Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-08-16

SEXTA-FEIRA da semana XIX

S. Estêvão da Hungria – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Jos 24, 1-13; Sal 135 (136), 1-3. 16-18. 21-22 e 24
Ev Mt 19, 3-12

* Na Ordem dos Carmelitas Descalços – B. Maria Sacrário de S. Luís Gonzaga, virgem e mártir – MF
* Na Ordem da Imaculada Conceição – I Vésp. de S. Beatriz da Silva.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 73, 20.19.22.23
Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança,
não esqueçais para sempre a vida dos vossos fiéis.
Levantai-Vos, Senhor, defendei a vossa causa,
escutai a voz daqueles que Vos procuram.


ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
a quem podemos chamar nosso Pai,
fazei crescer o espírito filial em nossos corações
para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Jos 24, 1-13
«Tirei o vosso pai do outro lado do Eufrates, fiz-vos sair do Egipto
e introduzi-vos nesta terra»

Uma vez chegado à Terra Prometida, Josué, numa grande assembleia, recorda ao povo as grandes maravilhas que Deus tinha feito em seu favor, para que ele se lembre delas, as reconheça, louve a Deus por todas elas e Lhe seja fiel. Os acontecimentos que ouvimos ler na história da salvação querem fazer-nos tomar consciência de tudo o que Deus, através de todos os tempos, tem feito ao seu povo para o conduzir pelo caminho da salvação, e despertar em nós o espírito de louvor e de acção de graças.

Leitura do Livro de Josué
Naqueles dias, Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém. Convocou os anciãos de Israel, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. Josué disse então a todo o povo: «Assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Os vossos antepassados, até Terá, pai de Abraão e de Nacor, habitavam outrora para além do rio Eufrates e serviam outros deuses. Tirei Abraão, vosso pai, do outro lado do Eufrates, fiz que ele atravessasse toda a terra de Canaã e multipliquei a sua descendência. Dei-lhe um filho, Isaac, e a Isaac dei Jacob e Esaú. Concedi a Esaú a região montanhosa de Seir, mas Jacob e os seus filhos desceram para o Egipto. Depois enviei Moisés e Aarão, castiguei o Egipto com os prodígios que nele realizei e fiz que saísseis de lá. Tirei do Egipto os vossos pais e chegastes até ao mar. Os egípcios perseguiram os vossos pais com carros e cavaleiros até ao Mar Vermelho. Mas eles clamaram ao Senhor e o Senhor estendeu trevas entre vós e os egípcios e fez com que o mar fosse contra eles e os submer¬gisse. Os vossos olhos viram o que fiz no Egipto; e depois disto passastes longo tempo no deserto. Do deserto levei-vos à terra dos amorreus, que habitavam além do Jordão. Eles vieram combater-vos, mas Eu entreguei-os nas vossas mãos; e assim tomastes posse da sua terra, porque Eu os destruí diante de vós. A seguir apareceu Balac, filho de Sipor, rei de Moab, que combateu contra Israel e mandou chamar Balaão, filho de Beor, para vos amaldiçoar. Mas Eu não quis ouvir Balaão; ele teve de vos abençoar e assim vos salvei das suas mãos. Por fim atravessastes o Jordão e chegastes a Jericó. Combateram contra vós os que dominavam a cidade __ os amorreus e os perezeus, os cananeus e os hititas, os girgasitas, os hevitas e os jebuseus __ mas Eu entreguei-os nas vossas mãos. Até mandei vespas à vossa frente, para expulsarem diante de vós os dois reis amorreus. Não foi com a vossa espada nem com o vosso arco que tudo isto foi feito. Dei-vos uma terra que não cultivastes, cidades que não construistes e onde agora habitais, vinhas e olivais que não plantastes e de que vos alimentais’».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 135 (136), 1-3.16-18.21-22 e 24
Refrão: É eterna a sua bondade. Repete-se

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom:
é eterna a sua bondade.
Dai graças ao Deus dos deuses:
é eterna a sua bondade.
Dai graças ao Senhor dos senhores:
é eterna a sua bondade. Refrão

