Liturgia diária

Agenda litúrgica

2018-03-29

QUINTA-FEIRA da Semana Santa

QUINTA-FEIRA da Semana Santa - de manhã
Roxo.
Ofício próprio.

L 1 Is 61, 1-3a. 6a. 8b-9; Sal 88 (89), 21-22. 25 e 27
L 2 Ap 1, 5-8
Ev Lc 4, 16-21


QUINTA-FEIRA DA SEMANA SANTA à tarde
MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR
Branco.
Missa própria, Glória, pf. da Eucaristia.

L 1 Ex 12, 1-8. 11-14; Sal 115 (116), 12-13. 15-16bc. 17-18
L 2 1 Cor 11, 23-26
Ev Jo 13, 1-15

* Aqueles que participam na Missa vespertina, não dizem Vésperas.
* Amanhã é dia de jejum e abstinência.
* Completas dep. II Vésp. dom.

 

Ano B

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Gal. 6, 14
Toda a nossa glória está na cruz de Nosso senhor Jesus Cristo. N’Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição. Por Ele fomos salvos e livres.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que nos reunistes para celebrar a Ceia santíssima em que o vosso Filho Unigénito, antes de Se entregar à morte, confiou à Igreja o sacrifício da nova e eterna aliança, fazei que recebamos, neste sagrado banquete do seu amor, a plenitude da caridade e da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Ex 12, 1-8.11-14
Com o banquete pascal, o povo hebreu revivia, todos os anos, a li¬bertação do Egipto e a sua constituição como «povo», em consequência dessa acção libertadora de Deus. Através desse rito pascal, que consistia na imolação de um cordeiro, agradeciam também todas as outras intervenções salvíficas de Deus, ao longo dos séculos, e proclamavam a sua esperança na libertação definitiva.

Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egipto: «Este mês será para vós o princípio dos meses; fareis dele o primeiro mês do ano. Falai a toda a comunidade de Israel e dizei-lhe: No dia dez deste mês, procure cada qual um cordeiro por família, uma rês por cada casa. Se a família for pequena demais para comer um cordeiro, junte-se ao vizinho mais próximo, segundo o número de pessoas, tendo em conta o que cada um pode comer. Tomareis um animal sem defeito, macho e de um ano de idade. Podeis escolher um cordeiro ou um cabrito. Deveis conservá-lo até ao dia catorze desse mês. Então, toda a assembleia da comunidade de Israel o imolará ao cair da tarde. Recolherão depois o seu sangue, que será espalhado nos dois umbrais e na padieira da porta das casas em que o comerem. E comerão a carne nessa mesma noite; comê-la-ão assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. Quando o comerdes, tereis os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Comereis a toda a pressa: é a Páscoa do Senhor. Nessa mesma noite, passarei pela terra do Egipto e hei-de ferir de morte, na terra do Egipto, todos os primogénitos, desde os homens até aos animais. Assim exercerei a minha justiça contra os deuses do Egipto, Eu, o Senhor. O sangue será para vós um sinal, nas casas em que estiverdes: ao ver o sangue, passarei adiante e não sereis atingidos pelo flagelo exterminador, quando Eu ferir a terra do Egipto. Esse dia será para vós uma data memorável, que haveis de celebrar com uma festa em honra do Senhor. Festejá-lo-eis de geração em geração, como instituição perpétua».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 115 (116), 12-13.15-16bc.17-18 (R. cf. 1 Cor 10, 16)
Refrão: O cálice de bênção é comunhão do Sangue de Cristo. Repete-se

Como agradecerei ao Senhor
tudo quanto Ele me deu?
Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor. Refrão

É preciosa aos olhos do Senhor
a morte dos seus fiéis.
Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva:
quebrastes as minhas cadeias. Refrão

Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,
invocando, Senhor, o vosso nome.
Cumprirei as minhas promessas ao Senhor,
na presença de todo o povo. Refrão


LEITURA II 1 Cor 11, 23-26

A libertação definitiva já chegou: «O nosso Cordeiro Pascal que é Cristo, foi imolado»!
(I Cor. 5, 7). Possuídos por essa certeza, desde o começo da Igreja os cristãos se reuniam para celebrar o Memorial do Sacrifício redentor de Cristo, a Eucaristia, por Ele instituída como Páscoa da Nova Aliança.
Ao celebrarem, porém, o Memorial da Morte do Senhor nem sempre os cristãos estavam unidos na caridade, como acontecia em Corinto, 25 anos após a morte do Senhor. Por isso, Paulo lhes lembra que a Eucaristia e a Igreja, o Corpo sacramental e o Corpo Místico, estão intimamente ligados. Uma Eucaristia celebrada entre divisões deixaria de ser o sinal da união de todos os homens em Cristo.

