Liturgia diária

Agenda litúrgica

2018-05-04

SEXTA-FEIRA da semana V

Branco – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. pascal.

L 1 Act 15, 22-31; Sal 56 (57), 8-9. 10-11
Ev Jo 15, 12-17

* Na Ordem Cartusiana – SS. João, Agostinho e Companheiros, monges mártires – FESTA
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – B. Tomás de Olera, religioso, da I Ordem – MF
* Na Companhia de Jesus – S. José Maria Rúbio, presbítero – MF

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 5, 12
O Cordeiro que foi imoladoé digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria, a honra e o louvor. Aleluia.


ORAÇÃO COLECTA
Concedei-nos, Senhor, que a nossa vida se conforme plenamente ao mistério que celebramos, de modo que a alegria deste tempo pascal nos fortaleça e defenda no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 15, 22-31
«O Espírito Santo e nós resolvemos não vos impor outras obrigações além destas que são indispensáveis»

As conclusões do “concílio” de Jerusalém são apresentadas como resoluções do Espírito Santo e dos Apóstolos. É esta uma das afirmações mais significativas da consciência que a Igreja primitiva tem de ser o lugar onde o Espírito de Deus está presente e actua, prolongando a presença e a actuação do Senhor. Aquelas conclusões foram depois comunicadas às diversas comunidades numa carta, que será uma verdadeira “encíclica”, isto é, uma carta destinada a circular entre todas.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, os Apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a Igreja de Jerusalém, resolveram escolher alguns irmãos, para os mandarem a Antioquia com Barnabé e Paulo: eram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens de autoridade entre os irmãos. Mandaram por eles esta carta: «Os Apóstolos e os anciãos, irmãos vossos, saúdam os irmãos de origem pagã, residentes em Antioquia, na Síria e na Cilícia. Tendo sabido que, sem nossa autorização, alguns dos nossos vos foram inquietar, perturbando as vossas almas com as suas palavras, resolvemos de comum acordo escolher delegados para vo-los enviarmos, juntamente com os nossos queridos Barnabé e Paulo, homens que expuseram a vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso vos mandamos Judas e Silas, que vos transmitirão de viva voz as nossas decisões. O Espírito Santo e nós decidimos não vos impor outras obrigações, além destas que são indispensáveis: abster-vos das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das relações imorais. Procedereis bem, evitando tudo isto. Adeus». Feitas as despedidas, os delegados desceram a Antioquia, onde reuniram a assembleia e entregaram a carta. Quando a leram, todos ficaram contentes com aquelas palavras de estímulo.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 56 (57), 8-9.10-11 (R. cf. 10a)
Refrão: Eu Vos louvarei, Senhor, no meio dos povos. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Firme está meu coração, ó Deus;
meu coração está firme:
quero cantar e salmodiar.
Desperta, minha alma; despertai, lira e cítara:
quero acordar a aurora. Refrão

Louvar-Vos-ei, Senhor, entre os povos,
cantar-Vos-ei entre as nações;
porque aos céus se eleva a vossa bondade
e até às nuvens a vossa fidelidade. Refrão

ALELUIA Jo 15, 15b
Refrão: Aleluia Repete-se

Eu chamo-vos amigos, diz o Senhor,
porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Refrão


EVANGELHO Jo 15, 12-17
«É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros»

A insistência de Jesus para que os seus discípulos vivam no amor mútuo está na continuação lógica do amor que Ele próprio lhes tem, o qual, por sua vez, manifesta o amor que o Pai tem por eles, e que, deste modo, lhes manifesta que a força que comanda toda a história da salvação é o amor de Deus. De facto, essa história revela claramente que Deus é amor. E o amor que os homens possam manifestar, tanto para com Deus como de uns para com os outros, não é mais do que sinal de que reconhecem e compreendem aquele amor de Deus.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Santificai, Senhor, estes dons que Vos oferecemos como sacrifício espiritual, e fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio pascal


ANTÍFONA DA COMUNHÃO
Cristo crucificado
ressuscitou dos mortos para nos salvar. Aleluia.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Depois de recebermos estes dons sagrados, humildemente Vos pedimos, Senhor: o sacramento que o vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória, aumente sempre a nossa caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio

1.   Em Cirta, na Numídia, hoje Constantine, na Argélia, a comemoração dos santos mártires Agápio e Secundino, bispos, que, durante a perseguição do imperador Valeriano, na qual se incitava mais veementemente o furor dos gentios para pôr à prova a fé dos justos, os ilustres sacerdotes, depois de longo exílio nesta cidade, tornaram-se gloriosos mártires. Com eles padeceram os santos Emiliano, soldado, Tertula e Antónia, sagradas virgens, e uma mulher anónima com os seus dois filhos.

2.   Em Niceia, na Bitínia, hoje Ä°znik, na Turquia, Santa Antonina, mártir, que, torturada barbaramente e atormentada por vários suplícios, depois três dias pendurada e ainda dois anos presa no cárcere, finalmente, por ordem do governador Prisciliano, foi queimada na fogueira pela sua confissão de fé no Senhor.

3.   Em Lorch, no Nórico Ripense, na actual Alemanha, São Floriano, mártir, que, no tempo do imperador Diocleciano, por ordem do prefeito Aquilino, foi lançado da ponte ao rio Enns com uma grande pedra ao pescoço.

4.   Nas minas de Fenon, na Palestina, onde estavam condenados, a paixão dos santos mártires Silvano, bispo de Gaza, e trinta e nove companheiros, que, durante a mesma perseguição, por ordem do imperador Maximino Daïa foram decapitados e alcançaram o glorioso martírio.

5.   Em Varsóvia, na Polónia, o Beato Ladislau de Gielniow, presbítero da Ordem dos Menores, que pregou com extraordinário zelo a Paixão do Senhor e a celebrou com piedosos hinos.

6.   Em Londres, na Inglaterra, os santos presbíteros mártires João Houghton, Roberto Lawrence e Agostinho Webster, priores das Cartuxas de Londres, Bellavale e Haxholmie, e Ricardo Reynolds, da Ordem de Santa Brígida, que, por professarem intrepidamente a fé recebida dos santos Padres, foram arrastados ao suplício do esquartejamento no patíbulo de Tyburn durante o reinado de Henrique VIII. Com eles, também o Beato João Haile, pároco de Isleworth, junto da cidade, foi enforcado no mesmo patíbulo.

7*.   Em Tréveris, na Alemanha, o Beato João Martinho Moyë, presbítero da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, que na Lorena instituiu a Congregação das Irmãs da Providência e na China o Instituto das Virgens Docentes e, expulso da pátria no tempo da Revolução Francesa, trabalhou sempre ardorosamente animado pelo zelo das almas.