele que tem se dará mais, mas àquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a esses meus inimigos, que não me quiseram como rei, trazei-os aqui e degolai-os na minha presença’». Dito isto, Jesus seguiu, à frente do povo, para Jerusalém.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei-nos, Senhor,
que os dons oferecidos para glória do vosso nome
nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente
e nos alcancem a posse da felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 72, 28
A minha alegria é estar junto de Deus,
buscar no Senhor o meu refúgio.

Ou Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração
vos será concedido, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória
aumente sempre a nossa caridade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

APRESENTAÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA

 

 

Martirológio

Memória da Apresentação da Virgem Santa Maria. No dia seguinte à dedicação da basílica de Santa Maria a Nova, construída junto ao muro do antigo templo de Jerusalém, celebra-se a dedicação que fez de si mesma a Deus desde a infância aquela que seria a Mãe de Deus, movida pelo Espírito Santo, que a encheu de graça desde a sua Imaculada Conceição.

 

2.   Comemoração de São Rufo, a quem o apóstolo São Paulo, na sua Epístola aos Romanos, chama eleito do Senhor.

3.   Em Paréntium, na Ístria, hoje Porec, na Croácia, Santo Amaro, bispo e mártir.

4.   Em Cesareia da Palestina, Santo Agápio, mártir, que, muitas vezes torturado, mas sempre diferido para suplícios mais duros, durante os jogos do anfiteatro foi atirado a um urso para que o devorasse na presença do imperador Maximino; mas, como ainda ficou com vida, no dia seguinte ataram-lhe pedras aos pés e lançaram-no ao mar.

5.   Em Roma, junto de São Pedro, São Gelásio I, papa, ilustre pela sua doutrina e santidade, o qual, para evitar que a autoridade imperial prejudicasse a unidade da Igreja, esclareceu profundamente as competências dos dois poderes e a sua mútua independência; movido pela sua grande caridade e pelas carências dos indigentes, para socorrer os pobres morreu em extrema pobreza.

6.   Em Cesena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália, Santo Amaro, bispo.

7*.   Em Roma, a Beata Maria de Jesus Bom Pastor (Francisca de Siedliska), virgem, que deixou a Polónia por causa das difíceis condições impostas pelos governantes e fundou o Instituto das Irmãs da Sagrada Família de Nazaré para prestar assistência aos emigrantes da sua pátria.