Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-10-05

SÁBADO da semana XXVI

Santa Maria no Sábado – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Bar 4, 5-12. 27-29; Sal 68 (69), 33-35. 36-37
Ev Lc 10, 17-24

* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – Comemoração de todos os Irmãos da Ordem, pais e benfeitores falecidos – MO
* Na Ordem de São Domingos – B. Raimundo de Cápua, presbítero – MF
* Na Congregação Salesiana – B. Alberto Marvelli – MF
* Na Congregação do Santíssimo Redentor – B. Francisco Xavier Seelos, presbítero – MO
* Na Ordem Cartusiana – I Vésp. de S. Bruno.
* I Vésp. do domingo – Compl. dep. I Vésp. dom.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Dan 3, 31.29.30.43.42
Vós sois justo, Senhor, em tudo o que fizestes.
Pecámos contra Vós, não observámos os vossos mandamentos.
Mas para glória do vosso nome,
mostrai-nos a vossa infinita misericórdia.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que dais a maior prova do vosso poder
quando perdoais e Vos compadeceis,
infundi sobre nós a vossa graça,
para que, correndo prontamente para os bens prometidos,
nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Bar 4, 5-12.27-29
«Aquele que vos infligiu estes males
fará vir sobre vós a eterna alegria»

Jerusalém, despertada pelas palavras do profeta, reconhece os seus pecados. É a própria cidade de Jerusalém, como se fosse uma pessoa, que fala nesta leitura, dirigindo-se às cidades vizinhas para as exortar à penitência, a fim de também elas poderem alcançar a salvação e a alegria. Quem sabe reconhecer o dom de Deus, torna-se capaz de exortar os outros a recebê-lo também.

Leitura do Livro de Baruc
Tem coragem, meu povo, memorial de Israel. Fostes vendidos às nações, mas não para vossa ruína. Por terdes provocado a ira de Deus, fostes entregues aos vossos inimigos, pois irritastes Aquele que vos criou, oferecendo sacrifícios aos demónios e não a Deus. Esquecestes Aquele que vos sustentou, o Deus eterno, e contristastes também aquela que vos alimentou, Jerusalém. Ao ver cair sobre vós a ira de Deus, ela disse: «Ouvi, cidades vizinhas de Sião, Deus infligiu-me um grande sofrimento, pois vi o cativeiro dos meus filhos e filhas, que o Eterno fez cair sobre eles. Eu tinha-os alimentado com alegria, mas vi-os partir com pranto e aflição. Ninguém se alegre por causa de mim, vendo-me viúva e abandonada. Fiquei só, por causa dos pecados de meus filhos, porque se desviaram da Lei de Deus. Tende coragem, meus filhos, e clamai a Deus, pois Aquele que vos castigou lembrar-se-á de vós. Assim como tivestes o pensamento de abandonar a Deus, agora voltai para Ele e empenhai-vos dez vezes mais em procurá-l’O. Pois Aquele que vos infligiu estes males fará vir sobre vós a eterna alegria, juntamente com a vossa salvação».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 68 (69), 33-35.36-37 (R. cf. 34a)
Refrão: O Senhor escuta o clamor dos pobres. Repete-se

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
O Senhor ouve os pobres e não despreza os cativos.
Louvem-n’O o céu e a terra,
os mares e quanto neles se move. Refrão

Deus protegerá Sião, reconstruirá as cidades de Judá;
e hão-de voltar a ocupá-la os cativos.
Os seus servos a receberão em herança
e nela hão-de morar os que amam o seu nome. Refrão


ALELUIA cf. Mt 11, 25
Refrão: Aleluia. Repete-se
Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino. Refrão


EVANGELHO Lc 10, 17-24
«Alegrai-vos porque os vossos nomes estão escritos nos Céus»

Se às cidades surdas à palavra da boa nova Jesus dirige ameaças terríveis, aos discípulos que a receberam e a proclamaram, Jesus anuncia as maiores alegrias. Estas, não as devem eles tomar dos triunfos que alcançarem, mas do facto de terem os seus nomes no livro da vida. A glória do homem é poder participar na glória de Deus. O mais é vaidade e presunção.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios nos obedeciam em teu nome». Jesus respondeu-lhes: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. Dei-vos o poder de pisar serpentes e escorpiões e dominar toda a força do inimigo; nada poderá causar-vos dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos no Céu». Naquele momento, Jesus exultou de alegria pela acção do Espírito Santo e disse: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi entregue por meu Pai; e ninguém sabe o que é o Filho senão o Pai, nem o que é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar». Voltando-Se depois para os discípulos, disse-lhes: «Felizes os olhos que vêem o que estais a ver, porque Eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Deus de misericórdia infinita, aceitai esta nossa oblação
e fazei que por ela se abra para nós
a fonte de todas as bênçãos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Salmo 118, 9-5
Senhor, lembrai-Vos da palavra que destes ao vosso servo.
A consolação da minha amargura
é a esperança na vossa promessa.

