Liturgia diária

Agenda litúrgica

2018-07-10

TERÇA-FEIRA da semana XIV

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Os 8, 4-7. 11-13; Sal 113 B (115), 3-4. 5-6. 7ab-8. 9-10
Ev Mt 9, 32-38

* Na Diocese de Coimbra – Aniversário da tomada de posse e entrada solene de D. Virgílio do Nascimento Antunes.
* Na Ordem Franciscana – S. Verónica Giuliani, virgem, da II Ordem – MF; na II Ordem – MO
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – S. Verónica Giuliani, virgem, da II Ordem – FESTA
* Na Congregação dos Sagrados Corações – S. Agostinho Zhao Rong, presbítero e Companheiros, mártires – MF
* Na Diocese de Bragança-Miranda – I Vésp. de S. Bento.
* Na Ordem Beneditina – I Vésp. de S. Bento.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 47, 10-11
Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia
no meio do vosso templo.
Toda a terra proclama o louvor do vosso nome,
porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.


ORAÇÃO COLECTA
Deus de bondade infinita,
que, pela humilhação do vosso Filho,
levantastes o mundo decaído,
dai aos vossos fiéis uma santa alegria,
para que, livres da escravidão do pecado,
possam chegar à felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos pares) Os 8, 4-7.11-13
«Já que semeiam ventos, colhem tempestades»

Não são dos tempos passados as infidelidades do povo de Deus para o seu Senhor; são de todos os tempos. Grande parte da pregação dos profetas é dirigida a um povo infiel. Na leitura de hoje fala-se até de idolatria, ou seja, a substituição de Deus por deuses falsos, como diz o profeta. Tal maneira de proceder é uma sementeira de ventos, que só pode dar como colheita a tempestade.

Leitura da Profecia de Oseias
Eis o que diz o Senhor: «Os filhos de Israel nomearam reis sem o meu consentimento, escolheram chefes sem Me terem consultado. Com a prata e o ouro que possuíam, fabricaram ídolos para sua perdição. – Considero abominável, ó Samaria, o bezerro que adoras! – Contra eles se inflamou a minha ira: até quando serão incapazes de se purificarem? Aquele ídolo provém de Israel; foi um artífice que o fez, ele não é Deus! Mas o bezerro de Samaria será feito em pedaços: já que semeiam ventos, colhem tempestades. Caule sem espiga não produz farinha; e ainda que a produzisse, os estrangeiros a comeriam. Efraim levantou muitos altares, mas só lhe serviram para pecar ainda mais. Se Eu lhe puser por escrito mil preceitos da minha lei, serão considerados como obra de um estranho. Eles oferecem sacrifícios e comem a carne imolada, mas o Senhor não os aceitará. O Senhor recordará o seu pecado e castigará as suas faltas e eles terão de voltar para o Egipto».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 113 B (115), 3-4.5-6.7ab-8.9-10 (R. 9a)
Refrão: A casa de Israel confia no Senhor. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

O nosso Deus está no céu,
faz tudo o que Lhe apraz.
Os ídolos dos gentios são ouro e prata,
são obra das mãos do homem. Refrão

Têm boca e não falam,
têm olhos e não vêem.
Têm ouvidos e não ouvem,
têm nariz mas sem olfacto. Refrão

Têm mãos e não palpam,
têm pés e não andam.
Serão como eles os que os fazem
e quantos neles põem a sua confiança. Refrão

A casa de Israel confia no Senhor,
Ele é o seu auxílio e o seu escudo.
A casa de Aarão confia no Senhor,
Ele é o seu auxílio e o seu escudo. Refrão


ALELUIA Jo 10, 14
Refrão: Aleluia Repete-se
Eu sou o bom pastor, diz o Senhor;
conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me. Refrão


EVANGELHO Mt 9, 32-38
«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos»

Para ser capaz de reconhecer a intervenção de Deus é necessário ter-se um coração simples, como o de uma criança. Foi assim já no tempo de Jesus: os simples tinham fé, os entendidos negavam-se até ao que era evidente. Jesus nem por isso desiste de anunciar o reino de Deus; só lamenta que poucos se entreguem ao trabalho que este reino exige. Mas esses serão sempre um dom de Deus; é necessário, pois, pedir que Ele os envie. Sem a luz da Palavra de Deus, os homens transviam-se e perdem-se. Quem lha anunciará?

