Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-04-27

SÁBADO DA OITAVA DA PÁSCOA

Branco – Ofício próprio. Te Deum.
Missa própria, Glória, sequência facultativa, pf. pascal.

L 1 Act 4, 13-21; Sal 117 (118), 1 e 14-15. 16ab-18. 19-21
Ev Mc 16, 9-15

* Proibidas as Missas de defuntos, excepto a exequial.
* I Vésp. do domingo – Compl. dep. I Vésp. dom.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 104, 43
O Senhor libertou o seu povo entre vozes de alegria
e os seus eleitos com brados de júbilo. Aleluia.

Diz-se o Glória.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que, na vossa imensa bondade, ofereceis a todos os povos o dom da fé, olhai benignamente para os vossos filhos e fazei que, renascidos pelo sacramento do Baptismo, sejam revestidos da vida imortal na glória celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 4, 13-21
«Não podemos calar o que vimos e ouvimos»

A primeira semana da Páscoa termina com a grande afirmação dos Apóstolos diante do tribunal judaico, a que justificará, para sempre, a presença da Igreja no meio mundo: “Não podemos calar o que vimos e ouvimos”. Assim o proclamamos agora na celebração da liturgia, proclamação que sentimos necessidade de prolongar para além desta semana, por uma longa semana ou oitava de Domingos durante todo o Tempo Pascal, e, fora da celebração da liturgia, todos os dias e em toda a parte.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, os chefes do povo, os anciãos e os escribas, vendo a firmeza de Pedro e de João e verificando que eram homens iletrados e plebeus, ficaram surpreendidos. Reconhe¬ciam-nos como companheiros de Jesus, mas, como viam diante deles o homem que fora curado, nada podiam replicar. Mandaram-nos então sair do Sinédrio e começaram a deliberar entre si: «Que havemos de fazer a estes homens? Que se realizou por meio deles um milagre, sabem-no todos os habitantes de Jerusalém e não podemos negá-lo. Mas para que isto não continue a divulgar-se entre o povo, vamos intimá-los com ameaças que não falem desse nome a ninguém. Chamaram-nos então e proibiram-nos terminantemente falar ou ensinar em nome de Jesus. Mas Pedro e João responderam: «Se é justo aos olhos de Deus obedecer-vos antes a vós que a Ele, julgai-o vós próprios. Nós é que não podemos calar o que vimos e ouvimos». Depois de novas ameaças, puseram-nos em liberdade, pois não encontravam modo de os castigar, por causa do povo, uma vez que todos davam glória a Deus pelo que tinha acontecido.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 117 (118),1.14-15.16ab-18.19-21
(R. 21a)
Refrão: Eu Vos dou graças, Senhor, porque me ouvistes.
Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
O Senhor é a minha força e a minha glória,
foi Ele o meu salvador.
Há gritos de júbilo e de vitória
nas tendas dos justos. Refrão

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver
para anunciar as obras do Senhor.
Com dureza me castigou o Senhor,
mas não me deixou morrer. Refrão

Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
Eu Vos darei graças porque me ouvistes
e fostes o meu salvador. Refrão


ALELUIA Salmo 117 (118), 24
Refrão: Aleluia Repete-se

Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria. Refrão


EVANGELHO Mc 16, 9-15
«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho»

Está exactamente na linha da leitura anterior o que o Senhor deixou como última mensagem aos seus Apóstolos: “Ide... e proclamai a Boa Nova”. As aparições dos primeiros dias após a Ressurreição do Senhor revestiram-se de oportunidade e valor particular, pois que eram como que a resposta à sua Morte na Cruz. Mas, se a vida terrena de Jesus findou no Calvário, a sua vida gloriosa é eterna. Por isso, Ele pode continuar a ser reconhecido, até que venha no fim dos tempos, na assembleia do seu povo reunido, na sua palavra, nos seus sacramentos, particularmente no da Eucaristia, na vida quotidiana dos que vivem da sua própria Vida. Assim o afirmou o Concílio (SC 7).

