Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-02-20

QUARTA-FEIRA da semana VI

SS. Francisco e Jacinta Marto – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Gen 8, 6-13. 20-22; Sal 115 (116), 12-13. 14-15. 18-19
Ev Mc 8, 22-26

* Na Diocese de Leiria-Fátima – SS. Francisco e Jacinta Marto – FESTA

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 30, 3-4
Sede a rocha do meu refúgio, Senhor,
e a fortaleza da minha salvação.
Para glória do vosso nome,
guiai-me e conduzi-me.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que prometestes estar presente
nos corações rectos e sinceros,
ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo
que mereçamos ser vossa morada.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Gen 8, 6-13.20-22
«Noé olhou e viu que tinha secado a face da terra»

Noé, o que foi salvo do dilúvio, é a personagem principal desta narração. Narrações como esta não são para se tomarem à letra; trata-se de narrativas poéticas, cujo sentido se há-de procurar através da sua linguagem simbólica. Aqui o importante é que a aliança de Deus será sempre mais forte que a desunião e a maldade dos homens. A catástrofe passa gigantesca, mas imediatamente dela nasce uma nova ordem para o mundo, marcada pelo selo da Aliança. É já uma figura antecipada do Mistério Pascal do Senhor.

Leitura do Livro do Génesis
Passados quarenta dias de dilúvio, Noé abriu a janela que tinha feito na arca e soltou o corvo, que ia e vinha, esperando que as águas secassem sobre a terra. Depois, Noé soltou a pomba, para ver se as águas tinham secado sobre a face da terra. Mas, como não encontrou lugar onde poisar a planta dos pés, a pomba regressou à arca para junto de Noé, pois a água ainda cobria toda a face da terra. Ele estendeu a mão, apanhou-a e guardou-a consigo na arca. Noé esperou ainda mais sete dias e soltou novamente a pomba da arca. A pomba voltou para ele ao entardecer e trazia no bico um rebento novo de oliveira. Então Noé compreendeu que as águas tinham baixado sobre a face da terra. Esperou ainda mais sete dias e soltou a pomba, que não voltou mais. Foi no ano seiscentos e um da vida de Noé, no primeiro dia do primeiro mês, que as águas secaram sobre a terra. Noé tirou a cobertura da arca e viu que a face da terra estava seca. Noé construiu um altar ao Senhor, tomou animais puros e aves puras e ofereceu holocaustos sobre o altar. O Senhor aspirou aquele agradável perfume e disse para consigo: «Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do homem; realmente os projectos do seu coração são maus desde a juventude, mas nunca mais destruirei todos os seres vivos, como agora fiz. Enquanto durar a terra, nunca mais hão-de faltar sementeiras e colheitas, frio e calor, Verão e Inverno, dia e noite».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 115 (116), 12-13.14-15.18-19 (R. cf. 17a)
Refrão: Oferecer-Vos-ei, Senhor, um sacrificio de louvor. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Como agradecerei ao Senhor
tudo quanto Ele me deu?
Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor. Refrão

Cumprirei as minhas promessas ao Senhor
na presença de todo o povo.
É preciosa aos olhos do Senhor
a morte dos seus fiéis. Refrão

Cumprirei as minhas promessas ao Senhor
na presença de todo o povo,
nos átrios da casa do Senhor,
dentro dos teus muros, Jerusalém. Refrão


ALELUIA cf. Ef 1, 17-18
Refrão: Aleluia Repete-se
Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo
ilumine os olhos do nosso coração,
para conhecermos a esperança a que fomos chamados. Refrão


EVANGELHO Mc 8, 22-26
«O cego ficou restabelecido e via tudo claramente»