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio. Logo que o demónio foi expulso, o mudo falou.
A multidão ficou admirada e dizia: «Nunca se viu coisa semelhante em Israel». Mas os fariseus diziam: «É pelo príncipe dos demónios que Ele expulsa os demónios». Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades. Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Fazei, Senhor,
que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique
e nos conduza, dia após dia,
a viver mais intensamente a vida da graça.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 33, 9
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n’Ele se refugia.

Ou Mt 11, 28
Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos,
e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes,
fazei que alcancemos os benefícios da salvação
e nunca cessemos de cantar os vossos louvores.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Martirológio

1.   Em Roma, os santos mártires Félix e Filipe, no cemitério de Priscila; Vital, Marcial e Alexandre, no cemitério dos Jordanos; Silano no cemitério de Máximo e Januário no cemitério de Pretextato. Na sua memória conjunta se alegra a Igreja Romana, que, no mesmo dia glorifica o triunfo de todos eles e se sente protegida com a intercessão de tantos exemplos de santidade.

2.   Na Via Aurélia, a nove milhas de Roma, as santas Rufina e Segunda, mártires.

3.   No território de Sabina, hoje no Lácio, região da Itália, as santas Anatólia e Vitória, mártires.

4.   Na África Setentrional, os santos Januário e Marinho, mártires.

5.   Em Icónio, na Licaónia, hoje Kónya, na Turquia, Santo Apolónio de Sardes, mártir, que, segundo consta, sofreu o martírio da crucifixão.

6.   Em Nicópolis, na antiga Arménia, os santos Leôncio, Maurício, Daniel, António, Aniceto, Sisino e outros, mártires, que no tempo do imperador Licínio e do governador Lísias foram torturados com vários suplícios.

7.   Na Pisídia, na actual Turquia, os santos Bianor e Silvano, mártires.

8*.   Em Nantes, na Bretanha Menor, na hodierna França, São Pascário, bispo, que recebeu Santo Hermelando com doze companheiros, chamados do convento de Fontanelle, e o enviou para a ilha de Indre, a fim de lá fundar um mosteiro.

9.   Em Tamise, na Flandres, hoje na Bélgica, Santa Amalberga, a quem São Wilibrordo impôs o véu das virgens consagradas.

10*.   Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália, São Pedro Vincióli, presbítero e abade, que reconstruiu a igreja em ruínas de São Pedro e junto dela fundou um mosteiro, no qual, suportando com paciência muitas oposições, introduziu a observância cluniacense.

11.   Em Odense, na Dinamarca, São Canuto, mártir, que, durante o seu reino, animado por ardente zelo, difundiu o culto divino, contribuiu para promover a situação e actividade do clero e, depois de ter fundado as Igrejas de Lund e de Odense, foi assassinado por alguns súbditos rebeldes.

12*.   Em Orange, na Provença, região da França, as beatas Santa Sofia (Maria Gertrudes Ripert d’Alauzier) e Inês de Jesus (Sílvia Inês de Romillon), virgens da Ordem de Santa Úrsula e mártires durante a Revolução Francesa.

13.   Em Dong-Hoi, cidade do Anam, hoje no Vietnam, os santos António Nguyen Huu (Nam) Quynh e Pedro Nguyen Hhac Tu, mártires, que eram catequistas e foram estrangulados no tempo do imperador Minh Mang por causa da sua fé cristã.

14*.   Em Damasco, na Síria, os beatos mártires Manuel Ruiz, presbítero e companheiros[4], sete da Ordem dos Frades Menores e três irmãos da Igreja Maronita, que, entregues fraudulentamente aos inimigos por um traidor, foram submetidos à tortura de vários suplícios e consumaram o seu martírio pela fé cristã com morte gloriosa.

 


[4]  São estes os seus nomes: Carmelo Volta, Pedro Soler, Nicolau Alberca, Engelberto Kolland, Ascânio Nicanor, presbíteros; Francisco Pinazo e João Diogo Fernández, religiosos da Ordem dos Frades Menores; Francisco, Mooti e Rafael Massabki, irmãos de sangue.

 

15♦.   Em Rocca Priora, próximo de Roma, o Beato Luís Novarese, presbítero, fundador dos Silenciosos Operários da Cruz, dedicados especialmente ao apostolado entre os enfermos.