Conduziu o seu povo através do deserto:
é eterna a sua bondade.
Feriu grandes reis:
é eterna a sua bondade.
Matou reis poderosos:
é eterna a sua bondade. Refrão

Deu a terra deles em herança:
é eterna a sua bondade.
Em herança a Israel, seu povo:
é eterna a sua bondade.
E libertou-nos dos nossos opressores:
é eterna a sua bondade. Refrão


ALELUIA cf. 1 Tes 2, 13
Refrão: Aleluia. Repete-se.
Escutai o que diz o Senhor,
não como palavra dos homens,
mas como palavra de Deus. Refrão


EVANGELHO Mt 19, 3-12
«Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim»

Jesus afirma a indissolubilidade do matrimónio e exalta o celibato escolhido por amor do reino de Deus, e que é dom do mesmo Deus. O campo onde tão frequentemente se afirma o egoísmo humano, o das opções do coração, é também aquele onde mais se hão-de mostrar as atitudes da fé e do verdadeiro amor, que vencerá toda a espécie de divórcios.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus para O porem à prova e disseram-Lhe: «É permitido ao homem repudiar a sua esposa por qualquer motivo?». Jesus respondeu: «Não lestes que o Criador, no princípio, os fez homem e mulher e disse: ‘Por isso o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e serão os dois uma só carne?’. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Eles objectaram: «Porque ordenou então Moisés que se desse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher?». Jesus respondeu-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim. E Eu digo-vos: Quem repudiar a sua mulher, a não ser em caso de união ilegítima, e casar com outra, comete adultério». Disseram-Lhe os discípulos: Se é esta a situação do homem em relação à mulher, não é conveniente casar-se». Jesus respondeu-lhes: «Nem todos compreendem esta linguagem, senão aquele a quem é concedido. Na verdade, há eunucos que nasceram assim do seio materno, outros que foram feitos pelos homens e outros que se tornaram eunucos por causa do reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor,
os dons que Vós mesmo concedestes à vossa Igreja
e transformai-os, com o vosso poder,
em sacramento da nossa salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 147,12.14
Louva, Jerusalém, o Senhor,
que te saciou com a flor da farinha.

Ou Jo 6, 52
O pão que Eu vos darei, diz o Senhor,
é a minha carne pela vida do mundo.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Nós Vos pedimos, Senhor,
que a comunhão do vosso sacramento nos salve
e nos confirme na luz da vossa verdade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

S. ESTÊVÃO DA HUNGRIA

 

 

Martirológio

Santo Estêvão, rei da Hungria, que, renascido pelo Baptismo e tendo recebido do papa Silvestre II a coroa do reino, impulsionou a propagação da fé cristã entre os Húngaros, organizou a Igreja no seu reino e dotou-a de bens e mosteiros, foi justo e pacífico no governo dos seus súbditos, até que, em Alba Regia, hoje Szekesfehérvar, no dia da Assunção, a sua alma subiu ao Céu.

 

2.   Comemoração de Santo Arsácio, que, no tempo do imperador Licínio, professou a fé cristã e, deixando a vida militar, se retirou para a solidão em Nicomédia; finalmente, vaticinando a iminente destruição da cidade, enquanto orava entregou o seu espírito a Deus.

3.   Em Sion, no território de Valais, na Helvécia, hoje na Suíça, São Teodoro, primeiro bispo desta cidade, que, seguindo o exemplo de Santo Ambrósio, defendeu a fé católica contra os arianos e recebeu com honras solenes as relíquias dos mártires de Agauno.

4*.   Na Bretanha Menor, na hodierna França, Santo Armagilo, eremita.

5*.   No território de Le Mans, na Gália, hoje também na França, São Frambaldo, monge, que seguiu ora a vida solitária ora a vida cenobítica.

6*.   Na floresta de Rennes, na Bretanha Menor, também na França, o Beato Rodolfo de la Fustaie, presbítero, fundador do mosteiro de São Sulpício.

