Liturgia diária

Agenda litúrgica

2020-05-19

TERÇA-FEIRA da semana VI

Branco – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. pascal.

L 1 Act 16, 22-34; Sal 137 (138), 1-2a. 2bc-3. 7c-8
Ev Jo 16, 5-11

* Na Ordem Agostiniana – Bb. Clemente de Osimo e Agostinho de Tarano, presbíteros – MO
* Na Ordem Beneditina – S. Celestino, papa e eremita – MF
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – S. Crispim de Viterbo, religioso, da I Ordem – MO
* Nos Irmãos das Escolas Cristãs – B. Rafael Luís Rafiringa, religioso – MF
* Na Congregação das Irmãs Dominicanas da Anunciata – B. Francisco Coll e Guitar, presbítero, Fundador da Congregação – FESTA
* Na Congregação Salesiana – (Évora) – I Vésp. do aniversário da Dedicação da igreja de Nossa Senhora Auxiliadora.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Ap 19, 7.9
Exultemos de alegria e dêmos glória a Deus,
porque o Senhor reina eternamente. Aleluia.


ORAÇÃO COLECTA
Exulte sempre o vosso povo, Senhor, com a renovada juventude da alma, de modo que, alegrando-se agora por se ver restituído à glória da adopção divina, aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 16, 22-34
«Acredita no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua família»

Na cidade de Filipos, a mesma cidade onde se baptizara a primeira cristã da Europa, fruto da pregação de Paulo, aconteceu também a primeira perseguição por parte das autoridades locais. Paulo e seu companheiro são presos; mas a cadeia transforma-se num espaço sagrado para acolher uma assembleia em vigília de oração. E tudo acaba com a iniciação cristã do carcereiro e sua família. A Páscoa continua assim como em perpétua Vigília Pascal, ao longo de toda a vida da Igreja sobre a Terra.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, a multidão dos habitantes de Filipos amotinou-se contra Paulo e Silas e os magistrados mandaram que lhes arrancassem as vestes e os açoitassem. Depois de lhes terem dado muitas vergastadas, meteram-nos na cadeia e ordenaram ao carcereiro que os guardasse cuidadosamente. Ao receber semelhante ordem, o carcereiro lançou-os no calaboiço interior e prendeu-lhes os pés no cepo. Por volta da meia noite, Paulo e Silas, em oração, entoavam louvores a Deus e os outros presos escutavam-nos. De repente, sentiu-se um tremor de terra tão grande que abalou os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e soltaram-se as cadeias de todos os presos. O carcereiro acordou e, ao ver abertas as portas da prisão, puxou da espada e queria suicidar-se, julgando que os presos se tinham evadido. Mas Paulo bradou com voz forte: «Não faças nenhum mal a ti mesmo, pois nós estamos todos aqui». O carcereiro pediu uma luz, correu para dentro e lançou-se, a tremer, aos pés de Paulo e Silas. Depois trouxe-os para fora e perguntou-lhes: «Senhores, que devo fazer para ser salvo?» Eles responderam-lhe: «Acredita no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua família». E anunciaram-lhe a palavra do Senhor, bem como a todos os que viviam em sua casa. O carcereiro, àquela hora da noite, tomou-os consigo, lavou-lhes as feridas e logo recebeu o Baptismo, juntamente com todos os seus. Depois mandou-os subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua família, por ter acreditado em Deus.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 137 (138), 1-2a.2bc-3.7c-8 (R. 7c)
Refrão: A vossa mão direita salvou-me, Senhor. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,
porque ouvistes as palavras da minha boca.
Na presença dos Anjos hei-de cantar-Vos
e adorar-Vos, voltado para o vosso templo santo. Refrão

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade
e fidelidade,
porque exaltastes acima de tudo o vosso nome
e a vossa promessa.
Quando Vos invoquei, me respondestes,
aumentastes a fortaleza da minha alma. Refrão

A vossa mão direita me salvará,
o Senhor completará o que em meu auxílio começou.
Senhor, a vossa bondade é eterna,
não abandoneis a obra das vossas mãos. Refrão


ALELUIA cf. Jo 16, 7.13
Refrão: Aleluia Repete-se

Eu vos enviarei o Espírito da verdade, diz o Senhor;
Ele vos ensinará toda a verdade. Refrão


EVANGELHO Jo 16, 5-11
«Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós»

