Liturgia diária

Agenda litúrgica

2018-09-23

DOMINGO XXV DO TEMPO COMUM

Verde – Ofício do domingo (Semana I do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. dominical.

L 1 Sab 2, 12. 17-20; Sal 53 (54), 3-4. 5. 6 e 8
L 2 Tg 3, 16 – 4, 3
Ev Mc 9, 30-37

* Proibidas as Missas de defuntos, excepto a exequial.
* Na Diocese de Lamego – Aniversário da Ordenação episcopal de D. António José da Rocha Couto (2007).
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Ano B

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA
Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor.
Quando chamar por Mim nas suas tribulações,
Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei
no vosso amor e no amor do próximo,
dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento,
para alcançarmos a vida eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Sab 2, 12.17-20
«Condenemo-lo à morte infamante»

Esta leitura descreve, em primeiro lugar, a atitude dos judeus influenciados pelas civilizações dos outros povos que lhes iam fazendo perder a fé na lei de Deus, transmitida pelos seus antepassados. Esses pagãos experimentam-nos, perseguindo-os e maltratando-os. O mistério da Cruz virá demonstrar que os sofrimentos dos homens, assumidos por Jesus, não serão uma derrota que põe fim a tudo, mas caminho de libertação e glória, porque Deus está com o justo. O justo por excelência é Jesus Cristo.

Leitura do Livro da Sabedoria
Disseram os ímpios: «Armemos ciladas ao justo, porque nos incomoda e se opõe às nossas obras; censura-nos as transgressões à lei e repreende-nos as faltas de educação. Vejamos se as suas palavras são verdadeiras, observemos como é a sua morte. Porque, se o justo é filho de Deus, Deus o protegerá e o livrará das mãos dos seus adversários. Provemo-lo com ultrajes e torturas, para conhecermos a sua mansidão e apreciarmos a sua paciência. Condenemo-lo à morte infame, porque, segundo diz, Alguém virá socorrê-lo.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 53 (54), 3-4.5.6.8 (R. 6b)
Refrão: O Senhor sustenta a minha vida. Repete-se

Senhor, salvai-me pelo vosso nome,
pelo vosso poder fazei-me justiça.
Senhor, ouvi a minha oração,
atendei às palavras da minha boca. Refrão

Levantaram-se contra mim os arrogantes
e os violentos atentaram contra a minha vida.
Não têm a Deus na sua presença. Refrão

Deus vem em meu auxílio,
o Senhor sustenta a minha vida.
De bom grado oferecerei sacrifícios,
cantarei a glória do vosso nome, Senhor. Refrão


LEITURA II Tg 3, 16 – 4, 3
«O fruto da justiça semeia-se na paz
para aqueles que praticam a paz»

A má convivência entre os homens procede sempre da atitude interior, egoísta, menos recta, viciada, própria de uma natureza deixada a si mesma, onde a sabedoria de Deus não lançou a sua luz e a sua paz. Porque a natureza não pode dar esta sabedoria, é necessário pedi-la a Deus, que a dará abundantemente a quem Lha pedir.

Leitura da Epístola de São Tiago
Caríssimos: Onde há inveja e rivalidade, também há desordem e toda a espécie de más acções. Mas a sabedoria que vem do alto é pura, pacífica, compreensiva e generosa, cheia de misericórdia e de boas obras, imparcial e sem hipocrisia. O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz. De onde vêm as guerras? De onde procedem os conflitos entre vós? Não é precisamente das paixões que lutam nos vossos membros? Cobiçais e nada conseguis: então assassinais. Sois invejosos e não podeis obter nada: então entrais em conflitos e guerras. Nada tendes, porque nada pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, pois o que pedis é para satisfazer as vossas paixões.
Palavra do Senhor.

ALELUIA cf. 2 Tes 2, 14
Refrão: Aleluia. Repete-se
Deus chamou-nos por meio do Evangelho,
para alcançarmos a glória
de Nosso Senhor Jesus Cristo. Refrão


EVANGELHO Mc 9, 30-37
«O Filho do homem vai ser entregue...
Quem quiser ser o primeiro será o servo de todos»

A leitura da hoje continua a do domingo anterior: Jesus quer fazer compreender aos seus o sentido da sua Paixão e o sentido da vida cristã em geral, que não é a procura de grandezas, mas o serviço de Deus e dos homens segundo os caminhos de Deus: os da humildade e simplicidade.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia. Jesus não queria que ninguém o soubesse, porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará». Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar. Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis no caminho?». Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior. Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos». E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes: «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».
Palavra da salvação.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja,
para que receba nestes santos mistérios
os bens em que pela fé acredita.
Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 118, 4-5
Promulgastes, Senhor,
os vossos preceitos para se cumprirem fielmente.
Fazei que os meus passos sejam firmes
na observância dos vossos mandamentos.

