Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-05-11

SÁBADO da semana III

Branco – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. pascal.

L 1 Act 9, 31-42; Sal 115 (116), 12-13. 14-15. 16-17
Ev Jo 6, 60-69

* Na Ordem Beneditina – SS. Odo, Máiolo, Odilão e Hugo, e B. Pedro o Venerável, abades de Cluni – MO
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – S. Inácio de Láconi, religioso, da I Ordem – MO
* Na Congregação das Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor – Nossa Senhora, Mãe do Divino Pastor, Padroeira da Congregação – SOLENIDADE
* Na Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus – Bem-Aventurada Virgem Santa Maria, Rainha e Mãe do “Rogate” – MO
* Nas Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados – Nossa Senhora dos Desamparados, Padroeira principal e Titular – SOLENIDADE
* Na Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei – B. Joana de Portugal – MF; S. Nereu e S. Aquileu – MF; S. Pancrácio – MF
* I Vésp. do domingo – Compl. dep. I Vésp. dom.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Col 2, 12
Com Cristo fostes sepultados no Baptismo
e também com Ele fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus que O ressuscitou dos mortos. Aleluia.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que renovais nas águas do Baptismo os que acreditam em Vós, protegei os que renasceram em Cristo, para que, vencendo todos os ataques do mal, conservem fielmente os dons da vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Fi¬lho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 9, 31-42
«A Igreja crescia na consolação do Espírito Santo»

A Igreja não é uma ideia abstracta, nem uma realidade invisível; a Igreja é a comunidade dos que crêem no Senhor Jesus, e está em cada lugar onde esta comunidade se encontrar, mas sempre na comunhão universal da mesma fé, da mesma esperança e do mesmo amor. Por isso, Pedro, cabeça visível do Colégio dos Apóstolos, começa a percorrer as várias comunidades locais; e em todas se faz sentir a presença do Espírito Santo e a força da ressurreição.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, a Igreja gozava de paz, por toda a Judeia, Galileia e Samaria, consolidava-se e caminhava no temor do Senhor e crescia na consolação do Espírito Santo. Pedro, que percorria todas essas regiões, desceu também até junto dos fiéis que habitavam em Lida. Encontrou lá, prostrado numa enxerga havia oito anos, um homem chamado Eneias, que era paralítico. Disse-lhe Pedro: «Eneias, Jesus Cristo vai curar-te. Levanta-te e compõe a tua enxerga». E ele pôs-se logo de pé. Todos os habi¬¬tantes de Lida e de Saron o viram e se converteram ao Senhor. Havia em Jope, entre os discípulos, uma senhora crente chamada Tabita, que quer dizer «Gazela». Era rica em boas obras e esmolas que fazia. Nesses dias caiu doente e morreu. Depois de a terem lavado, depositaram-na na sala superior. Como Lida era perto de Jope e os discípulos ouviram dizer que Pedro estava lá, enviaram-lhe dois homens com este pedido: «Vem depressa ter connosco». Pedro partiu imediatamente com eles. Quando chegou, levaram-no à sala superior e apresentaram-se todas as viúvas, chorando e mostrando as túnicas e mantos feitos por Gazela, enquanto estava ainda com elas. Pedro mandou sair toda a gente, pôs-se de joelhos e orou. Depois voltou-se para a defunta e disse: «Tabita, levanta-te». Ela abriu os olhos e, ao ver Pedro, sentou-se. Pedro estendeu-lhe a mão e levantou-a e, chamando os fiéis e as viúvas, apresentou-lha viva. Isto soube-se em toda a cidade de Jope e muitos acreditaram no Senhor.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Sal. 115 (116), 12-13.14-15.16-17 (R. cf. 12 ou Aleluia)
Refrão: Bendito seja o Senhor
por tudo quanto fez por mim. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se
Como agradecerei ao Senhor
tudo quanto Ele me deu?
Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor. Refrão

Cumprirei as minhas promessas ao Senhor
na presença de todo o povo.
É preciosa aos olhos do Senhor
a morte dos seus fiéis. Refrão

Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva:
quebrastes as minhas cadeias.
Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor,
invocando, Senhor, o vosso nome. Refrão


ALELUIA cf. Jo 6, 63c.68c
Refrão: Aleluia. Repete-se

As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida:
Vós tendes palavras de vida eterna. Refrão


EVANGELHO Jo 6, 60-69
«Para quem iremos, Senhor?
Tu tens palavras de vida eterna»

