Liturgia diária

Agenda litúrgica

2018-06-06

QUARTA-FEIRA da semana IX

S. Norberto, bispo – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 2 Tim 1, 1-3. 6-12; Sal 122 (123), 1-2a. 2bcd
Ev Mc 12, 18-27

* Na Congregação dos Irmãos Maristas – S. Marcelino Champagnat, presbítero e Fundador – SOLENIDADE

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 24, 16.18
Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão, porque estou só e desamparado. Vede a minha miséria e o meu tormento e perdoai todos os meus pecados.


ORAÇÃO COLECTA
Deus todo-poderoso e eterno,
cuja providência não se engana em seus decretos,
humildemente Vos suplicamos:
afastai de nós todos os males
e concedei-nos todos os bens.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos pares) 2 Tim 1, 1-3.6-12

«Reanima o dom de Deus,
que recebeste pela imposição das minhas mãos»

O destinatário imediato da carta de Paulo, Timóteo é como ele, discípulo e testemunha do Senhor Jesus, para revelar aos homens, sem medo nem vergonha, a salvação manifestada em Jesus. Essa salvação é a vida eterna, a imortalidade gloriosa. Timóteo recebeu esta missão de Paulo pela imposição das mãos. Assim começa a desenrolar-se a cadeia da missão apostólica através dos tempos.

Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo a Timóteo
Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, para anunciar a promessa da vida que está em Cristo Jesus, a Timóteo, meu filho caríssimo: a graça, a misericórdia e a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor. Dou graças a Deus, a quem sirvo com pura consciência, a exemplo dos meus antepassados, quando, noite e dia, sem cessar, me recordo de ti nas minhas orações. Por isso te exorto a que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação. Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro; mas sofre comigo pelo Evangelho, confiando no poder de Deus. Ele salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça. Esta graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade, manifestou-se agora pelo aparecimento de Cristo Jesus, nosso Salvador, que destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho, do qual eu fui constituído pregador, apóstolo e mestre. É por esse motivo que eu suporto os sofrimentos, mas não me envergonho; porque sei em quem pus a minha confiança e estou certo de que Deus tem poder para guardar a missão que me foi confiada até ao último dia.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL 122 (123), 1-2a.2bcd (R. 1a)
Refrão: Para Vós, Senhor, levanto os meus olhos. Repete-se

Levanto os meus olhos para Vós,
para Vós que habitais no Céu,
como os olhos do servo
se fixam nas mãos do seu senhor. Refrão

Como os olhos da serva
se fixam nas mãos da sua senhora,
assim os nossos olhos
se voltam para o Senhor nosso Deus,
até que tenha piedade de nós. Refrão


ALELUIA Jo 11, 25a.26
Refrão: Aleluia Repete-se

Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor:
quem acredita em Mim não morrerá. Refrão


EVANGELHO Mc 12, 18-27
«Não é Deus de mortos, mas de vivos»

Os saduceus, embora da linhagem sacerdotal de Israel, interrogam Jesus, de modo quase grosseiro, para ver se apanham o Senhor numa cilada, com um problema que diz respeito a mortos. Jesus mostra-lhes que eles são mestres, mas ignorantes. Lêem as Escrituras, mas não lhes entendem o espírito; são materialistas. E, citando também a Escritura, Jesus mostra como Deus, que já em Moisés Se revelara aos seus antepassados como Deus vivo, Ele, que é fiel, assim continua a ser, vivo e fonte de vida. A ressurreição é possível.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo seg. São Marcos
Naquele tempo, foram ter com Jesus alguns saduceus – que afirmam não haver ressurreição – e perguntaram-lhe: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe esposa sem filhos, esse homem deve casar-se com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar descendência. O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar descendência. O mesmo sucedeu ao terceiro. E nenhum dos sete deixou descendência. Por fim morreu também a mulher. Na ressurreição, quando voltarem à vida, de qual deles será ela esposa? Porque todos os sete se casaram com ela». Disse-lhes Jesus: «Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus? Na verdade, quando ressuscitarem dos mortos, nem eles se casam, nem elas são dadas em casamento; mas serão como os Anjos nos Céus. Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no Livro de Moisés, no episódio da sarça ardente, como Deus disse: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Vós andais muito enganados».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Confiando na vossa bondade, Senhor,
trazemos ao altar os nossos dons,
para que estes mistérios que celebramos
nos purifiquem de todo o pecado.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 16, 6
Escutai, Senhor, as minhas palavras,
respondei-me quando Vos invoco.

