Liturgia diária

Agenda litúrgica

2018-11-24

SÁBADO da semana XXXIII

SS. André Dung-Lac, presbítero, e Companheiros, mártires – MO
Vermelho – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 Ap 11, 4-12; Sal 143 (144), 1. 2. 9-10
Ev Lc 20, 27-40

* Na Diocese de Vila Real – Aniversário da Dedicação da Igreja Catedral. Na Sé – SOLENIDADE; nas outras igrejas da Diocese – FESTA
* Na Ordem Beneditina – S. Columbano, abade – MF
* Na Ordem Franciscana – Comemoração de todos os defuntos da Ordem.
* Na Ordem de São Domingos – Ss. Inácio Delgado, bispo, Vicente Liem, presbítero, Domingos Na-Kham, leigo, e Companheiros, mártires do Vietname – MO
* I Vésp. de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo – Compl. dep. I Vésp. dom.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Jer 29, 11.12.14
Os meus pensamentos são de paz
e não de desgraça, diz o Senhor.
Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor,
e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça
de encontrar sempre a alegria no vosso serviço,
porque é uma felicidade duradoira e profunda
ser fiel ao autor de todos os bens.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos pares) Ap 11, 4-12
«Estes dois profetas atormentaram os habitantes da terra»

As duas testemunhas são figuras simbólicas da Igreja que sofre por causa do seu ministério apostólico. O Monstro é símbolo do poder político do Império Romano, perseguindo a Igreja; mas o mistério da morte e ressurreição do Senhor, crucificado e ressuscitado, há-de repetir-se nos seus mártires, que, “com grande espanto dos que os olham, vão por fim subir para o Céu.”

Leitura do Livro do Apocalipse
Foi-me dito a mim, João: «Eu mandarei as minhas duas testemunhas para profetizarem. São as duas oliveiras e os dois candelabros, que estão diante do Senhor de toda a terra. Se alguém lhes quiser fazer mal, sairá fogo das suas bocas para devorar os seus inimigos; se alguém lhes quiser fazer mal, assim deve perecer. Elas têm o poder de fechar o céu, para que a chuva não caia durante os dias em que profetizarem. Têm também o poder de transformar as águas em sangue e de ferir a terra com toda a espécie de flagelos, todas as vezes que quiserem. Mas quando terminarem o seu testemunho, o Monstro que sobe do abismo há-de fazer-lhes guerra, há-de vencê-las e matá-las. E os seus cadáveres ficarão estendidos na praça da grande cidade, que se chama simbolicamente Sodoma e Egipto, onde o seu Senhor foi crucificado. Homens de vários povos, tribos, línguas e nações olharão para esses cadáveres durante três dias e meio, sem que seja permitido dar-lhes sepultura. Os habitantes da terra alegrar-se-ão pela sua morte e felicitar-se-ão, enviando presentes uns aos outros, porque estes dois profetas tinham atormentado os habitantes da terra. Passados, porém, três dias e meio, entrou neles um sopro de vida, que veio de Deus, e eles puseram-se de pé, com grande espanto dos que os olhavam. Ouviram então uma voz forte vinda do Céu, que dizia: «Subi para aqui». E eles subiram para o Céu numa nuvem, à vista dos seus inimigos.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 143 (144), 1.2.9-10 (R. 1a)
Refrão: Bendito seja o Senhor, rochedo do meu refúgio. Repete-se

Bendito seja o Senhor,
o rochedo do meu refúgio,
que adestra as minhas mãos para a luta
e os meus dedos para o combate. Refrão

O Senhor é meu amparo e minha cidadela,
meu baluarte e meu libertador.
Ele é meu escudo e meu abrigo
e submete os povos ao meu poder. Refrão

Hei-de cantar-Vos, meu Deus, um cântico novo,
hei-de celebrar-Vos ao som da harpa,
a Vós que dais aos reis a vitória
e salvastes David, vosso servo. Refrão


ALELUIA cf. 2 Tim 1, 10
Refrão: Aleluia. Repete-se
Jesus Cristo, nosso Salvador, destruiu a morte
e fez brilhar a vida por meio do Evangelho. Refrão


EVANGELHO Lc 20, 27-40
«Não é um Deus de mortos, mas de vivos»