A cura dos cegos realiza à letra a palavra dos profetas, que apresentam tais prodígios como sinais dos tempos messiânicos. A cura deste cego aparece como qualquer coisa que se realiza de maneira progressiva e aparentemente difícil. Talvez o Evangelho, que a apresenta imediatamente antes da confissão de fé de Pedro, queira referir-se aos esforços de Jesus por abrir os olhos dos discípulos para que estes compreendam o que Ele lhes faz e lhes diz.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo seg. São Marcos
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram a Betsaida. Trouxeram-Lhe então um cego, suplicando-Lhe que o tocasse. Jesus tomou o cego pela mão e levou-o para fora da localidade. Depois deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou-lhe: «Vês alguma coisa?». Ele abriu os olhos e disse: «Vejo as pessoas, que parecem árvores a andar». Em seguida, Jesus impôs-lhe novamente as mãos sobre os olhos e ele começou a ver bem: ficou restabelecido e via tudo claramente. Então Jesus mandou-o para casa e disse-lhe: «Não entres sequer na povoação».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei, Senhor, que estes dons sagrados
nos purifiquem e renovem,
para que, obedecendo sempre à vossa vontade,
alcancemos a recompensa eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 77, 24.29
O Senhor deu-lhes o pão do Céu:
comeram e ficaram saciados.

Ou Jo 3, 16
Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito.
Quem acredita n’Ele tem a vida eterna.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu,
concedei-nos a graça de buscarmos sempre
aquelas realidades que nos dão a verdadeira vida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

SS. FRANCISCO E JACINTA MARTO

 

 

Martirológio

Santos Francisco e Jacinta Marto, humildes crianças que em Fátima, localidade de Portugal, viram três vezes um Anjo e seis vezes a Santíssima Virgem, de quem receberam a exortação de rezar e fazer penitência pela remissão dos pecados, para obter a conversão dos pecadores e a paz do mundo. Ambos responderam imediatamente com heróica diligência a estes pedidos e, inflamados no amor a Deus e às almas, tinham uma só aspiração: rezar e sofrer de acordo com os pedidos do Anjo e da Virgem Maria. Francisco faleceu no dia 4 de Abril de 1919 e Jacinta no dia 20 de Fevereiro de 1920.

 

2.   Em Alexandria, no Egipto, a comemoração de São Serapião, mártir, que, no tempo do imperador Décio, teve de suportar tão cruéis suplícios que se lhe desconjuntaram todos os seus membros e depois foi precipitado do alto da sua própria casa.

3.   Comemoração de cinco beatos mártires, que, no tempo do imperador Diocleciano, foram mortos em Tiro da Fenícia, no actual Líbano. Primeiro foram flagelados com azorragues em todo o corpo, depois desnudados e lançados à arena e atirados a vários géneros de feras, manifestando em seus corpos juvenis sempre a mesma constância firme e inabalável. Particularmente um deles, com menos de vinte anos de idade, nada perturbado pelas cadeias, com os braços estendidos em forma de cruz elevava preces a Deus. Permanecendo todos incólumes ao perigo das feras, foram finalmente passados ao fio da espada.

4.   Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, a comemoração de São Tirânio, bispo de Tiro e mártir, que, instruído na fé cristã desde tenra idade, foi dilacerado com ganchos de ferro e assim alcançou com o presbítero Zenóbio a coroa do martírio.

5.   Em Tournai, na Gália Bélgica, actualmente na Bélgica, Santo Eleutério, bispo.

6.   Na abadia de Sint-Truiden, no Brabante da Austrásia, também na actual Bélgica, o passamento de Santo Euquério, bispo de Orleães, que, obrigado por Carlos Martel a partir para o exílio por causa das calúnias contra ele levantadas por homens invejosos, encontrou piedoso refúgio entre os monges.

7.   Em Catânia, na Sicília, região da Itália, São Leão, bispo, que se dedicou com grande diligência ao cuidado dos pobres.

8*.   Em Stutthof, perto de Gdansk, na Polónia, a Beata Júlia Rodzinska, virgem da Congregação das Irmãs de São Domingos e mártir, que, durante a ocupação militar da sua pátria em tempo de guerra, foi aprisionada num campo de concentração, onde, atingida por uma enfermidade mortal, alcançou a glória celeste.