Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-11-29

SEXTA-FEIRA da semana XXXIV

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Dan 7, 2-14; Sal Dan 3, 75. 76. 77. 78. 79. 80. 81
Ev Lc 21, 29-33

* Na Diocese de Angra – Aniversário da tomada de posse e entrada solene de D. João Evangelista Pimentel Lavrador.
* Na Diocese de Viana do Castelo – B. Redento da Cruz, religioso e mártir – MF
* Na Ordem Agostiniana – B. Avelino Rodríguez, presbítero, e 97 Companheiros, mártires – MO; B. Frederico de Ratisbona, religioso – MF
* Na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços – Bb. Dionísio da Natividade e Redento da Cruz, religiosos e mártires – MO
* Na Ordem Franciscana – Todos os Santos da Ordem Franciscana
FESTA
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – Todos os Santos da Família Franciscana – FESTA
* Na Companhia das Filhas da Caridade – Aniversário da fundação da Companhia das Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.


ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à acção da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia da palavra: páginas seguintes


LEITURA I (anos ímpares) Dan 7, 2-14
«Sobre as nuvens do céu,
veio alguém semelhante a um Filho do homem»

Estamos em presença de outra visão profética. Os vários animais que vão aparecendo representam, como na visão da estátua feita de vários elementos, os diversos reinos que se foram sucedendo uns aos outros. Depois deles, aparece o Filho do homem, um ser celeste que vem de junto de Deus, mas com forma humana, a quem Deus entrega o reino eterno. Jesus aplicou a Si mesmo, com frequência, esta imagem do Filho do homem. No “Credo” nós professamos que “o seu reino não terá fim”.

Leitura da Profecia de Daniel
Contemplava eu as visões da noite, quando vi os quatro ventos do céu que agitavam o grande mar e do mar subiam quatro animais monstruosos, cada um diferente dos outros. O primeiro era semelhante a um leão com asas de águia. Eu estava a olhar, quando as asas lhe foram arrancadas; ele ergueu-se da terra e ficou de pé como um homem e foi-lhe dado um coração humano. Depois apareceu um segundo animal semelhante ao urso, erguido sobre um lado, com três costelas na boca, entre os dentes. E disseram-lhe: «Levanta-te e come carne com abundância». Eu estava a olhar, quando apareceu outro animal, semelhante ao leopardo, que tinha quatro asas de pássaro nas costas; tinha também quatro cabeças e foi-lhe dado um poder soberano. A seguir, contemplava eu as visões da noite, quando apareceu um quarto animal, terrível, pavoroso e extremamente forte; tinha enormes dentes de ferro, com os quais comia, triturava e calcava aos pés o que sobrava. Era diferente de todos os animais que o tinham precedido e tinha dez chifres. Enquanto eu observava esses chifres, surgiu no meio deles outro chifre mais pequeno e três dos primeiros foram arrancados para lhe dar lugar. Nesse chifre havia olhos semelhantes aos do homem e uma boca que dizia palavras arrogantes. Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. Tinha vestes brancas como a neve e os cabelos eram como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. Eu estava a olhar, por causa das palavras arrogantes que o chifre dizia, quando vi que o animal foi morto e o seu corpo destruído e lançado às chamas ardentes. Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o poder, mas a vida foi-lhes prolongada até certo tempo e determinada data. Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um Filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino jamais será destruído.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 75.76.77.78.79.80.81 (R. 59b)
Refrão: Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre. Repete-se

Montes e colinas, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Plantas que germinam na terra, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Mares e rios, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Fontes, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Monstros e animais marinhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Aves do céu, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Animais e rebanhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão


ALELUIA Lc 21, 28
Refrão: Aleluia. Repete-se
Erguei-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima. Refrão


EVANGELHO Lc 21, 29-33
«Quando virdes acontecer estas coisas,
sabei que está próximo o reino de Deus»

A hora da ruína de Jerusalém será, ao mesmo tempo, a hora do começo do desenvolvimento do reino de Deus. Os sinais de destruição não podem, por isso, ser vistos só no seu aspecto de calamidade. Deus é Senhor da história, Ele humilha e exalta, Ele leva às portas da morte e de lá liberta. Este Céu e esta Terra de agora poderão passar e hão-de passar, mas o reino de Deus será o novo Céu e a nova Terra, que não passarão jamais.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Olhai a figueira e as outras árvores: Quando vedes que já têm rebentos, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, estes dons sagrados
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos também nós
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.

