Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-06-05

QUARTA-FEIRA da semana VII

S. Bonifácio, bispo e mártir – MO
Vermelho – Ofício da memória.
Missa da memória, pf. pascal ou da Ascensão.

L 1 Act 20, 28-38; Sal 67 (68), 29-30. 33-35a. 35b-36c
Ev Jo 17, 11b-19

* Na Congregação dos Irmãos Maristas – I Vésp. de S. Marcelino Champagnat.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 46, 2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
aclamai a Deus com brados de alegria. Aleluia.


ORAÇÃO COLECTA
Deus de bondade, concedei propício à vossa Igreja que, reunida pelo Espírito Santo, se dedique totalmente ao vosso serviço e realize a vossa vontade num só coração e numa só alma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 20, 28-38
«Entrego-vos a Deus,
que pode construir o edifício espiritual e conceder-vos a herança»

Continua o discurso de despedida de S. Paulo, ontem começado. Às recomendações para o presente juntam-se as perspectivas do futuro, não de todo optimistas; mas o poder da graça de Deus construirá o que os homens não conseguirem evitar que seja destruido. A saudade domina a hora da despedida. E Paulo sabia senti-la! Mas partiu, julgando não os voltar a ver. De facto, voltou!

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, disse Paulo aos anciãos da Igreja de Éfeso: «Tende cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho. Eu sei que, depois da minha partida, se hão-de introduzir entre vós lobos devoradores que não pouparão o rebanho. De entre vós mesmos se hão-de erguer homens com palavras perversas, para arrastarem os discípulos atrás de si. Por isso, sede vigilantes e lembrai-vos que, durante três anos, noite e dia, não cessei de exortar com lágrimas cada um de vós. Agora entrego- vos a Deus e à palavra da sua graça, que tem o poder de construir o edifício e conceder a herança a todos os santificados. Não desejei prata, ouro ou vestuário de ninguém. Vós próprios sabeis que estas mãos proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros. Em tudo vos mostrei que é trabalhando assim que devemos acudir aos mais fracos; e recordo-vos as palavras do Senhor Jesus: ‘Há mais felicidade em dar do que em receber’». Dito isto, Paulo pôs-se de joelhos e orou com eles. Todos romperam em pranto e, lançando-se ao pescoço de Paulo, começaram a abraçá-lo, consternados sobretudo por ele lhes ter dito que não mais tornariam a ver o seu rosto. Em seguida, acompanharam-no até ao barco.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 67 (68), 29-30.33-35a.35b-36c
(R. 33a ou Aleluia)
Refrão: Povos da terra, cantai ao Senhor. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Mostrai, Senhor, o vosso poder,
confirmai o que por nós fizestes.
No vosso templo, em Jesrusalém,
os reis vos oferecem presentes. Refrão

Reinos da terra, cantai a Deus,
entoai hinos ao Senhor,
a Ele que avança pelos céus altíssimos
e faz ouvir a sua voz poderosa. Refrão

Sobre Israel resplandece a sua majestade
e nas nuvens está o seu poder.
O Deus de Israel dá força e poder ao seu povo.
Bendito seja Deus. Refrão


ALELUIA cf. Jo 17, 17b.a
Refrão: Aleluia Repete-se

A vossa palavra, Senhor, é a verdade:
santificai-nos na verdade. Refrão


EVANGELHO Jo 17, 11b-19
«Para que sejam um como Nós»

Jesus pede a graça da unidade para os seus discípulos. Ele é Um com o pai, e veio ao mundo para revelar aos homens o Pai, para que os homens comunguem na própria vida do Pai, junto de quem Ele é Medianeiro. A unidade é, por isso, a comunhão de vida que existe entre o Pai e o Filho, e que, pelo Filho, vem até aos homens. Os que chegarem ao conhecimento do Pai pela palavra do Filho entrarão na unidade com Deus, se se deixarem consagrar por essa palavra de verdade que o Filho lhes revela.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: «Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para que sejam um, como Nós. Quando Eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que Me deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição; e assim se cumpriu a Escritura. Mas agora vou para Ti; e digo isto no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra e o mundo odiou-os, por não serem do mundo, como Eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. Eu consagro-Me por eles, para que também eles sejam consagrados na verdade».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer, e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio pascal ou da Ascensão