Jesus “parte” deste mundo pela sua Morte, e “vai” para o Pai. Mas não Se ausenta. Por um lado, leva em Si o homem que veio procurar a este mundo: por outro, continua, e bem vivo e activo, no meio dos seus, pelo seu Espírito. Foi precisamente para que o Espírito de Deus fosse a alma da nova humanidade que Jesus foi até à Cruz e partiu para o Pai. Vivemos agora, no tempo da Igreja, da vida do Espírito de Deus. Foi por isso bom que o Senhor tivesse partido. E é agora, pela acção do Espírito, que se pode fazer justiça à causa de Jesus.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora vou para Aquele que Me enviou e nenhum de vós Me pergunta: ‘Para onde vais?’. Mas por Eu vos ter dito estas coisas, o vosso coração encheu-se de tristeza. No entanto, Eu digo-vos a verdade: É do vosso interesse que Eu vá. Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se Eu for, Eu vo-l’O enviarei. Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do julgamento: do pecado, porque não acreditam em Mim; da justiça, porque vou para o Pai e não Me vereis mais; do julgamento, porque o príncipe deste mundo já está condenado».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei, Senhor, que em todo o tempo possamos alegrar-nos com estes mistérios pascais, de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção seja para nós causa de alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio pascal


ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf . Lc 24, 46.26
Jesus Cristo tinha de padecer e ressuscitar dos mortos
para entrar na sua glória. Aleluia.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Ouvi, Senhor, as nossas preces e fazei que estes santos mistérios da nossa redenção nos auxiliem na vida presente e nos alcancem as alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio

1.   Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia, Santo Urbano I, papa, que, depois do martírio de São Calisto, governou fielmente durante oito anos a Igreja Romana.

2.   Também em Roma, os santos Parténio e Calógero, mártires, que, no tempo do imperador Diocleciano, deram insigne testemunho de Cristo.

3*.   Em Arrás, na Nêustria, actualmente na França, Santo Adolfo, bispo simultaneamente de Arrás e de Cambrai.

4.   Em Cantuária, na Inglaterra, São Dunstano, bispo, que, como abade de Glastonbury, instaurou e propagou a vida monástica, e depois, sucessivamente na sede episcopal de Wincester, de Londres e finalmente de Cantuária, trabalhou para promover a concordância regular dos monges e das monjas.

5.   Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Humiliana, da Ordem Terceira de São Francisco, que suportou admiravelmente os maus tratos do esposo com exemplar paciência e mansidão e, quando ficou viúva, se consagrou totalmente à oração e às obras de caridade.

6.   Em Fumone, perto de Alátri, no Lázio, região da Itália, o dia natal de São Pedro Celestino, que, depois de praticar a vida eremítica nos Abruzos com fama de santidade e dom de milagres, já octogenário foi eleito Pontífice Romano, tomando o nome de Celestino V, mas no mesmo ano abdicou deste cargo e preferiu regressar à solidão.

7.   Num castelo próximo de Tréguier, na Bretanha Menor, região da França, Santo Ivo, presbítero, que exerceu a justiça sem acepção de pessoas, promoveu a concórdia, defendeu as causas dos órfãos, das viúvas e dos pobres por amor de Cristo e recebeu os indigentes em sua casa.

8*.   Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Agostinho Novélli, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, muito afeiçoado à verdadeira humildade e à perfeita observância religiosa.

9*.   Em Granada, na Espanha, os beatos mártires João de Cetina, presbítero, e Pedro de Dueñas, religioso, ambos da Ordem dos Menores Conventuais, que, pela sua profissão de fé em Cristo, foram mortos às mãos do próprio rei dos Mouros.

10*.   Em Suzuta, no Japão, o Beato João de São Domingos Martinez, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que morreu por Cristo no cárcere.

11*.   Em Londres, na Inglaterra, o Beato Pedro Wright, presbítero e mártir, que, tendo professado a fé da Igreja católica e entrado na Companhia de Jesus, onde foi promovido às Ordens Sacras, no tempo da República padeceu o patíbulo de Tyburn por causa do sacerdócio.

12.   Em Fucécchio, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São Teófilo da Corte, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que promoveu muito os santos retiros para os Irmãos e mostrou grande devoção à Paixão do Senhor e à Virgem Maria.

13.   Em Roma, São Crispim de Viterbo, religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que, durante as suas caminhadas pelas populações montanhosas a pedir esmola, ensinava aos camponeses os rudimentos da fé.

14*.   Ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Baptista Xavier Loir (João Luís Loir), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, durante a Revolução Francesa, aprisionado quase octogenário numa galera por causa do sacerdócio, aí foi encontrado de joelhos e morto.

15♦.        Em Fianarantsoa, no Madagáscar, o Beato Rafael Luís Rafiringa, religioso dos Irmãos das Escolas Cristâs, que, convertido do paganismo, manteve a presença e a vitalidade da Igreja em Madagascar quando todos os sacerdotes tinham sido expulsos.

16*.   Em Cartagena, cidade da Colômbia, Santa Maria Bernarda (Verena Bütler), virgem, natural da Suíça, que fundou a Congregação das Irmãs Missionárias Franciscanas de Maria Auxiliadora.

17*.   No campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, na Baviera, região da Alemanha, o Beato José Czempiel, presbítero e mártir, natural da Polónia, que, durante a guerra, morrendo numa câmara de gás letal, se associou ao sacrifício de Cristo.

18♦.        Em Partinico, localidade da Sicília, região da Itália, a Beata Josefina Suriano (Pina Suriano), leiga consagrada.