Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-07-29

SEGUNDA-FEIRA da semana XVII

S. Marta – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 Ex 32, 15-24. 30-34; Sal 105 (106), 19-20. 21-22. 23
ou 1 Jo 4, 7-16 (apropriada)
Ev Jo 11, 19-27 (própria)

* Na Ordem Beneditina – SS. Marta e Maria e S. Lázaro, hospedeiros do Senhor – MO
* Na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus – SS. Marta e Maria e S. Lázaro, hospedeiros do Senhor – FESTA
* Nas Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados – S. Marta, Padroeira
SOLENIDADE

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 67, 6-7.36
Deus vive na sua morada santa,
Ele prepara uma casa para o pobre.
É a força e o vigor do seu povo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus, protector dos que em Vós esperam:
sem Vós nada tem valor, nada é santo.
Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia,
para que, conduzidos por Vós,
usemos de tal modo os bens temporais
que possamos aderir desde já aos bens eternos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Ex 32, 15-24.30-34
«Este povo cometeu um grande pecado, fabricando um deus de ouro»

O povo, que o Senhor tinha tirado do Egipto, a terra onde vivera como escravo, substitui-O ele, em momento de insensatez, por um ídolo, um bezerro de oiro, certamente uma imitação daquele que os egípcios adoravam. Assim mostram que, para eles, Deus não era ‘Aquele que é’, como Deus Se tinha manifestado a Moisés, mas um ‘deus’ que apenas encarnava os caprichos deles. Mas Deus não Se inventa; Ele é que nos criou a nós, e só Ele é o nosso Deus, ‘Aquele que é’.

Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, Moisés desceu do monte Sinai, trazendo na mão as duas tábuas da Lei, escritas de ambos os lados, em uma e outra face. As tábuas eram obra de Deus; a escritura era letra de Deus gravada nas tábuas. Josué ouviu a vozearia do povo e disse a Moisés: «Há gritos de guerra no acampamento». Moisés respondeu-lhe: «Não são gritos de vitória, nem lamentos de derrota; o que eu oiço são vozes de gente a cantar». Ao aproximar-se do acampamento, viu o bezerro e as danças. Então Moisés, inflamado em cólera, arremessou as tábuas e fê-las em pedaços no sopé do monte. Pegou no bezerro que eles tinham fabricado, queimou-o e triturou-o até o reduzir a pó; espalhou-o na água e deu-a a beber aos filhos de Israel. Moisés perguntou a Aarão: «Que te fez este povo, para o induzires a pecado tão grave?». Aarão respondeu-lhe: «Não se acenda a cólera do meu senhor. Bem sabes como este povo é inclinado para o mal. Foram eles que me disseram: ‘Faz-nos um deus que vá à nossa frente, porque a esse Moisés, o homem que nos fez sair da terra do Egipto, não sabemos o que lhe aconteceu’. Então eu disse-lhes: ‘Quem tem ouro?’ Eles desfizeram-se do ouro que tinham e deram-mo. Depois eu lancei-o ao fogo e saiu este bezerro». No dia seguinte, Moisés disse ao povo: «Vós cometestes um grande pecado. Mas agora vou subir à presença do Senhor, para ver se posso obter o perdão do vosso pecado». Moisés voltou à presença do Senhor e disse-Lhe: «Este povo cometeu um grande pecado, fabricando um deus de ouro. Se quisésseis ainda perdoar-lhe este pecado... Se não, peço que me risqueis do livro que escrevestes». O Senhor respondeu a Moisés: «Riscarei do meu livro aquele que pecou contra Mim. Agora vai e conduz o povo para onde Eu te disse, que o meu Anjo irá à tua frente. Mas no dia em que Eu tiver de intervir, castigarei o seu pecado».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 105 (106), 19-20.21-22.23 (R. 1a)
Refrão: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Fizeram um bezerro no Horeb
e adoraram um ídolo de metal fundido.
Trocaram a sua glória
pela figura de um boi que come feno. Refrão

Esqueceram a Deus que os salvara,
que realizara prodígios no Egipto,
maravilhas na terra de Cam,
feitos gloriosos no Mar Vermelho. Refrão

E pensava já em exterminá-los,
se Moisés, o seu eleito,
não intercedesse junto d’Ele
e aplacasse a sua ira para os não destruir. Refrão


ALELUIA Tg 1, 18
Refrão: Aleluia Repete-se
Deus Pai nos gerou pela palavra da verdade,
para sermos as primícias das suas criaturas. Refrão


EVANGELHO Mt 13, 31-35
«O grão de mostarda torna-se árvore,
de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos»

Duas breves parábolas sobre o reino de Deus que se completam uma à outra: a do grão de mostarda põe em relevo o contraste entre a pequenez dos começos desse reino e o esplendor do fim que ele há-de atingir; a do fermento, que leveda toda a massa, sublinha a força e energia do fermento e ainda o contraste entre a pequena quantidade do mesmo e a grande quantidade de massa, que ele é capaz de levedar. Assim é o reino de Deus no meio deste mundo.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus disse ainda à multidão a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». Disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor,
os dons que recebemos da vossa generosidade
e trazemos ao vosso altar,
e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça,
nos santifiquem na vida presente
e nos conduzam às alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 102, 2
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças os seus benefícios.

Ou Mt 5, 7-8
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho,
fazei que este dom do seu amor infinito
sirva para a nossa salvação.
Por Nosso Senhor.

