Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-04-28

DOMINGO II DA PÁSCOA ou da Divina Misericórdia

Branco – Ofício próprio (Semana II do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, sequência facultativa, Credo, pf. pascal.

L 1 Act 5, 12-16; Sal 117 (118), 2-4. 22-24. 25-27a
L 2 Ap 1, 9-11a. 12-13. 17-19
Ev Jo 20, 19-31

* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Ano C

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA 1 Pedro 2, 2
Como crianças recém-nascidas, desejai o leite espiritual,
que vos fará crescer e progredir no caminho da salvação. Aleluia.

Ou 4 Esd 2, 36-37
Exultai de alegria, cantai hinos de glória.
Dai graças a Deus, que vos chamou ao reino eterno. Aleluia.


Diz-se o Glória.


ORAÇÃO COLECTA
Deus de eterna misericórdia, que reanimais a fé do vosso povo na celebração anual das festas pascais, aumentai em nós os dons da vossa graça, para compreendermos melhor as riquezas inesgotáveis do Baptismo com que fomos purificados, do Espírito em que fomos renovados e do Sangue com que fomos redimidos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 5, 12-16
«Cada vez mais gente aderia ao Senhor pela fé,
uma multidão de homens e mulheres»

Uma das características mais salientes da comunidade primitiva era o poder de realizar milagres, que os Apóstolos tinham. Por esse poder especial, a presença de Jesus Ressuscitado impunha-se duma forma sensível. Era d’Ele que lhes vinha, com efeito, esse poder, de harmonia com o que lhes havia prometido (Mc. 16, 18).
Mas não era apenas graças a estes prodígios que o número de crentes aumentava. A Igreja crescia ainda mais, graças à acção, que os Apóstolos exerciam sobre os corações, com o dom do Espírito Santo.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Pelas mãos dos Apóstolos realizavam-se muitos milagres e prodígios entre o povo. Unidos pelos mesmos sentimentos, reuniam-se todos no Pórtico de Salomão; nenhum dos outros se atrevia a juntar-se a eles, mas o povo enaltecia-os. Uma multidão cada vez maior de homens e mulheres aderia ao Senhor pela fé, de tal maneira que traziam os doentes para as ruas e colocavam-nos em enxergas e em catres, para que, à passagem de Pedro, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles. Das cidades vizinhas de Jerusalém, a multidão também acorria, trazendo enfermos e atormentados por espíritos impuros e todos eram curados.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 117 (118), 2-4.22-24.25-27ª (R. 1)
Refrão: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia. Repete-se

Ou: Aclamai o Senhor, porque Ele é bom:
o seu amor é para sempre. Repete-se

Ou: Aleluia. Repete-se


Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.
Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia. Refrão

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.
Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria. Refrão

Senhor, salvai os vossos servos,
Senhor, dai-nos a vitória.
Bendito o que vem em nome do Senhor,
da casa do Senhor nós vos bendizemos.
O Senhor é Deus
e fez brilhar sobre nós a sua luz. Refrão


LEITURA II Ap 1, 9-11a.12-13.17-19
«Estive morto, mas eis-Me vivo pelos séculos dos séculos»

A fé dos cristãos da Ásia Menor, naqueles fins do século I, estava exposta a sérios perigos. Ao golpe da perseguição vinha juntar-se a ameaça de erros doutrinais (1 Jo. 2, 22-23).
Desejando confortar os seus irmãos, o Apóstolo S. João dirige-se-lhes, da ilha de Patmos, onde está exilado, para lhes garantir, por revelação divina, que Cristo Ressuscitado, vencedor da morte, está presente nas comunidades cristãs, que vivem d’Ele, de tal sorte que as potências do mal serão vencidas e a Igreja triunfará com Cristo.

Leitura do Livro do Apocalipse
Eu, João, vosso irmão e companheiro nas tribulações, na realeza e na perseverança em Jesus, estava na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. No dia do Senhor fui movido pelo Espírito e ouvi atrás de mim uma voz forte, semelhante à da trombeta, que dizia: «Escreve num livro o que vês e envia-o às sete Igrejas». Voltei-me para ver de quem era a voz que me falava; ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro e, no meio dos candelabros, alguém semelhante a um filho do homem, vestido com uma longa túnica e cingido no peito com um cinto de ouro. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Mas ele poisou a mão direita sobre mim e disse-me: «Não temas. Eu sou o Primeiro e o Último, o que vive. Estive morto, mas eis-Me vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e da morada dos mortos. Escreve, pois, as coisas que viste, tanto as presentes como as que hão-de acontecer depois destas».
Palavra do Senhor.


ALELUIA Jo 20, 29
Refrão: Aleluia. Repete-se

Disse o Senhor a Tomé:
«Porque Me viste, acreditaste;
felizes os que acreditam sem terem visto. Refrão


EVANGELHO Jo 20, 19-31
«Oito dias depois, veio Jesus...»

