Liturgia diária

Agenda litúrgica

2018-02-28

QUARTA-FEIRA da semana II

Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. da Quaresma.

L 1 Jer 18, 18-20; Sal 30 (31), 5-6. 14. 15-16
Ev Mt 20, 17-28

* Na Congregação do Espírito Santo – Pode celebrar-se a memória do B. Daniel Brottier, presbítero, Protector dos órfãos, como se indica na p. 33, n. 8.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 37, 22-23
Não me abandoneis, Senhor; meu Deus, não Vos afasteis de mim. Senhor, socorrei-me e salvai-me.


ORAÇÃO COLECTA
Conservai, Senhor, a vossa família na prática das boas obras, para que, confortada nas necessidades da vida presente, mereça ser conduzida por Vós aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo


LEITURA I Jer 18, 18-20
«Vamos feri-lo»

A perspectiva da ressurreição, que o domingo anterior nos deixou antever a transfiguração, veio pedir o outro lado do mistério, que é o da paixão. O Mistério Pascal é o acesso à Vida, passando pela Morte; é a passagem da Morte à Vida, “deste mundo ao Pai.” Tudo isto se processa num itinerário todo espiritual, mas que Jesus irá percorrer até na sua própria carne. Jeremias, o profeta sofredor, figura do Senhor em sua Paixão, faz-nos hoje ouvir uma das suas lamentações ou desabafos, em forma de oração confiante, como hoje há-de ser também a oração do cristão.

Leitura do Livro de Jeremias
Os inimigos de Jeremias disseram entre si: «Vamos fazer uma conspiração contra Jeremias, pois não nos faltará a instrução de um sacerdote, nem o conselho de um sábio, nem o oráculo de um profeta. Vamos feri-lo com a difamação, sem fazermos caso do que ele disser». «Ajudai-me, Senhor, escutai a voz dos meus adversários. Porventura assim se paga o bem com o mal? Eles abrem uma cova para me tirar a vida. Lembrai-Vos que me apresentei diante de Vós, para Vos falar em seu favor, para deles afastar a vossa ira».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 30 (31), 5-6.14.15-16 (R. 17b)
Refrão: Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade. Repete-se

Livrai-me da armadilha que me prepararam,
porque Vós sois o meu refúgio.
Em vossas mãos entrego o meu espírito,
Senhor, Deus fiel, salvai-me. Refrão

Porque eu ouvia os gritos da multidão:
«Terror por toda a parte!»,
quando se coligaram contra mim
e decidiram tirar-me a vida. Refrão

Eu, porém, confio no Senhor:
Disse: «Vós sois o meu Deus,
nas vossas mãos está o meu destino».
Livrai-me das mãos dos meus inimigos. Refrão


ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO Jo 8, 12
Refrão: Louvor a Vós, Jesus Cristo, Rei da eterna glória. Repete-se
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
Quem Me segue terá a luz da vida. Refrão


EVANGELHO Mt 20, 17-28
«Condená-l’O-ão à morte»

O que Jeremias prefigurou nos seus sofrimentos, Jesus o realiza em sua Paixão, que Ele desde já hoje anuncia aos seus discípulos, mas que eles então, como nós hoje, tanta dificuldade têm em aceitar. Na Igreja, que é o seu Corpo, Jesus continua a sua Paixão, mas sempre e desde já, com os olhos postos na glória, fruto da redenção que o Filho do homem oferece.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, enquanto Jesus subia para Jerusalém, chamou à parte os Doze e durante o caminho disse-lhes: «Vamos subir a Jerusalém e o Filho do homem vai ser entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, que O condenarão à morte e O entregarão aos gentios, para ser por eles escarnecido, açoitado e crucificado. Mas ao terceiro dia Ele ressuscitará». Então a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com os filhos e prostrou-se para Lhe fazer um pedido. Jesus perguntou-lhe: «Que queres?» Ela disse-Lhe: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu reino um à tua direita e outro à tua esquerda». Jesus respondeu: «Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu hei-de beber?» Eles disseram: «Podemos». Então Jesus declarou-lhes: «Haveis de beber do meu cálice. Mas sentar-se à minha direita e à minha esquerda não pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem meu Pai o designou». Os outros dez, que tinham escutado, indignaram-se com os dois irmãos. Mas Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem entre vós quiser tornar-se grande seja vosso servo e quem entre vós quiser ser o primeiro seja vosso escravo. Será como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Dirigi, Senhor, o vosso olhar para as oferendas que Vos apresentamos e, por esta admirável permuta de dons, libertai-nos das cadeias do pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio da Quaresma


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt. 20, 28
O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir
e dar a vida pela redenção dos homens.