 

Santo

S. Marta

 

 

Martirológio

Memória de Santa Marta, que em Betânia, próximo de Jerusalém, recebeu na sua casa o Senhor Jesus e, quando morreu o seu irmão, confessou: “Tu és Cristo, o Filho de Deus, que veio ao mundo”.

 

2.   Comemoração de São Lázaro, irmão de Santa Marta, por quem o Senhor chorou ao saber que estava morto e a quem ressuscitou, e de Santa Maria, sua irmã, que, enquanto Marta se atarefava no serviço de hospedagem, ela estava sentada aos pés do Senhor e escutava a sua palavra.

3.   Em Gangra, na Paflagónia, hoje Çankiri, na Turquia, São Calínico, mártir.

4.   Na Via Portuense, a três milhas de Roma, no cemitério dedicado ao seu nome, São Félix, mártir.

5.   Também em Roma, no cemitério de Generosa, os santos Simplício, Faustino, Viadora e Rufo, mártires.

6.   Em Troyes, na Gália Lionense, na hodierna França, São Lopo, bispo, que foi para a Bretanha juntamente com São Germano de Auxerre para combater a heresia pelagiana, defendeu com a oração a sua cidade do furor de Átila e, depois de exercer de modo admirável o sacerdócio durante cinquenta e dois anos, descansou em paz.

7.   Em Orleães, também na Gália Lionense, São Próspero, bispo.

8.   Em Tromdheim, na Noruega, Santo Olavo, mártir, que, sendo rei deste povo, difundiu no seu reino a fé cristã que conhecera na Inglaterra, debelando com ardor a idolatria, e finalmente morreu apunhalado pelos inimigos.

9*.   Em Roma, o Beato Urbano II, papa, que defendeu a liberdade da Igreja contra as ingerências dos poderes seculares, combateu a simonia e a corrupção do clero e, no Concílio de Clermont, exortou os soldados cristãos a libertar, com o sinal da cruz, os irmãos oprimidos pelos infiéis e o sepulcro do Senhor.

10.   Em Saint-Brieuc, cidade da Bretanha Menor, região da actual França, São Guilherme Pinchon, bispo, que se dedicou à construção da igreja catedral, resplandeceu pela sua bondade e simplicidade e, por defender intrepidamente o seu rebanho e os direitos da Igreja, suportou duros vexames e o exílio.

11*.   Em Omura, no Japão, os beatos mártires Luís Bertran, presbítero da Ordem dos Pregadores, Mâncio da Santa Cruz e Pedro de Santa Maria, religiosos da mesma Ordem, que foram queimados vivos por Cristo.

12*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Carlos Nicolau António Ancel, presbítero da Congregação de Jesus e Maria e mártir, que, durante a Revolução Francesa, encerrado na sórdida galera em ódio ao sacerdócio, consumou o martírio, morrendo contagiado por uma grave enfermidade.

13.   Em Qingyan, cidade do Guizhou, província da China, os santos mártires José Zhang Wenlan, Paulo Chen Changpin, alunos do seminário, João Baptista Lou Tingyin, administrador do seminário, e Marta Wang Louzhi, viúva, que, pela sua fé em Cristo, foram encerrados numa cavidade quente e húmida, sofreram atrozes tormentos e finalmente morreram decapitados.

14♦.   Em La Musse, na Bretanha, região da França, São Luís Martin, pai de Santa Teresa do Menino Jesus.

15*.   Em Esplugues, cidade próxima de Barcelona, na Espanha, o Beato João Baptista Egozcuezábal Aldaz, da Ordem de São João de Deus e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, foi morto em ódio à Igreja.

16*.   Em Calanda, próximo de Teruel, também na Espanha, os beatos Lúcio Martínez Mancebo, presbítero da Ordem dos Pregadores, e companheiros[1], mártires, que, animados pela fortaleza de Cristo, deram a vida na mesma perseguição.

 


[1]  São estes os seus nomes: António López Couceiro, Felicíssimo Díez González, Satúrio Rey Robles, Tirso Manrique Melero, presbíteros; Gumersindo Soto Barros e Lamberto de Navacués y de Juan, religiosos, da Ordem dos Pregadores; e Manuel Albert Ginés, presbítero.

 

17*.   Em Valência, também na Espanha, o Beato José de Calasanz Marqués, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que na mesma perseguição derramou o sangue por Cristo.

18♦.   Em Clot dels Aubins, perto de Lérida, também na Espanha, os beatos Ângelo Maria Prat Hostench, presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e companheiros,[2] mártires, que, durante a mesma perseguição, confirmaram com o seu sangue a plena fidelidade a Cristo.

 


[2]  São estes os seus nomes. Eliseu Maria (Eliseu Maneus Besalduch), Anastásio Maria (Pedro Dorca Coromina), Eduardo Maria (Manuel Serrano Buj), presbíteros; André Corsino Maria (José Solé Rovira), Eliseu Maria (Luís Fontdecava Quiroga), João Maria (João Maria Puigmitjá Rubió), José Maria (Gabriel Escoto Ruiz), Miguel Maria (Miguel Soler Sala), Pedro Maria (Pedro Ferrer Marin), Pedro Tomás Maria (João Prat Colldecarrera), Elias Maria (Genésio Garre Egea), religiosos, todos da Ordem dos Carmelitas Descalços.