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 15, 26-27
Quando vier o Consolador, que Eu vos enviarei,
o Espírito da verdade, que procede do Pai,
Ele dará testemunho de Mim, diz o Senhor.
E vós também dareis testemunho. Aleluia.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Fazei, Senhor, que a comunhão deste divino sacramento aumente em nós a vossa graça nos purifique de todo o pecado e nos torne cada vez mais dignos de tão grande benefício. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Santo

S. BONIFÁCIO, bispo e mártir

 

 

Martirológio

Memória de São Bonifácio, bispo e mártir. Era monge de nome Vinfredo e, vindo da Inglaterra para Roma, foi recebido pelo papa Gregório II, que o ordenou bispo; tomando o nome de Bonifácio, foi enviado à Alemanha para anunciar o nome de Cristo àqueles povos; ali ganhou para a religião cristã multidões inumeráveis e governou a sede episcopal de Mogúncia; finalmente, em Dokkum, na Frísia, actualmente na Holanda, massacrado à espada por gentios furiosos, consumou o martírio.

 

2.   No Egipto, os santos Marciano, Nicandro, Apolónio e companheiros, mártires, que, segundo a tradição, por causa da profissão da fé cristã sofreram grandes tormentos e, por fim, encerrados num recinto cercado por um muro e expostos ao calor do sol ardente, morreram extenuados pela sede e pela fome.

3.   Em Tiro, na Fenícia, hoje no Líbano, São Doroteu, bispo, que, ainda presbítero, sofreu muitas tribulações no tempo do imperador Diocleciano e viveu até ao tempo do imperador Juliano, sob cuja jurisdição, com a idade de cento e sete anos, segundo consta, honrou a sua venerável velhice com o martírio na Trácia.

4.   Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, Santo Ilídio, bispo, que, chamado pelo imperador a Tréveris para libertar sua filha do espírito imundo, no regresso à sua sede, partiu ao encontro do Senhor.

5*.   Em Como, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eutíquio, bispo, insigne pela sua oração intensa e seu amor da solidão com Deus.

6.   Em Dokkum, na Frísia, na hodierna Holanda, Santo Eubano, bispo, Adelário e nove companheiros[1], mártires, que, juntamente com São Bonifácio, foram coroados no mesmo combate glorioso.

 


[1]  São estes os nomes: santos Vintrungo e Gualter, presbíteros; Amundo, Sevibaldo e Bosa, diáconos; Vacaro, Gundecaro, Eluro e Atevulfo, monges.

 

7.   Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Sancho, mártir, que, ainda adolescente, levado prisioneiro da cidade de Albi e instruído em Córdova na corte do rei, durante a perseguição dos Mouros não hesitou em sofrer o martírio pela fé em Cristo.

8*.   Em Assérgi, nos Abruzos, região da Itália, São Franco, eremita, que construiu uma estreita cela numa caverna entre os rochedos e aí viveu em suma aspereza e frugalidade.

9.   Em Ciano, perto de Mileto, na Calábria, também região da Itália, São Pedro Spanò, eremita, insigne pela sua pobreza e espírito de compunção.

10♦.   Em Shiki, no Japão, o Beato Adão Arakawa, pai de família e mártir.

11.   Em Hanói, no Tonquim, hoje no Vietnam, São Lucas Vu Ba Loan, presbítero e mártir, degolado no tempo do imperador Minh Mang pela sua fé em Cristo.

12.   Em Tang Gia, também no Tonquim, os santos Domingos Toai e Domingos Huyen, mártires, pais de família e pescadores, que, no tempo do imperador Tu Duc, apesar de serem atormentados com vários géneros de tortura durante o seu longo cativeiro, com grande coragem exortavam os companheiros de prisão a conservar a fé, consumando depois na fogueira o seu martírio.