Ou Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso e eterno,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Martirológio

1.   Em Roma, no cemitério de Trasão, junto à Via Salária Nova, São Saturnino de Cartago, mártir, que, segundo refere o papa São Dâmaso, no tempo do imperador Décio, pela confissão da sua fé em Cristo, na sua pátria foi submetido ao suplício do cavalete e desterrado para Roma, onde, depois de superar atrozes tormentos, converteu à fé o algoz Graciano; finalmente decapitado, alcançou a coroa do martírio.

2.   Em Toulouse, na Gália Narbonense, na actual França, a comemoração de São Saturnino, bispo e mártir, que, segundo a tradição, no tempo do mesmo imperador Décio, foi detido pelos pagãos no Capitólio desta cidade e arremessado do alto do edifício pelas escadas, de modo que, fracturada a cabeça e dilacerado todo o corpo, entregou a sua alma a Cristo.

3.   Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia, São Filomeno, mártir, que, segundo a tradição, durante a perseguição do imperador Aureliano, sendo prefeito Félix, atormentado primeiramente no fogo e depois trespassadas as mãos, os pés e a cabeça com cravos, consumou o seu martírio.

4.   Em Tódi, na Úmbria, região da hodierna Itália, Santa Iluminada, virgem.

5.   Em Batnan, no Osroene, na hodierna Turquia, São Tiago, bispo de Sarug, que ilustrou com puríssima fé esta Igreja por meio de sermões, homilias e traduções, e é venerado pelos Sírios como doutor e coluna da Igreja, juntamente com Santo Efrém.

6*.   Em Deventer, na Frísia, na actual Holanda, a trasladação de São Ratbodo, bispo de Utrecht, pastor sábio e prudente, que morreu quando visitava as populações rurais.

7*.   Em York, na Inglaterra, o Beato Eduardo Burden, presbítero e mártir, que, tendo estudado no Colégio dos Ingleses em Reims, quando regressou aos domínios da rainha Isabel I já ordenado sacerdote, foi condenado ao patíbulo perante uma multidão enfurecida.

8*.   Na mesma cidade de York, oito anos depois, os beatos Jorge Errington, Guilherme Gibson e Guilherme Knight, mártires, que, proscritos pelo mero facto de serem considerados sacerdotes, foram martirizados cruelmente.

9*.   Em Aceh, ilha de Sumatra, na actual Indonésia, os beatos mártires Dionísio da Natividade (Pedro Berthelot), presbítero, e Redento da Cruz (Tomás Rodrigues), religiosos da Ordem dos Carmelitas Descalços, que foram submetidos à escravidão pelos maometamos e depois levados para a beira-mar, onde foram mortos a golpes de lança e de setas.

10♦.   Em Valladolid, na Espanha, o Beato Bernardo Francisco de Hoyos, presbítero da Companhia de Jesus, primeiro e principal da devoção ao Sagrado Coração de Jesus nesta nação.

11.   Em Lucera, na Apúlia, região da Itália, São Francisco António Fasáni, presbítero da Ordem dos Frades Menores, homem de grande sabedoria, solidamente fundamentado na prática da pregação e da penitência, o qual se dedicou de tal modo aos pobres e indigentes, que nunca duvidou em desprender-se até das suas vestes para cobrir um mendigo, oferecendo a todos a sua ajuda cristã.

12♦.   Em Roma, a Beata Maria Madalena da Encarnação (Catarina Sordíni), virgem, fundadora do Instituto das Irmãs da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento.

13*.   Em El Saler, localidade próxima de Valência, na Espanha, o Beato Alfredo Simão Colomina, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, na perseguição contra a Igreja, confirmou com o seu sangue a sua fidelidade ao Senhor.