7*.   Em Subiaco, no Lácio, região da Itália, o Beato Lourenço, chamado Lorigado, que, tendo matado um homem acidentalmente, decidiu expiar a sua pena com extrema austeridade e penitência, vivendo solitariamente na caverna de um monte.

8.   Na Lombardia, também na Itália, São Roque, que, nascido em Montpellier, no Languedoc, região da França, adquiriu fama de santidade com a sua piedosa peregrinação através da Itália, cuidando os afectados pela peste.

9*.   Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Ângelo Agostinho Mazzinghi, presbítero da Ordem dos Carmelitas.

10♦.   Em Hagi, no Japão, o Beato Melchior Kumagai Motonao, pai de família e mártir.

11*.   Em Kioto, no Japão, o Beato João de Santa Marta, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, enquanto ia conduzido ao suplício, pregava ao povo e cantava o salmo “Laudate Dóminum, omnes gentes” (Louvai o Senhor, todas as nações).

12*.   Em Kokura, também no Japão, os beatos mártires Simão Bokusai Kyota, catequista, e Madalena Bokusai Kyota, esposos, Tomé Gengoro e Maria, também esposos, e Tiago seu filho, ainda criança, que, por ordem do governador Yetsundo, foram todos crucificados de cabeça para baixo em ódio ao nome de Cristo.

13*.   Num sórdido barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Baptista Ménestrel, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi condenado à galera por causa do seu sacerdócio e, infectado por chagas putrefactas, consumou o seu martírio.

14.   Em Fanjiazhuang, povoação próxima de Wujiao, no Hebei, província da China, Santa Rosa Fan Hui, virgem e mártir, que, na perseguição desencadeada pelos sequazes da seita dos “Yihetuan”, espancada e cheia de feridas, foi lançada ao rio ainda com vida.

15*.   Em Barcelona, na Espanha, a Beata Petra de São José (Ana Josefa Pérez Florido), virgem, que se dedicou diligentemente à assistência dos anciãos abandonados e fundou a Congregação das Irmãs Mães dos Desamparados.

16*.   Em Dénia, na província de Alicante, também na Espanha, o Beato Plácido Garcia Gilaber, religioso da Ordem dos Frades Menores e mártir, que consumou egregiamente o seu combate por Cristo.

17*.   Em Benicassim, localidade próxima de Castellón, também na Espanha, o Beato Henrique Garcia Beltran, diácono da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que pelo martírio se tornou participante na vitória de Cristo.

18*.   Em Picassent, localidade da província de Valência, também na Espanha, o Beato Gabriel María de Benifayó (José Maria Sanchis Mompó), religioso da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores, que, oprimido pela violência dos inimigos da Igreja, foi ao encontro do Senhor.

19♦.   Em Pozoblanco, perto de Córdova, também na Espanha, o Beato António Rodríguez Blanco, presbítero da diocese de Córdova e mártir, que padeceu o martírio na mesma perseguição contra a fé.

20♦.   Em Fuente el Fresno, localidade da província de Ciudad Real, também na Espanha, os beatos mártires Vítor Chumillas Fernández, presbítero, e dezanove companheiros[1] da Ordem dos Frades Menores, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, em ódio à religião foram conduzidos à glória celeste.

 


[1]  São estes os seus nomes: Martinho Lozano Tello, Julião Navio Colado, Domingos Alonso de Frutos, Benigno Prieto del Pozo, Ângelo Hernández-Ranera de Diego, presbíteros; Vicente Majadas Málaga, Valentim Díez Serna, Tiago Maté Calzada, Saturnino Rio Rojo, Raimundo Tejado Librado, Marcelino Ovejero Gómez, José de Vega Pedraza, José Álvarez Rodríguez, Frederico Herrera Bermejo, Félix Maroto Moreno, António Rodrigo Antón, André Majadas Málaga, Anastásio González Rodríguez, Afonso Sánchez Hernández-Ranera, religiosos.