À semelhança de Tomé, muitas vezes, na nossa vida nos deixamos dominar pelo desânimo, chegando mesmo a afastarmo-nos dos irmãos.
Se acreditássemos, verdadeiramente, na Ressurreição, a nossa existência estaria marcada por essa consoladora realidade. A alegria pascal seria uma constante, em todos os momentos; a fé na vida prevaleceria sobre o desânimo, sobre o cansaço; a união na Igreja seria mais autêntica, mais forte; e as relações entre os crentes não seriam envenenadas pelo individualismo, mas inspiradas pelo desejo de tudo condividirmos com aqueles que receberam a mesma vida nova, a vida de Cristo Ressuscitado.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.
Palavra da salvação.


Diz-se o Credo.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor, as ofertas do vosso povo
[e dos vossos novos filhos], de modo que, renovados pela profissão da fé e pelo Baptismo, mereçamos alcançar
a bem-aventurança eterna. Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios.
Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 20, 27
Disse Jesus a Tomé:
Com a tua mão reconhece o lugar dos cravos.
Não sejas incrédulo, mas fiel. Aleluia.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Concedei, Deus todo-poderoso, que a força do sacramento pascal que recebemos permaneça sempre em nossas almas. Por Nosso Senhor.

 

 

Santo

S. PEDRO CHANEL, presbítero e mártir

 

S. Luís Maria Grignion de Monfort, presbítero

 

 

Martirológio

São Pedro Chanel, presbítero da Sociedade de Maria e mártir, que se dedicou ao ministério das povoações rurais e à instrução das crianças; depois, enviado com alguns companheiros para a evangelização da Oceania ocidental, chegou à ilha Futuna, onde ainda nenhuma comunidade cristã tinha sido constituída; apesar das dificuldades de toda a espécie, com a sua singular mansidão conseguiu converter à fé alguns habitantes da ilha, entre eles o filho do próprio rei, que, enfurecido, o mandou matar, fazendo dele o primeiro mártir da Oceania.

 

São Luís Maria Grignion de Montfort, presbítero, que percorreu as regiões ocidentais da França a anunciar o mistério da Sabedoria Eterna; fundou Congregações, pregou e escreveu obras sobre a cruz de Cristo e sobre a verdadeira devoção à Virgem Maria e reconduziu muita gente a uma vida de penitência; finalmente, em Saint-Laurent-sur-Sèvre, localidade da França, descansou da sua peregrinação terrena.

 

3.   Em Biterra, na Gália Narbonense, hoje Béziers, na França, Santo Afrodísio, venerado como o primeiro bispo desta cidade.

4.   Em Nicomédia, hoje Izmit, na Turquia, os santos Eusébio, Caralampo e companheiros, mártires.

5.   Em Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália, a comemoração de São Vital, no dia em que, segundo a tradição, foi dedicada com o seu nome a célebre basílica desta cidade. Juntamente com os santos mártires Valéria, Gervásio, Protásio e Ursicino, é venerado desde tempos imemoriais por ter defendido tenazmente a sua intrépida fé cristã.

6.   Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, os santos Máximo, Dada e Quintiliano, mártires durante a perseguição de Diocleciano.

7.   Em Tarazona, na Hispânia Tarraconense, São Prudêncio, bispo.

8.   Em Sulmona, nos Abruzos, região da Itália, o sepultamento de São Pânfilo, bispo de Corfínio.

9*.   Em Poggibónsi, na Etrúria, hoje na Toscana, também na Itália, o Beato Luquésio, que, depois de ter sido dominado pela avidez do lucro, se converteu e tomou o hábito da Ordem Terceira dos Penitentes de São Francisco, vendeu os seus bens e deu tudo aos pobres, dedicando-se ao serviço de Deus e do próximo em pobreza e humildade segundo o espírito evangélico.

10*.   Em Sain-Laurent-sur-Sèvre, localidade da França, a Beata Maria Luísa de Jesus (Maria Luísa Trichet), virgem, a primeira religiosa a vestir o hábito da Congregação das Filhas da Sabedoria, que governou com grande prudência.

11.   Em Ninh-Binh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, os santos mártires Paulo Pham Khac Khoan, presbítero, João Baptista Dinh Van Thanh e Pedro Nguyen Van Hieu, catequistas, que, depois de passarem três anos presos e torturados para que negassem a fé cristã, finalmente, no tempo do imperador Minh Mang, foram degolados e alcançaram a palma do martírio.

12*.   No campo de concentração de Mauthausen, na Áustria, o Beato José Cebula, presbítero da Congregação dos Missionários Oblatos da Virgem Imaculada e mártir, natural da Polónia, que, deportado da pátria para o cárcere em ódio à fé, sofreu cruéis suplícios até à morte.

13.   Em Magenta, próximo de Milão, na Itália, Santa Joana Beretta Molla, mãe de família, que, trazendo um filho gerado em seu ventre, morreu antepondo a liberdade e a vida do nascituro à sua própria vida.