Liturgia diária

Agenda litúrgica

2020-05-24

DOMINGO VII DA PÁSCOA

ASCENSÃO DO SENHOR – SOLENIDADE
Branco – Ofício da solenidade. Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. da Ascensão.

L 1 Act 1, 1-11; Sal 46 (47), 2-3. 6-7. 8-9
L 2 Ef 1, 17-23
Ev Mt 28, 16-20

* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Proibidas as Missas em oratórios privados.
* Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social.
* Em todas as Dioceses de Portugal – Ofertório para os Meios de Comunicação Social.
* II Vésp. da solenidade – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Ano A

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Actos 1, 11
Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu?
Como vistes Jesus subir ao céu, assim há-de vir na sua glória. Aleluia.


Diz-se o Glória.


ORAÇÃO COLECTA
Deus omnipotente,
fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças,
porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança:
tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça,
para aí nos chama como membros do seu Corpo.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 1, 1-11
«Elevou-Se à vista deles»

A Ascensão de Jesus é a última aparição do Ressuscitado que não só dá testemunho da verdade da Ressurreição, como faz compreender que Jesus vive agora na glória do Pai. A Ascensão manifesta assim o sentido pleno da Páscoa: depois de destruir o pecado e a morte com a sua Morte e Ressurreição, Jesus Cristo introduz o homem, que tinha assumido na Encarnação, na glória de seu Pai. O livro dos Actos dos Apóstolos, que apresenta a vida dos primeiros dias da Igreja, começa pela Ascensão do Senhor; assim nos é dado a compreender que a Igreja continua agora a presença de Jesus entre os homens, até que Ele venha, de novo, no fim dos tempos, para pôr o termo à história e nos sentar consigo à direita do Pai.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?». Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 46 (47), 2-3.6-7.8-9 (R. 6)
Refrão: Por entre aclamações e ao som da trombeta,
ergue-Se Deus, o Senhor. Repete-se
Ou: Ergue-Se Deus, o Senhor,
em júbilo e ao som da trombeta. Repete-se

Povos todos, batei palmas,
aclamai a Deus com brados de alegria,
porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,
o Rei soberano de toda a terra. Refrão

Deus subiu entre aclamações,
o Senhor subiu ao som da trombeta.
Cantai hinos a Deus, cantai,
cantai hinos ao nosso Rei, cantai. Refrão

Deus é Rei do universo:
cantai os hinos mais belos.
Deus reina sobre os povos,
Deus está sentado no seu trono sagrado. Refrão


LEITURA II Ef 1, 17-23
«Colocou-O à sua direita nos Céus»

Sentando-se à direita do Pai, Jesus introduz a humanidade na comunhão definitiva com Deus. É este o fruto do seu sacrifício na Cruz, a comunhão com o Pai, e é a esperança de todos os que n’Ele crêem.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios
Irmãos: O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação para O conhecerdes plenamente e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes. Assim o mostra a eficácia da poderosa força que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus, acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir. Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.
Palavra do Senhor.


ALELUIA Mt 28, 19a.20b
Refrão: Aleluia. Repete-se
Ide e ensinai todos os povos, diz o Senhor:
Eu estou sempre convosco
até ao fim dos tempos. Refrão


EVANGELHO Mt 28, 16-20
«Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra»

A Ascensão não é uma ausência, mas uma plenitude. O Senhor não abandona os seus na terra. Ele é, pela Ressurreição, o “Senhor” que domina o Céu e a terra. E continua presente e activo no meio de nós pelo seu Espírito que está na Igreja: na palavra de Deus, na acção dos Sacramentos, no amor da comunidade dos crentes vindos de todas as nações e em cada baptizado. E para que a sua presença possa chegar a todos os homens, a todos o Senhor envia agora os seus Apóstolos.

Conclusão do santo Evangelho segundo São Mateus
Naquele tempo, os Onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».
Palavra da salvação.



MEDITAÇÃO

A Ascensão de Jesus não é uma fuga da humanidade depois “de um passeio turístico pela condição humana”. Nem o passeio foi turístico, antes pelo contrário, nem Jesus nos abandona à nossa condição. Se confessamos a fé, dizendo que Jesus subiu ao Céu, é o mesmo que dizer que, antes, ele baixou às misérias humanas para depois ultrapassar todas as debilidades potenciando a humanidade até à glorificação com Deus. Primeiro, Ele redimiu-nos, salvou-nos. E só depois disto é que nos deixa a possibilidade de orientar a nossa vida com a sua grandeza e as suas limitações.

1.    Sobe aquele que desceu

– Jesus volta para o Pai, eleva-se ao mais alto da glória, retoma o seu lugar no Céu depois de ter percorrido os caminhos dos homens… Por ter dado a sua vida como a deu é que se pode elevar ao mais alto da glória…
– Ele “esvaziou-se a si mesmo tomando a condição de servo,… tornando-se semelhante aos homens rebaixou-se a si mesmo… e por isso é que Deus o elevou acima de tudo” (Fl 2,7-9)…
– Aquele que hoje contemplamos à direita do Pai, acima de todos os poderes, é o mesmo de quem ouvimos dizer em Sexta-Feira Santa: “O meu servo terá êxito, será muito engrandecido e exaltado… Vimo-lo sem aspecto atraente, desprezado e abandonado, cheio de dores no sofrimento, menosprezado e desconsiderado,,, Carregou as nossas dores, foi humilhado, ferido, esmagado… Carregou os nossos crimes... Como um cordeiro foi levado ao matadouro… foi-lhe dada sepultura entre os ímpios, sofreu pelos culpados…” Por ter sido humilhado é que foi exaltado…
– A Ascensão de Jesus dá suporte à esperança a que todos somos chamados: a nossa sede de eternidade confirma-se na exaltação de Jesus…
– Como diz o Evangelho de S. Mateus, quando os discípulos viram Jesus no monte da Galileia, sentiram um misto de admiração pela glória de Jesus e também de dúvida. É a expressão da nossa condição humana repartida entre a experiência de Deus, que é de exaltação e glória, e a condição ainda frágil da humanidade…