DEPOIS DA COMUNHÃO
Estes sacramentos, Senhor, que nos destes como penhor de imortalidade, sejam para nós fonte de salvação eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio

1.   Comemoração dos santos presbíteros, diáconos e muitos outros, que, em Alexandria, no tempo do imperador Galieno, quando grassava um surto fortíssimo de peste, voluntariamente foram ao encontro da morte ao assistirem os que eram atingidos pela epidemia; por isso a piedade dos fiéis se habituou a venerá-los como mártires.

2.   No monte Jura, na Gália Lionense, hoje na França, o sepultamento de São Romão, abade, que, seguindo os exemplos dos monges antigos, foi o primeiro a seguir vida eremítica neste ermo e se tornou depois o pai de muitos monges.

3.   A comemoração das santas Marana e Cira, virgens, que em Bereia, na Síria, viveram num lugar estreito e fechado a céu aberto, sem sequer um modesto manto, observando o silêncio e recebendo por uma janelinha o alimento necessário.

 

Nos anos bissextos omitem-se os seguintes:

4.   Em Roma, junto à Via Tiburtina, o sepultamento de Santo Hilário, papa, que escreveu cartas sobre a fé católica, pelas quais confirmou os concílios de Niceia, de Éfeso e de Calcedónia, enaltecendo o primado da Sé Romana.   

5.   Em Worcester, na Inglaterra, Santo Osvaldo, bispo, que foi cónego e depois monge; finalmente, governou a Igreja de Worcester e mais tarde a de York, instituiu em muitos mosteiros a Regra de São Bento e foi um mestre afável, generoso, alegre e de grande sabedoria.

6*.   Em L’Áquila, nos Abruzos, região da Itália, a Beata Antónia de Florença, viúva, que foi fundadora e primeira abadessa do mosteiro do Corpo de Cristo com a observância da primeira Regra de Santa Clara.

7.   Em Xilinxian, cidade da província de Guangxi, na China, Santo Augusto Chapdelaine, presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris e mártir, que, preso pelos soldados com muitos neófitos por ser o primeiro a semear a fé cristã nesta região, foi flagelado com trezentos açoites e metido numa pequena gaiola e finalmente morreu decapitado.

 

Nos anos não bissextos continua-se:

8♦.   Em Unzen, no Japão, os beatos Paulo Uchibori Sakuemon, Gaspar Kizaemon e sua esposa Maria Mine, Gaspar Nagai Sohan e companheiros[1] mártires.


[1]  São estes os seus nomes: Luís Shinzaburo, Dinis Saekieki Zenka e seu filho Luís Saeki Kizo, Damião Ichiyata, Leão Nakajima Sokan e seu filho Paulo Nakajima, João Kisaki Kyuhachi, João Heisaku, Tomé Uzumi Shingoro, Aleixo Sugi Shohachi, Tomé Kondo Hyoemon, João Araki Kanshichi.

9*.   Em Paris, na França, o Beato Daniel Brottier, presbítero da Congregação do Espírito Santo, que se dedicou plenamente a trabalhar em favor dos órfãos.

10*.   No campo de concentração de Auschwitz, perto de Cracóvia, na Polónia, o Beato Timóteo Trojanowski, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir, que, durante a ocupação militar da sua pátria por um regime hostil à dignidade humana e à religião, esvanecido pelos suplícios que teve de suportar, consumou o martírio por causa da sua fé cristã.

11♦.   Em Milão, na Itália, o Beato Carlos Gnócchi, presbítero, que, para ajudar as crianças mutiladas ou deficientes físicos e psíquicos por causa da guerra, fundou a sua obra máxima, a “Fundação Pro Iuventute”, hoje chamada Obra Don Gnocchi.