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios
Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.
Palavra do Senhor.


ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO Jo 13, 34
Refrão: Glória a Vós, Jesus Cristo, Palavra do Pai. Repete-se
Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:
Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Refrão


EVANGELHO Jo 13, 1-15
«Amou-os até ao fim»
Pelo Seu gesto, que constitui um dos momentos importantes da Ceia Pascal, Jesus manifesta-nos, concretamente, a Sua realidade de «Servo», ou seja a Sua humilhação, que atingirá o limite extremo na Cruz. Recorda-nos, na hora da Sua passagem para o Pai, onde está a essência da Sua doutrina. Manda aos Seus discípulos que, como Ele e com Ele, estejam ao serviço humilde, generoso e eficaz dos irmãos.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».
Palavra da salvação.


ANTÍFONA Jo. 13, 34
Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:
Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei-nos, Senhor, a graça de participar dignamente nestes mistérios, pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício realiza-se a obra da nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


PREFÁCIO DA SANTÍSSIMA EUCARISTIA
A Eucaristia, memorial do sacrifício de Cristo
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.
Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo, nosso Senhor. Verdadeiro e eterno sacerdote, oferecendo-Se como vítima de salvação, instituiu o sacrifício da nova aliança e mandou que o celebrássemos em sua memória. O seu Corpo, por nós imolado, é alimento que nos fortalece; e o seu Sangue, por nós derramado, é bebida que nos purifica. Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo…


ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. 1 Cor 11, 24.25
Isto é o meu Corpo, entregue por vós;
este é o cálice da nova aliança no meu Sangue, diz o Senhor.
Fazei isto em memória de Mim.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus eterno e omnipotente, que hoje nos alimentastes na Ceia do vosso Filho, saciai-nos um dia na ceia do reino eterno. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Missa

 

MISSA CRISMAL


ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 1, 6
Jesus Cristo fez de nós um reino de sacerdotes
para Deus seu Pai.
Louvor e glória a Cristo pelos séculos dos séculos. Amen.
Diz-se o Glória.


ORAÇÃO COLECTA
Deus de bondade infinita, que, pela unção do Espírito Santo, constituistes o vosso Filho Unigénito Messias e Senhor, concedei-nos que, participando na sua consagração, sejamos no mundo testemunhas do seu Evangelho. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Is 61, 1-3a.6a.8b-9
«O Senhor me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova aos pobres
e a levar-lhes o óleo da alegria»

Jesus de Nazaré é chamado Cristo, nome que significa Ungido, isto é, marcado pelo Espírito Santo, como foi manifestado na hora do seu Baptismo. Os membros do seu Corpo, que é a Igreja, chamam-se, por sua vez, “cristãos”, porque participam da unção de Cristo, sua Cabeça. Para o significar serão ungidos com o Óleo do Crisma, que nesta celebração todos os anos é consagrado. É a todo o povo de Deus que esta leitura, agora aqui, se refere ao chamar-lhes “Sacerdotes do Senhor”, “Ministros do nosso Deus”. Esta unção dos Óleos e a Consagração do Crisma faz-se agora para que esteja tudo preparado para a celebração da Vigília, em que eles vão ser necessários.

Leitura do Livro de Isaías
O espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova aos infelizes, a curar os corações atribulados, a proclamar a redenção aos cativos e a liberdade aos prisioneiros, a proclamar o ano da graça do Senhor e o dia da acção justiceira do nosso Deus; a consolar todos os aflitos, a levar aos aflitos de Sião uma coroa em vez de cinza, o óleo da alegria em vez do trajo de luto, cânticos de louvor em vez de um espírito abatido. Vós sereis chamados «Sacerdotes do Senhor» e tereis o nome de «Ministros do nosso Deus». – Eu lhes darei fielmente a recompensa e firmarei com eles uma aliança eterna –. A sua linhagem será conhecida entre os povos e a sua descendência no meio das nações. Quantos os virem terão de os reconhecer como linhagem que o Senhor abençoou.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 88 (89), 21-22.25.27 (R. cf. 2a)
Refrão: Senhor, cantarei eternamente a vossa bondade. Repete-se

Encontrei David, meu servo,
ungi-o com o óleo santo.
Estarei sempre a seu lado
e com a minha força o sustentarei. Refrão

A minha fidelidade e bondade estarão com ele,
pelo meu nome será firmado o seu poder.
Ele me invocará: «Vós sois meu Pai,
meu Deus, meu Salvador». Refrão


LEITURA II Ap 1, 5-8
«Fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai»

O que o profeta já no Antigo Testamento dizia dos membros do povo de Deus, chamando-lhes “sacerdotes do Senhor”, di-lo agora, com mais razão o Novo Testamento tratando a Igreja de Cristo como “reino de sacerdotes” ou “povo sacerdotal”, ungido pelo sangue de Jesus.