Ou 1 Jo 3, 16
Nisto conhecemos o amor de Deus: Ele deu a vida por nós;
também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Fazei, Senhor, que este sacramento celeste
renove a nossa alma e o nosso corpo,
para que, unidos a Cristo neste memorial da sua morte,
possamos tomar parte na sua herança gloriosa.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Martirológio

1.   Em Tréveris, na Gália Bélgica, em território da actual Alemanha, a comemoração dos santos mártires, que receberam a palma do martírio, segundo a tradição, durante a perseguição no tempo do imperador Diocleciano.

2.   Em Córico, na Cilícia, hoje Gorgos, na Turquia, Santa Caritina, mártir.

3.   Comemoração de Santa Mamlaca, virgem e mártir, que, sendo natural da região de Bet Garmay, se trasladou para a Pérsia, onde foi condenada à morte pelo rei Sapor II.

4.   Em Valence, no território da Gália Vienense, na hodierna França, Santo Apolinário, bispo, irmão de Santo Avito e homem cheio de fervor pela justiça e honestidade, que reconstituiu a fortaleza e o esplendor da religião cristã nesta sede episcopal de Valence, durante longo tempo desprovida de pastor.

5.   Comemoração de São Plácido, monge, que desde a adolescência foi discípulo caríssimo de São Bento.

6*.   Em Nevers, na Nêustria, hoje na França, São Jerónimo, bispo, que engrandeceu a sua Igreja com a sua munificência e solicitude pastoral.

7*.   Em Paderborn, na Saxónia, território da actual Alemanha, São Meinulfo, diácono, que construiu e engrandeceu o mosteiro de Böddeken, onde estabeleceu uma comunidade de virgens consagradas.

8.   Em Leão, na Espanha, a comemoração de São Froilão, bispo, que, chamado da vida eremítica ao ministério episcopal, evangelizou as regiões da Espanha libertas do domínio dos Mouros e se dedicou diligentemente à propagação da vida monástica e à beneficência para com os pobres.

9.   Em Zamora, também na Espanha, a comemoração de Santo Atilano, bispo, procedente da vida monástica, que foi o principal companheiro de São Froilão na obra de reconduzir a Cristo as regiões devastadas pelos Mouros.

10*.   Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Pedro de Ímola, cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, que se distinguiu pela sua caridade na assistência aos enfermos.

11*.   Em Beaulieu, no território de Cahors, na França, a comemoração de Santa Flora, virgem da Ordem de São João de Jerusalém, que se dedicou à assistência dos enfermos pobres num hospital e teve dons místicos de participação na Paixão de Cristo.

12*.   Em Córi, no Lácio, região da Itália, o Beato Santo, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, a quem seguiam multidões quando pregava a palavra de Deus.

13*.   Em Nuremberga, na Baviera, região da Alemanha, o Beato Raimundo de Cápua, presbítero da Ordem dos Pregadores, que foi prudente conselheiro espiritual de Santa Catarina de Sena, da qual compôs uma memória biográfica.

14*.   Em Vigévano, na Lombardia, região da Itália, o Beato Mateus Carréri (João Francisco Carréri), presbítero da Ordem dos Pregadores, que teve no seu tempo enorme êxito como incisivo e eloquente pregador da palavra de Deus.

15*.   Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Guilherme Hartley e João Hewett, presbíteros, e Roberto Sutton, que, pela sua constância na fidelidade à Igreja católica, no reinado de Isabel I foram enforcados em diversos lugares perto da cidade.

16.   Em Mindelstetten, povoação do território de Ratisbona, na Alemanha, Santa Ana Schaffer, virgem, que, aos dezanove anos, quando prestava serviço como doméstica, se queimou com água a ferver e, apesar do agravamento do seu estado de saúde, viveu depois com ânimo sereno em espírito de pobreza e oração, oferecendo a cruz da sua dor pela salvação das almas.

17*.   Em Pompeia, perto de Nápoles, na Itália, o Beato Bartolomeu Longo, advogado, que, solícito pelo culto mariano e pela formação cristã dos camponeses e das crianças, fundou o Santuário do Rosário de Pompeia e também a Congregação das Irmãs do Santo Rosário, com a fervorosa ajuda da sua piedosa esposa.

18.   Em Tepatitlan, localidade do México, São Tranquilino Ubiarco, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, continuou ininterruptamente o seu ministério pastoral; por isso, suspenso de uma árvore, consumou o seu glorioso martírio.

19.   Em Cracóvia, na Polónia, Santa Maria Faustina Kowalska (Helena Kowalska), virgem das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, ardentemente solícita em anunciar o mistério da divina misericórdia.

20*.   Em Plonkowo, povoação também da Polónia, o Beato Mariano Skrzypczak, presbítero e mártir, que, durante a ocupação da Polónia por um regime hostil a Deus, fuzilado diante da igreja do lugar, recebeu pela sua fé inquebrantável a palma do martírio.

21♦.   Em Rímini, nas Marcas, região da Itália, o Beato Alberto Marvelli.