A passagem da ordem material, como a que foi possível experimentar na refeição servida por Jesus, mesmo recorrendo à multiplicação maravilhosa dos pães e dos peixes, para a ordem do Espírito, como aquela de que Jesus falava quando Se apresentou como o Pão da vida, pareceu coisa muito dura aos seus ouvintes. O homem carnal dificilmente sobe à esfera espiritual. No entanto, as palavras de Jesus são reveladoras de realidades divinas, que só o Espírito pode fazer compreender. A religião cristã é mais do que uma doutrina ou uma moral ou uma prática ritual; é a experiência de um mistério, só acessível à fé pela acção do Espírito de Deus. O Tempo Pascal é o Tempo privilegiado desta experiência.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, muitos discípulos, ao ouvirem Jesus, disseram: «Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las?». Jesus, conhecendo interiormente que os discípulos murmuravam por causa disso, perguntou-lhes: «Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do homem subir para onde estava anteriormente? O espírito é que dá vida, a carne não serve de nada. As palavras que Eu vos disse são espírito e vida. Mas, entre vós, há alguns que não acreditam». Na verdade, Jesus bem sabia, desde o início, quais eram os que não acreditavam e quem era aquele que O havia de entregar. E acrescentou: «Por isso é que vos disse: Ninguém pode vir a Mim, se não lhe for concedido por meu Pai». A partir de então, muitos dos discípulos afastaram-se e já não andavam com Ele. Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?» Respondeu-Lhe Simão Pedro: «Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Acolhei benignamente, Senhor, os dons da vossa família e concedei-lhe o auxílio da vossa protecção, para que não perca as graças recebidas e alcance os bens eternos. Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal


ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Jo 17, 20-21
Pai santo,
Eu rogo por aqueles que hão-de acreditar em Mim,
para que sejam em Nós confirmados na unidade
e o mundo acredite que Tu Me enviaste. Aleluia.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Guardai sempre, Senhor, com paternal bondade o povo que salvastes, para que se alegrem com a ressurreição do vosso Filho aqueles que foram redimidos pela sua paixão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio

1.   Na África Bizacena, na hodierna Tunísia, São Maiulo, mártir de Adrumeto, que foi condenado às feras.

2.   Na Via Salária, a vinte e duas milhas de Roma, Santo Antimo, mártir.

3.   Em Bizâncio, actualmente Istambul, na Turquia, São Mócio, presbítero e mártir.

4.   Em Vienne, na Gália Lionense, hoje na França, São Mamerto, bispo, que, perante a iminência de uma calamidade, instituiu nesta cidade o tríduo solene de ladainhas ou rogações antes da Ascensão do Senhor.

5.   Em Varennes, no território de Langres, também na Gália, actualmente na França, São Gengulfo.

6.   Em Souvigny, na Borgonha, hoje também na França, o passamento de São Maiolo, abade de Cluny, que, firme na fé, forte na esperança, rico na caridade, reformou muitos mosteiros na Gália e na Itália.

7*.   No mosteiro de L’Esterp, no território de Limoges, também na hodierna França, São Gualter, presbítero e cónego regular, que, instruído desde a infância no serviço de Deus, resplandeceu pela mansidão para com os irmãos e pela caridade para com os pobres.

8*.   Em Verrúchio, na Flamínia, actualmente na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato Gregório Célli, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que, expulso do mosteiro pelos irmãos de religião, consta que morreu entre os Irmãos Menores do convento do monte Carnério.

9*.   Em York, na Inglaterra, os beatos mártires João Rochester e Jaime Walwort, presbíteros e monges da Cartuxa de Londres, que, no reinado de Henrique VIII, por causa da sua perseverança na fidelidade à Igreja, foram suspensos com cadeias nas ameias da cidade até à morte.

10.          Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, São Francisco de Jerónimo, presbítero da Companhia de Jesus, que se consagrou durante muito tempo às missões populares e ao cuidado pastoral dos abandonados.

11.   Em Cágliari, na Sardenha, Santo Inácio de Láconi, religioso da Ordem dos Irmãos Menores Capuchinhos, que pelas praças da cidade e estalagens do porto, pedia incansavelmente esmolas para socorrer as misérias dos pobres.

12.   Em Saigão, na Cochinchina, actualmente no Vietnam, São Mateus Lê Van Gam, mártir, que, por ter levado na sua barca para aquela região os missionários provenientes da Europa, foi preso e, depois de passar um ano no cárcere, por decreto do imperador Thieu Tri foi degolado.

13♦.        Em Roma, o Beato Zeferino Namuncurá, indígena araucano da Argentina, aspirante ao sacerdócio.