Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-02-01

SEXTA-FEIRA da semana III

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Hebr 10, 32-39; Sal 36 (37), 3-4. 5-6. 23-24. 39-40
Ev Mc 4, 26-34

* Na Diocese de Viana do Castelo – S. Anscário, bispo – MF
* Na Congregação da Missão e na Companhia das Filhas da Caridade – B. Maria Ana Vaillot e Odile Baumgartem, virgens e mártires – MO
* Na Congregação Salesiana – Comemoração de todos os Salesianos defuntos; (Mirandela) – Aniversário da Dedicação da igreja de S. João Bosco – SOLENIDADE
* Na Congregação da Aliança de Santa Maria – I Vésp. da Apresentação do Senhor.
* Na Congregação da Paixão de Jesus Cristo – Ofício e Missa votivos da Paixão.
* Na Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus – S. João Bosco – MO

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 95, 1.6
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.
Glória e poder na sua presença,
esplendor e majestade no seu templo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus todo-poderoso e eterno,
dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade,
para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras,
em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Hebr 10, 32-39
«Suportastes tão grandes e dolorosos combates:
não queirais perder a vossa confiança»

“Receber a luz” significa aqui o Baptismo, que os Antigos chamaram “iluminação”. Os destinatários desta epístola foram modelo de vida cristã, no que se refere ao testemunho que deram em dias de perseguição. A fé vive-se na perseverança, tendo sempre em vista o fim aonde ela nos leva. Aí está a salvação, que, em qualquer caso, não tardará em chegar.

Leitura da Epístola aos Hebreus
Irmãos: Lembrai-vos dos primeiros dias, em que, depois de terdes sido iluminados, suportastes tão grandes e dolorosos combates, ora expostos publicamente aos insultos e tribulações, ora tornando-vos solidários com os que eram assim tratados. De facto, compartilhastes o sofrimento dos prisioneiros e aceitastes com alegria a espoliação dos vossos bens, sabendo que possuís riqueza melhor e duradoira. Não queirais, portanto, perder a vossa confiança, que terá uma grande recompensa. Vós tendes necessidade de perseverança, para cumprir a vontade de Deus e alcançar os bens prometidos. Porque «ainda um pouco e bem pouco tempo, e Aquele que há-de vir não tardará». Ora «o meu justo viverá pela fé, mas se retroceder, não agradará à minha alma». Nós não somos daqueles que retrocedem para a sua perdição, mas daqueles que perseveram na fé para salvar a sua alma.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 36 (37), 3-4.5-6.23-24.39-40 (R. 39a)
Refrão: A salvação dos justos vem do Senhor. Repete-se

Confia no Senhor e pratica o bem,
possuirás a terra e viverás tranquilo.
Põe no Senhor as tuas delícias
e Ele satisfará os anseios do teu coração. Refrão

Confia ao Senhor o teu destino
e tem confiança, que Ele actuará.
Fará brilhar a tua luz como a justiça
e como o sol do meio dia os teus direitos. Refrão

O Senhor consolida os passos do homem
e aprova os seus caminhos.
Se cair, não ficará por terra,
porque o Senhor o tomará pela mão. Refrão

A salvação dos justos vem do Senhor,
Ele é o seu refúgio no tempo da tribulação.
O Senhor os ajuda e defende,
porque n’Ele procuraram refúgio. Refrão


ALELUIA cf. Mt 11, 25
Refrão: Aleluia Repete-se
Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque revelastes aos pequeninos
os mistérios do reino. Refrão


EVANGELHO Mc 4, 26-34
«O homem lança a semente e dorme,
enquanto ela cresce, sem ele saber como»

Duas breves parábolas põem em realce duas características do reino de Deus: a primeira refere-se à força interior desde reino, que o faz nascer e crescer pela força de Deus e não do homem; a segunda põe em contraste os começos humildes deste Reino e a pujança final para onde se encaminha, e que bem manifesta a força interior que o animava desde o início. É, na realidade, grande mistério este Reino de Deus, presente já na Igreja sobre a terra e um dia glorioso no Céu.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra». Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor,
e santificai os nossos dons,
a fim de que se tornem para nós fonte de salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 33, 6
Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados,
o vosso rosto não será confundido.

Ou Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
Quem Me segue não anda nas trevas,
mas terá a luz da vida.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus omnipotente, nós Vos pedimos
que, tendo sido vivificados pela vossa graça,
nos alegremos sempre nestes dons sagrados.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Martirológio

1.   Na Frígia, na actual Turquia, a comemoração de São Trifão, mártir.

2.   Em Ravena, na actual Emília-Romanha, região da Itália, São Severo, bispo.

3.   Em Saint-Paul-Trois-Châteaux, no território da Gália Vienense, actualmente na França, São Paulo, bispo, de quem a cidade recebeu o nome.