A propósito de uma pergunta capciosa dos seus adversários que negavam a ressurreição dos mortos, Jesus procura fazer-lhes compreender que, no mundo novo da ressurreição, as coisas estão fora e acima do nosso modo de pensar terreno. A ressurreição dos mortos pertence já a esse “mundo que há-de vir” para além da morte, em que Deus vive como Deus de vivos, como Ele Se tinha revelado no episódio da sarça ardente, ao apresentar-Se a Moisés como Deus dos que tinham vivido antes, mas que para Ele são sempre vivos, Ele “o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacob”.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus – que negam a ressurreição – e fizeram-lhe a seguinte pergunta: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos. O segundo e depois o terceiro desposaram a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos. Por fim, morreu também a mulher. De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?». Disse-lhes Jesus: «Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. Na verdade, já não podem morrer, pois são como os Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus. E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’. Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos». Então alguns escribas tomaram a palavra e disseram: «Falaste bem, Mestre». E ninguém mais se atrevia a fazer-Lhe qualquer pergunta.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei-nos, Senhor,
que os dons oferecidos para glória do vosso nome
nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente
e nos alcancem a posse da felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 72, 28
A minha alegria é estar junto de Deus,
buscar no Senhor o meu refúgio.

Ou Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração
vos será concedido, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória
aumente sempre a nossa caridade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

SS. ANDRÉ DUNG-LAC, presbítero, e Companheiros, mártires

 

 

Martirológio

Memória dos santos André Dung Lac, presbítero, e companheiros[1], mártires. Numa celebração comum se veneram os cento e dezassete missionários que sofreram o martírio no Tonquim, Anam e Cochinchina, regiões da Ásia, do actual Vietnam – oito bispos, muitos presbíteros e um ingente número de fiéis de ambos os sexos e de todas as condições e idades –, que aceitaram o desterro, os cárceres, os tormentos e enfim os mais cruéis suplícios, por recusarem calcar a cruz e abjurar da fé cristã.

 


[1]  São estes os seus nomes: Clemente Inácio Delgado Cebrián, Domingos Henares, Jerónimo Hermosilla, José Maria Díaz Sanjurjo, Melchior Garcia Sampedro, Pedro Dumoulin-Borie, Valentim Bérrio Ochoa, bispos; Agostinho Schoeffler, Bernardo Vu Van Due, Domingos Cam, Domingos Mâu, Domingos Nguyen Van (Doán) Xuyên, Domingos Nguyen Van Hanh (Diêu), Domingos Trach, Domingos Tuoc, Manuel Nguyen Van Triêu, Francisco Gil de Federich, Francisco Jaccard, Jacinto Castañeda, Tiago Do Mai Nam, João Carlos Cornay, João Dat, João Doàn Trinh Hoan, João Luís Bonnard, João Teófanes Venard, José Dang Dinh (Niên) Viên, José Dô Quang Hien, José Fernández, José Marchand, José Nguyên Dình Nghi, José Tuán, Isidoro Gagelin, Lourenço Nguyen Van Huong, Lucas Vu Bá Loan, Martinho Ta Duc Thinh, Mateus Afonso de Leziniana, Paulo Lê Bao Tinh, Paulo Le-Van-Loc, Paulo Nguyen Ngan, Paulo Pham Khac Khoan, Pedro Almató Ribeira, Pedro Doan Cong Quy, Pedro Francisco Nerón, Pedro Khanh, Pedro Le Tuy, Pedro Nguyen Ba Tuân, Pedro Nguyen Van Luu, Pedro Nguyen Van Tu, Pedro Truong Van Thi, Filipe Phan Van Minh, Tomás Dinh Viet Du, Tomé Khuong, Vicente Do Yen, Vicente Le Quang Liem e Vicente Nguyen The Diem, presbíteros; André Nguyen Kim Thong Nam (Nam Thuong), António Nguyen Huu (Nam) Quynh, Domingos Bui Van Uy, Francisco Xavier Can, Francisco Xavier Ha Trong Mau, João Baptista Dinh Van Thanh, José Nguyen Dinh Uyen, José Nguyen Duy Khang, José Nguyen Van Luu, Mateus Nguyen Van Phuong, Paulo Nguyen Van My, Pedro Doan Van Van, Pedro Nguyen Khac Tu, Pedro Nguyen Van Hieu, Pedro Truong Van Duong, Pedro Vu Van Truat e Tomás Toán, catequistas; Inês Le Thi Thanh (Dê), André Tuong, André Tran Van Trong, António Nguyen Dích, Agostinho Nguyen Van Moi, Agostinho Phan Viet Huy, Domingos Huyen, Domingos Mao, Domingos Ngon, Domingos Nguyen, Domingos Nhi, Domingos Nicolau Dinh Dat, Domingos Ninh, Domingos Pham Trong (An) Kham, Domingos Toai, Manuel Le Van Phung, Manuel Phung, Francisco Do Minnh Chieu, Francisco Tran Van Trung, João Baptista Con, José Hoang Luong Canh, José Le Dang Thi, José Pham Trong (Cai) Ta, José Tuán, José Tuc, Lucas (Cai) Thin, Martinho Tho, Mateus Le Van Gam, Miguel Ho Dinh Hy, Miguel Nguyen Huy My, Nicolau Bui Viet Thê, Paulo Hanh, Paulo Tong Viet Buong, Pedro Da, Pedro Dong, Pedro Dung, Pedro Thuan, Pedro Vo Dang Khoa, Simão Phan Dac Hoa, Estêvão Nguyen Van Vinh, Tomás Nguyen Van Dê, Tomás Tran Van Thien, Vicente Duong y Vicente Tuong.