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Jesus ressuscitou na manhã do primeiro dia da semana e apareceu em primeiro lugar a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios. Ela foi anunciar aos que tinham andado com Ele e estavam mergulhados em tristeza e pranto. Eles, porém, ouvindo dizer que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram. Depois disto, manifestou-Se com aspecto diferente a dois deles que iam a caminho do campo. E eles correram a anunciar aos outros, mas também não lhes deram crédito. Mais tarde apareceu aos Onze, quando eles estavam sentados à mesa, e censurou-os pela sua incredulidade e dureza de coração, porque não acreditaram naqueles que O tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: «Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei, Senhor, que em todo o tempo possamos alegrar-nos com estes mistérios pascais, de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção seja para nós causa de alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Gal 3, 27
Vós que fostes baptizados em Cristo
estais revestidos de Cristo. Aleluia.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Olhai com bondade, Senhor, para o vosso povo e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio

1.   Em Jerusalém, a comemoração de São Simeão, bispo e mártir, que, segundo a tradição, era filho de Cléofas e parente do Salvador segundo a carne e, ordenado bispo de Jerusalém como sucessor de Tiago, irmão do Senhor, durante a perseguição de Trajano sofreu muitos suplícios e em avançada idade recebeu a coroa gloriosa do martírio na cruz.

2.   Em Cíbali, na Panónia, hoje Vinkoveze, na Croácia, São Polião, leitor e mártir, que, preso na perseguição do imperador Diocleciano e interrogado pelo prefeito Probo, por ter confessado com inquebrantável constância a sua fé em Cristo e recusado sacrificar aos ídolos, foi lançado às chamas e queimado fora dos muros da cidade.

3.   Em Tabennési, localidade da Tebaida, no Egipto, São Teodoro, abade, que foi discípulo de São Pacómio e pai da «Congregação» de mosteiros nesta região.

4*.   Em Altino, na Venécia, no actual Véneto, região da Itália, São Liberal, eremita.

5*.   Na ilha de Man, na costa setentrional do País de Gales, São Magão ou Magaldo, bispo, aureolado com a fama de grande santidade.

6.   Na ilha de Afúsia, na Propôntide, junto ao mar Egeu, na actual Turquia, São João, hegúmeno, que, no tempo do imperador Leão o Arménio, combateu tenazmente a favor do culto das sagradas imagens.

7*.   Em Lucca, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, Santa Zita, virgem, de origem humilde, que, entregue com doze anos de idade ao trabalho doméstico da família Fatinélli, permaneceu com admirável paciência ao seu serviço até à morte.

8*.   Em Tarragona, no reino de Aragão, no litoral da Espanha, São Pedro Ermengol, que, depois de ter sido chefe de salteadores, se converteu a Deus e ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês, dedicando-se intensamente à redenção dos cativos na África.

9*.   Em Bitetto, na Apúlia, região da Itália, o Beato Tiago de Ládere Varinger, religioso da Ordem dos Menores.

10*.   Em Cátaro, no Montenegro, a Beata Catarina, virgem, que, baptizada na Igreja Ortodoxa, ingressou na Ordem da Penitência de São Domingos, tomando o nome de Hossana, e viveu em clausura cinquenta e um anos, dedicada à contemplação divina e à piedosa súplica pelo povo cristão durante a invasão dos Turcos.

11*.   Em Reims, na França, o Beato Nicolau Roland, presbítero, que, solícito pela formação cristã das crianças, construiu escolas para as meninas pobres, excluídas de qualquer género de instrução, e fundou a Congregação das Irmãs do Menino Jesus.

12*.   Em Ninh-Binh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Lourenço Nguyen Van Huong, presbítero e mártir, que foi preso numa noite em que visitava um moribundo e, porque recusou calcar a cruz, foi flagelado e depois degolado no tempo do imperador Tu Duc.

13*.   Em Salamanca, na Espanha, a Beata Maria Antónia Bandrés y Elósegui, virgem da Congregação das Filhas de Jesus, que seguiu com paciente serenidade, mesmo na desolação, a sua vida consagrada a Deus, que em breve tempo foi consumada.