Leitura do Apocalipse de São João
A graça e a paz vos sejam dadas por Jesus Cristo, a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amen. Ei-l’O que vem entre as nuvens e todos os olhos O verão, também aqueles que O trespassaram: por causa d’Ele hão-de lamentar-se todas as tribos da terra. Sim. Amen. «Eu sou o Alfa e o Ómega, – diz o Senhor Deus – Aquele que é, que era e que há-de vir, o Senhor do Universo».
Palavra do Senhor.


ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO Is 61, 1 (cf. Lc 4, 18)
Refrão: Glória a Vós, Senhor, Filho do Deus vivo. Repete-se

O Espírito do Senhor está sobre mim:
Ele me enviou a anunciar a boa nova aos pobres. Refrão


EVANGELHO Lc 4, 16-21
«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu»
É agora o próprio Senhor Jesus a afirma que n’Ele se cumpre a palavra do profeta que acabava de ler na celebração de Nazaré e onde se declarava que Ele é o Ungido Senhor, enviado a anunciar a boa nova. O mesmo continua a realizar agora nos membros do seu Corpo, para tal ungidos com o Óleo santo, que de Cristo tira o nome, o Crisma.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Nós Vos pedimos, Senhor, que o poder deste sacrifício nos purifique do antigo pecado, nos faça crescer na vida nova e nos alcance a salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Fi¬lho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


PREFÁCIO
O sacerdócio de Cristo e o ministério dos sacerdotes
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Pela unção do Espírito Santo constituístes o vosso Filho Unigénito pontífice da nova e eterna aliança, e no vosso amor infinito quisestes perpetuar na Igreja o seu único sacerdócio.

Ele não só revestiu do sacerdócio real todo o seu povo santo, mas também, de entre os seus irmãos, escolheu homens que, mediante a imposição das mãos, participam do seu ministério sagrado.

Eles renovam em seu nome o sacrifício da redenção humana, preparando para os vossos filhos o banquete pascal; dirigem com amor fraterno o vosso povo santo, alimentam-no com a palavra e fortalecem-no com os sacramentos.

Como verdadeiras testemunhas da fé e da caridade, comprometem-se generosamente a cumprir a sua missão, prontos, como Cristo, a dar a vida por Vós e pelos homens seus irmãos.
Por isso, com todos os Anjos e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando com alegria:

Santo, Santo, Santo...


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 88, 2
Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
e para sempre proclamarei a sua fidelidade.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso, que nos alimentastes com os vossos sacramentos, fazei que sejamos no mundo fiéis testemunhas de Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio

1.   Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, a comemoração de Santo Eustásio, bispo.

2.   Comemoração de São Marcos, bispo de Aretusa, na Síria, que durante a controvérsia ariana seguiu fidelissimamente a recta fé e no tempo do imperador Juliano o Apóstata foi fortemente perseguido. São Gregório de Nazianzo louva-o como homem insigne e ancião santíssimo.

3.   Comemoração dos santos Armogasto, Arquinimo e Saturnino, mártires, que, na África setentrional, durante a perseguição dos Vândalos, no tempo do rei ariano Genserico, sofreram terríveis suplícios e infâmias pela confissão da verdadeira fé.

4*.   No monte Carmelo, na Palestina, o Beato Bertoldo, soldado, que foi admitido entre os irmãos que neste monte tinham abraçado a vida monástica e, mais tarde, eleito prior, encomendou esta piedosa comunidade à Mãe de Deus.

5*.   Em Poitiers, na Aquitânia, região da França, São Guilherme Tempier, bispo, que, com prudência e firmeza, defendeu contra os nobres a Igreja que lhe foi confiada e corrigiu os costumes do povo, dando ele próprio o exemplo irrepreensível da sua vida.

6*.   Em Wismar, no Holstein, região da Alemanha, São Ludolfo, bispo de Ratzeburg e mártir, que, por defender a liberdade da Igreja, foi encerrado num miserável cárcere por ordem do duque Alberto e de tal modo se enfraqueceu o seu corpo que, mal foi liberto das cadeias, partiu deste mundo.

7*.   Em Salisbury, na Inglaterra, a comemoração do Beato João Hambley, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, em ódio ao sacerdócio, em dia desconhecido deste mês, próximo da Páscoa do Senhor, no suplício da forca se configurou à paixão de Cristo.