Ou Jo 10, 14
Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor;
conheço as minhas ovelhas
e as minhas ovelhas conhecem-Me.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça
aqueles que alimentais nos sagrados mistérios,
para que os frutos de salvação
que recebemos neste sacramento
se manifestem em toda a nossa vida.
Por Nosso Senhor.

 

 

Santo

S. Pio de Pietrelcina, presbítero

 

 

Martirológio

Memória de São Pio de Pietrelcina (Francisco Forgione), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que no convento de San Giovánni Rotondo, na Apúlia, região da Itália, se consagrou assiduamente à direcção espiritual dos fiéis e à reconciliação dos penitentes, e foi tão grande a sua providente dedicação aos pobres e aos necessitados, que neste dia terminou a sua peregrinação terrena verdadeiramente configurado com Cristo crucificado.

 

2.   Comemoração dos santos Zacarias e Isabel, pais de São João Baptista, Precursor do Senhor. Isabel, quando recebeu em sua casa Maria, sua parente, cheia do Espírito Santo saudou a Mãe do Senhor como bendita entre as mulheres. Zacarias, sacerdote, cheio de espírito profético, ante o nascimento do filho, louvou a Deus redentor e anunciou a próxima vinda de Cristo, que procede do alto como sol nascente.

3.   Em Roma, a comemoração de São Lino, papa, a quem, segundo o testemunho de Santo Ireneu, os Apóstolos confiaram o episcopado da Igreja fundada na Urbe e que São Paulo recorda como seu companheiro.

4.   Em Capo Miseno, na Campânia, região da Itália, São Sósio, diácono e mártir, que, como refere o papa São Símaco, desejando proteger da morte o seu bispo, conseguiu também ele no martírio com igual preço a mesma glória.

5.   Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, a comemoração de São Constâncio, porteiro da igreja, que resplandeceu mais pela humildade que pelo dom de milagres.

6*.   Em Iona, ilha da Escócia, Santo Adamnano, presbítero e abade, homem muito experiente no conhecimento da Sagrada Escritura e incansável promotor da unidade e da paz, que, tanto na Escócia como na Irlanda, persuadiu muitos com a sua pregação a celebrar a Páscoa segundo a tradição romana.

7.   Na África setentrional, os santos André, João, Pedro e António, mártires, os quais, capturados em Siracusa, na Sicília, foram deportados e submetidos ao suplício pelos Mouros.

8*.   Em Veneza, cidade do Véneto, região da Itália, o Beato Pedro Acotanto, monge, que recusou humildemente o cargo de abade e preferiu viver recluso no mosteiro.

9*.   Em Bolonha, cidade da actual Emília-Romanha, também na Itália, a Beata Helena Duglióli Dall’Ólio, que, depois de um matrimónio vivido em grande harmonia com o esposo, quando ficou viúva viveu uma vida exemplar.

10*.   Em Tlaxcala, no México, os beatos Cristóvão, António e João, mártires, que, no tempo da primeira evangelização da América, aderiram com alegria à fé cristã e por isso foram espancados até à morte pelos seus concidadãos.

11*.   Em Kingston, nas margens do Tamisa, na Inglaterra, o Beato Guilherme Way, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, por ter entrado na Inglaterra como sacerdote foi condenado à morte e enforcado no patíbulo.

12*.   Em Montréal, no Quebec, província do Canadá, a Beata Maria Emília Tavernier, religiosa, que, depois de perder o esposo e os filhos, se dedicou à assistência dos necessitados e fundou a Congregação das Irmãs da Providência, em favor dos órfãos, dos anciãos e dos deficientes mentais.

13*.   Em Benisa, povoação da província de Valência, na Espanha, o Beato Vicente Ballester Far, presbítero e mártir, que, no tempo de perseguição religiosa, enfrentou gloriosamente o combate por Cristo.

14*.   Em Benicalap, povoação da mesma província da Espanha, as beatas Sofia Ximénez Ximénez, mãe de família, Maria da Purificação de São José (Maria da Purificação Ximénez Ximénez) e Maria de Santa Sofia (Maria Josefa del Rio Messa), virgens do Instituto das Irmãs Carmelitas da Caridade, mártires, que, pelo combate do martírio, alcançaram a imperecível coroa de glória.

15*.   Em Cracóvia, na Polónia, a Beata Bernardina Jablonska, virgem, fundadora da Congregação das Irmãs Servas dos Pobres, que foi sempre solícita para com os pobres e os enfermos.

16*.   Em Varsóvia, também na Polónia, o Beato José Stanek, presbítero da Sociedade do Apostolado Católico e mártir, que, durante a guerra, sofreu o martírio, enforcado pelos perseguidores da fé cristã.