4.   Em Kildare, na Irlanda, Santa Brígida, abadessa, que fundou um dos primeiros mosteiros desta ilha e, segundo a tradição, prosseguiu a obra evangelizadora iniciada por São Patrício.

5*.   Em Aosta, nos Alpes Graios, território da Itália, Santo Urso, presbítero.

6*.   Em Puy-en-Vélay, na Aquitânia, na actual França, Santo Agripano, bispo e mártir, que, ao regressar de Roma, nos confins de Vélay foi assassinado por sequazes dos ídolos.

7*.   Em Metz, na Austrásia, actualmente também na França, São Sigisberto III, rei, que construiu os mosteiros de Stavelot, de Malmédy e muitos outros, e distribuiu esmolas com grande liberalidade às igrejas e aos pobres.

8*.   Em Ciruelos, localidade de Castela-a-Nova, região da Espanha, São Raimundo, abade de Fitero, que fundou a Ordem de Calatrava e foi insigne defensor do cristianismo.

9*.   Em Saint-Malo, cidade da Bretanha Menor, região da França, São João, bispo, homem de admirável austeridade e rectidão, que transferiu para este lugar a sede episcopal de Aleth e recebeu de São Bernardo a orientação para se comportar como bispo pobre, amigo dos pobres e amante da pobreza.

10*.   Em Paris, também na França, o Beato Reinaldo de Orleães, presbítero, que, estando de passagem em Roma, animado pelas palavras de São Domingos entrou na Ordem dos Pregadores, à qual atraiu muitos outros pelo exemplo das suas virtudes e o ardor das suas palavras.

11*.   Em Castelfiorentino, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Viridiana, virgem, que viveu reclusa desde a juventude até à velhice.

12*.   Em Pileo, no Lácio, região da Itália, o Beato André dei Cónti di Ségni, presbítero da Ordem dos Menores, que, recusando todas as honras e dignidades, preferiu servir a Cristo na humildade e simplicidade.

13*.   Em Dublin, na Irlanda, os beatos mártires Conor O’Devany, bispo de Down e Connor, da Ordem dos Frades Menores, e Patrício O’Lougham, presbítero, que, no reinado de Jaime I, foram condenados ao suplício da forca pela sua fidelidade à fé católica.

14.   Em Londres, na Inglaterra, Santo Henrique Morse, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, capturado em várias ocasiões e duas vezes exilado, finalmente no reinado de Carlos I foi novamente encarcerado por ser sacerdote e, depois de ter celebrado a Missa no cárcere, foi enforcado em Tyburn e entregou a sua alma a Deus.

15*.   Em Avrillé, perto de Angers, na França, a paixão das beatas Maria Ana Vaillot e quarenta e seis companheiras[1], mártires, que, na época do terror durante a Revolução Francesa, alcançaram a coroa do martírio.


[1]  São estes os seus nomes: Otília Baumgarten, religiosa; Joana Gruget, Luísa Rallier de la Tertinière, Madalena Perrotin, Maria Ana Pichery e Simona Chauvigné, viúvas; Francisca Pagis, Joana Fouchard, Margarida Rivière, Maria Cassin, Maria Fausseuse, Maria Galard, Maria Gasnier, Maria Joana Chauvigné, Maria Lenée, Maria Leroiy Brevet, Maria Rouault, Petrina Phélipeaux, Renata Cailleau, Renata Martin e Vitória Bauduceau, esposas; Joana, Madalena e Petrina Sailland d’Espinatz, irmãs; Gabriela, Petrina e Susana Androuin, irmãs; Maria e Renata Grillard, irmãs; Ana Francisca de Villeneuve, Ana Hamard, Carla Davy, Catarina Cottanceau, Francisca Bellanger, Francisca Bonneau, Francisca Michau, Jacobina Monnier, Joana Bourigault, Luísa Amata Déan de Luigné, Madalena Blond, Maria Leroy Brevet, Petrina Besson, Petrina Ledoyen, Petrina Grille, Renata Valin e Rosa Quenion.

16.   Em Seul, na Coreia, os santos mártires Paulo Hong Yong-ju, catequista, João Yi Mun-u, que servia os pobres e sepultava os corpos dos mártires, e Bárbara Ch’oe Yong-i, que, seguindo o exemplo dos seus pais e seu esposo, mortos pelo nome de Cristo, como eles foi decapitada com outros cristãos.

17*.   Em Turim, na Itália, a Beata Joana Francisca da Visitação (Ana Michelótti), virgem, que fundou o Instituto das Irmãzinhas do Sagrado Coração, para servirem gratuitamente os enfermos pobres em nome do Senhor.

18*.   Em Cúcuta, cidade da Colômbia, o Beato Luís Variara, presbítero da Sociedade de São Francisco de Sales, que se dedicou com toda a sua energia e diligência a assistir os leprosos e fundou a Congregação das Filhas dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.