 

2.   Em Aquileia, na Venécia, no actual Friúli, região da Itália, a comemoração de São Crisógono, mártir, que é celebrado em Roma no dia do aniversário da dedicação da igreja cujo título tem o seu nome.

3.   Em Amélia, na Úmbria, também região da Itália, Santa Firmina, mártir.

4.   Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, também região da Itália, São Protásio, bispo, que defendeu ante o imperador Constante a causa de Santo Atanásio e tomou parte no Concílio de Sárdica.

5.   Na cidadela de Blaye, próxima de Bordéus, na Aquitânia, actualmente na França, São Romão, presbítero.

6*.   Em Cloyne, na Irlanda, São Colmano, bispo.

7.   No território Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, São Porciano, abade, que, sendo jovem escravo, procurou refúgio e liberdade num mosteiro, no qual se fez monge e chegou a ser abade, morrendo em avançada idade, debilitado pelos jejuns.

8.   Em Córdova, na Andaluzia, região da actual Espanha, as santas Flora e Maria, virgens e mártires, que, na perseguição dos Mouros, foram encarceradas com Santo Eulógio e depois mortas ao fio da espada.

9.   Em Reims, na França, a paixão de Santo Alberto de Lovaina, bispo de Liège e mártir, que foi condenado ao exílio por defender a Igreja e assassinado no mesmo ano em que tinha sido ordenado.

10*.   No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália, o Beato Bálsamo, abade, que, no meio das turbulências e conflitos do seu tempo, exerceu o seu ministério com sabedoria e prudência.

11.   Em Dong Hoi, cidade do Anam, no actual Vietnam, os santos Pedro Dumoulin-Borie, bispo, da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, Pedro Vo Dang Khoa e Vicente Hguyen The Diem, presbíteros, dos quais, por ordem do imperador Minh Mang, o primeiro foi degolado e os outros estrangulados.

12*.   Em Milão, na Itália, a Beata Maria Ana Sala, virgem da Congregação das Irmãs de Santa Marcelina, que, dedicada totalmente à formação das jovens, foi mestra da ciência animada pela fé e piedade.

13*.   Em Picadero de Paterna, no território de Valência, região da Espanha, as beatas Niceta da Santa Prudência (Niceta Plaja Xifra) e companheiras[2], virgens do Instituto das Irmãs Carmelitas da Caridade e mártires, que, de lâmpadas acesas, foram dignas de entrar na ceia eterna de Cristo Esposo.

 


[2]  São estes os seus nomes: Paula de Santa Anastásia (Paula Isla Alonso), Antónia de São Timóteo (Antónia Gosens Sáez de Ibarra), Daria de Santa Sofía (Daria Campillo Paniágua), Erundina de Nossa Senhora do Carmo (Erundina Colino Vega), Maria da Consolação do Santíssimo Sacramento (Maria da Consolação Cuñado González), Conceição de Santo Inácio (Maria da Conceição Odriozola Zabalia), Feliciana de Nossa Senhora do Carmo (Feliciana Uribe Orbe), Conceição de Santa Madalena (Conceição Rodríguez Fernández), Justa da Imaculada (Justa Maiza Goicoechea), Clara de Nossa Senhora da Esperança (Clara Ezcurra Urrútia) e Cândida de Nossa Senhora dos Anjos (Cândida Cayuso González).

 

14♦.   Em Paracuellos del Jarama, localidade próxima de Madrid, também na Espanha, o Beato Félix Alonso Muñiz, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, pelo seu testemunho de Cristo recebeu a coroa do martírio.