2.    Levantado com dignidade

– Quer isto dizer que, os discípulos de Jesus, quanto mais se humilham mais são levantados (o dito popular diz que “quanto mais se sobe, maior é o tombo”…) Os seguidores de Jesus, se sobem, devem fazê-lo com dignidade, assumindo a fragilidade humana, não a qualquer preço como sugere esta expressão…
– Para nós, tudo o que se passou com Jesus é um modelo de vida: também a Ascensão porque Jesus afirmou e repetiu várias vezes: “onde eu estiver, aí estará também o meu servo…” Se Jesus agora está na glória, participaremos dessa glória…

3.    A alegria da fé

– A Ascensão de Jesus é um motivo de alegria: alegria que tem o seu fundamento na fé, no sentir que a nossa vocação é para o alto, para o Céu…
– Contrariamente ao que muitas vezes se pretende comunicar, e que os nossos comportamentos, por vezes, também dão a entender, a vocação cristã é de glorificação… A nossa vida está em Deus… Devemos procurar as coisas do alto… a nossa vocação é para a eternidade com Deus…
– O mandato missionário do final do Evangelho de S. Mateus é uma proposta de acção e de alegria no anúncio do Evangelho (tema querido ao Papa Francisco) … E a garantia que Jesus dá tem esse alcance de eternidade: Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos…


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, o sacrifício que Vos oferecemos
ao celebrar a admirável ascensão do vosso Filho
e, por esta sagrada permuta de dons,
fazei que nos elevemos às realidades do Céu.
Por Nosso Senhor.


Prefácio da Ascensão


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus eterno e omnipotente,
que durante a nossa vida sobre a terra
nos fazeis saborear os mistérios divinos,
despertai em nós os desejos da pátria celeste,
onde já se encontra convosco, em Cristo,
a nossa natureza humana.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio

1.   Comemoração de São Mánaen, irmão colaço do tetrarca Herodes, que foi doutor e profeta na Igreja de Antioquia, sob a graça do Novo Testamento.

2.   Comemoração da Beata Joana, esposa de Cuza, procurador de Herodes, que, juntamente com outras mulheres, serviam Jesus e os Apóstolos conforme as suas possibilidades e no dia da Ressurreição do Senhor encontrou a pedra do túmulo removida e foi anunciá-lo aos discípulos.

3.   Em Listra, na Licaónia, na actual Turquia, São Zoelo, mártir.

4.   Em Trieste, na Ístria, hoje no Friúli-Venézia Giúlia, região da Itália, São Sérvulo, mártir.

5.   Em Nantes, na Gália Lionense, actualmente na França, os santos irmãos Donaciano e Rogaciano, mártires, dos quais, segundo a tradição, o primeiro tinha recebido o Baptismo, enquanto o segundo ainda era catecúmeno; na hora extrema do combate, Donaciano beijou o irmão e orou a Deus para que ele, que não tinha podido tingir-se na sagrada fonte baptismal, merecesse ser aspergido na corrente do seu sangue.

6.   Comemoração dos santos trinta e oito mártires, que, segundo a tradição, foram decapitados em Filipópolis, na Trácia, hoje Plovdiv, na actual Bulgária, no tempo de Diocleciano e Maximiniano.

7.   No mosteiro de Lérins, na Provença, actualmente na França, São Vicente, presbítero e monge, muito ilustre pela doutrina cristã e santidade de vida e diligentemente dedicado ao progresso das almas na fé.

8.   No monte Admirável, na Síria, São Simeão Estilita o Jovem, presbítero e anacoreta, que viveu sobre uma coluna em união com Cristo, compôs vários tratados sobre a vida ascética e foi dotado de grandes dons carismáticos.

9*.   Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato Filipe, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que, para mais severamente se mortificar na carne, usava uma couraça de ferro.

10*.   Em Marrocos, o Beato João de Prado, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que foi enviado para a África, a fim de prestar auxílio espiritual aos cristãos reduzidos à escravidão nos reinos dos infiéis; mas tendo sido preso, confessou vigorosamente a sua fé em Cristo perante o tirano Molay al-Walid, por ordem do qual sofreu o martírio na fogueira.

11.   Em Seul, na Coreia, os santos mártires Agostinho Yi Kwang-hon, em cuja casa se lia a Sagrada Escritura, Águeda Kim A-gi, mãe de família, que recebeu o Baptismo no cárcere, e sete companheiros[1], que foram todos degolados pela sua fé em Cristo. 

 


[1]  São estes os seus nomes: Damião Nam Myong-hyog, catequista; Madalena Kim O-bi, Bárbara Han A-gi, Ana Pak A-gi, Águeda Yi So-sa, Lúcia Pak Hui-sun, Pedro Kwon Tu-gin.

 

12.   Em Saint-Hyacinte, cidade do Canadá, o Beato Luís Zeferino Moreau, bispo, que, nas suas múltiplas actividades pastorais, tinha sempre a intenção de sentir-se ardentemente unido com a Igreja.