Ou Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido,
diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Guiai, Senhor, com o vosso Espírito
aqueles que alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
de modo que, dando testemunho de Vós,
não só com palavras mas em obras e verdade,
mereçamos entrar no reino dos Céus.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

S. NORBERTO, bispo

 

 

Martirológio

São Norberto, bispo, homem de vida austera, totalmente consagrado à união com Deus e à pregação do Evangelho, que fundou a Ordem de Cónegos Regrantes Premonstratenses em Laon, na França; eleito depois bispo de Magdeburgo, na Saxónia, na actual Alemanha, empenhou-se na reforma da vida cristã e na expansão da fé entre os povos vizinhos.

 

2.   Na Via Aurélia, a duas milhas de Roma, os santos Artémio e Paulina, mártires.

3.   Em Cete, no Egipto, São Bessarião, anacoreta, que viveu como mendigo e peregrino por amor de Deus.

4*.   Em Grenoble, na Borgonha, actualmente na França, São Cerázio, bispo, que agradeceu ao papa São Leão Magno as cartas escritas a Flaviano e preservou o seu rebanho do contágio da heresia.

5.   Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eustórgio II, bispo, que foi insigne pela sua piedade, justiça e virtudes pastorais e edificou um célebre baptistério.

6*.   Na Irlanda, São Jarlat, bispo.

7.   No maciço do Jura, na Borgonha, região da França, São Cláudio, que é venerado como bispo e abade do mosteiro de Condat.

8.   No território de Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Alexandre, bispo de Fiésole, que, ao regressar da cidade de Pavia, aonde tinha ido reclamar ao rei dos Lombardos os bens da sua Igreja usurpados, foi lançado ao rio e afogado.

9.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Hilarião, presbítero e hegúmeno do mosteiro de Dalmácio, que, por defender o culto das sagradas imagens, suportou invencivelmente o cárcere, as flagelações e o exílio.

10*.   Nas ilhas Órcades, ao largo da Escócia, São Colmano, bispo.

11*.   No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália, o Beato Falcão, abade.

12*.   Em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, região da França, São Gilberto, abade da Ordem Premonstratense, que, depois de ter vivido como eremita, construiu o mosteiro e o hospital de Neufontaines.

13*.   Em Údine, no Friúli-Venézia Giúlia, região da Itália, o Beato Beltrão, bispo de Aquileia e mártir, que promoveu com ardor a formação do clero, sustentou com os seus bens os pobres no tempo da fome, defendeu vigorosamente os direitos da sua Igreja e morreu nonagenário, ferido pelos golpes de alguns sicários.

14*.   Em Ortona, nos Abruzos, também região da Itália, o Beato Lourenço de Másculis de Villamagna, presbítero da Ordem dos Frades Menores, insigne na pregação da palavra de Deus.

15*.   Em Londres, na Inglaterra, o Beato Guilherme Greenwood, mártir, da Cartuxa desta cidade, que, pela sua tenaz fidelidade à Igreja, no reinado de Henrique VIII, sofreu o martírio, consumido pela sordidez do cárcere, pela fome e pelas enfermidades.

16.   Em Saint-Chamond, cidade do território de Lião, na França, São Marcelino Champagnat, presbítero da Sociedade de Maria, que fundou o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria para a formação cristã das crianças.

17.   Em Luong My, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, os santos mártires Pedro Dung e Pedro Thuan, pescadores, e Vicente Duong, agricultor, que, por se recusarem firmemente a pisar a cruz, foram condenados à fogueira no tempo do imperador Tu Duc.

18*.   Na Cidade do México, o passamento de São Rafael Guizar Valência, bispo de Vera Cruz, no México, que, no tempo da perseguição, apesar da sua situação de exilado e clandestino, exerceu valorosamente o ministério episcopal.

19*.   Em Sachsenhausen, na Alemanha, o Beato Inocêncio Guz, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir, natural da Polónia, que, durante a ocupação militar da sua pátria por sectários de uma doutrina hostil à dignidade humana e à religião, pela sua fé em Cristo foi cruelmente morto pelos guardas do campo de concentração.