Liturgia diária

Agenda litúrgica

2021-07-25

DOMINGO XVII DO TEMPO COMUM

Verde – Ofício do domingo (Semana I do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. dominical.

L 1 2 Re 4, 42-44; Sal 144 (145), 10-11. 15-16. 17-18
L2 Ef 4, 1-6
Ev Jo 6, 1-15

* Dia Mundial dos Avós e dos Idosos
* Proibidas as Missas de defuntos, exceto a exequial.
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Ano B

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 67, 6-7.36
Deus vive na sua morada santa,
Ele prepara uma casa para o pobre.
É a força e o vigor do seu povo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus, protector dos que em Vós esperam,
sem Vós nada tem valor, nada é santo.
Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia,
para que, conduzidos por Vós,
usemos de tal modo os bens temporais
que possamos aderir desde já aos bens eternos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I 2 Reis 4, 42-44
«Comerão e ainda há-de sobrar»

A liturgia continua em si a mesma linha de pensamento e até de acção da Sagrada Escritura. Assim, hoje, faz-nos ler duas passagens semelhantes, uma do Antigo, outra do Novo Testamento: duas multiplicações do pão. Em ambas se pode ver o mesmo dedo de Deus, amigo dos homens, capaz de lhes dar o alimento de que precisam, e, ao mesmo tempo, em ambas se manifesta que é Ele quem está sempre nos gestos e nas palavras dos que actuam e falam em seu nome.

Leitura do Segundo Livro dos Reis
Naqueles dias, veio um homem da povoação de Baal-Salisa e trouxe a Eliseu, o homem de Deus, pão feito com os primeiros frutos da colheita. Eram vinte pães de cevada e trigo novo no seu alforge. Eliseu disse: «Dá-os a comer a essa gente». O servo respondeu: «Como posso com isto dar de comer a cem pessoas?». Eliseu insistiu: «Dá-os a comer a essa gente, porque assim fala o Senhor: ‘Comerão e ainda há-de sobrar’». Deu-lhos e eles comeram, e ainda sobrou, segundo a palavra do Senhor.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 10-11.15-16.17-18 (R. cf. 16)
Refrão: Abris, Senhor, as vossas mãos
e saciais a nossa fome. Repete-se

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos. Refrão

Todos têm os olhos postos em Vós,
e a seu tempo lhes dais o alimento.
Abris as vossas mãos
e todos saciais generosamente. Refrão

O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade. Refrão


LEITURA II Ef 4, 1-6
«Um só Corpo, um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo»

Durante alguns domingos, sete, vamos ler a Epístola aos Efésios. É uma carta maravilhosa, escrita, como algumas outras, da prisão, e em que se aprofunda, de maneira particular, o mistério de Cristo e a vida vivida segundo esse mistério. Hoje insiste-se na unidade que deve reinar entre os cristãos, unidade não apenas de fora, mas de coração, porque todos somos um só, participantes da unidade de Deus, que d’Ele nos vem por Cristo.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios
Irmãos: Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados: procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade; empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, como há uma só esperança na vida a que fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, actua em todos e em todos Se encontra.
Palavra do Senhor.


ALELUIA Lc 7, 16
Refrão: Aleluia. Repete-se
Apareceu entre nós um grande profeta:
Deus visitou o seu povo. Refrão


EVANGELHO Jo 6, 1-15
«Distribuiu-os e comeram quanto quiseram»

A multiplicação dos pães situa-se próximo da Páscoa. Hoje lemos o facto; nos dias seguintes ouviremos o comentário, a catequese que o próprio Senhor Jesus fará deste facto. Mas a multiplicação dos pães e dos peixes é apresentada nos termos da celebração eucarística. Depois da catequese sobre o Baptismo na fala com Nicodemos, depois da referência constante ao Espírito Santo, começamos hoje a catequese sobre a Eucaristia. Estamos no ambiente da iniciação cristã.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?». Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?». Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor,
os dons que recebemos da vossa generosidade
e trazemos ao vosso altar,
e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça,
nos santifiquem na vida presente
e nos conduzam às alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 102, 2
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças os seus benefícios.

Ou Mt 5, 7-8
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho,
fazei que este dom do seu amor infinito
sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Santo

S. TIAGO, Apóstolo

 

 

Martirológio

Festa de São Tiago, Apóstolo, filho de Zebedeu e irmão de São João Evangelista, que, com Pedro e João foi testemunha da transfiguração do Senhor e da sua agonia. Próximo da festa da Páscoa, decapitado por Herodes Antipas, foi o primeiro dos Apóstolos a receber a coroa do martírio.

 

2.   Em Lícia, na actual Turquia, São Cristóvão, mártir.

3.   Em Barcelona, na Hispânia Tarraconense, São Cucufate, mártir, que, trespassado por uma espada durante a perseguição do imperador Diocleciano, subiu vitorioso para ao Céu.

4.   Em Cesareia, na Palestina, os santos Valentina, Teia e Paulo, mártires na perseguição do imperador Maximiano, sob a prefeitura de Firmiliano. A virgem Valentina, depois de ter derrubado a ara levantada para os ídolos pagãos, juntamente com a virgem Teia, sofreu cruéis torturas e, lançada ao fogo, correu ao encontro do Esposo. Paulo, condenado à morte, tendo conseguido um breve tempo para orar, implorou de todo o coração a salvação de todos e, decapitado, recebeu a coroa do martírio.

5.   Em Nicomédia, na Bitínia, hoje Izmit, na Turquia, o passamento de Santa Olimpíades, viúva, que, tendo perdido o esposo ainda jovem, passou piedosíssimamente o resto da sua vida em Constantinopla entre as mulheres consagradas a Deus, ajudando os pobres e permaneceu sempre fiel colaboradora de São João Crisóstomo, também no seu exílio.

6.   Em Tréveris, na Renânia da Austrásia, na actual Alemanha, São Magnerico, bispo, que foi discípulo de São Nicécio, fiel companheiro no seu exílio e imitador do seu zelo pastoral quando lhe sucedeu no episcopado.

7*.   Também em Tréveris, os santos Beato e Banto, presbíteros, que levaram vida eremítica no tempo de São Magnerico.

8*.   Em Metz, na Gália Bélgica, actualmente na França, Santa Glodesinda, abadessa.

9.   Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, São Teodemiro, monge de Carmona e mártir ainda jovem durante a perseguição dos Mouros.

10*.   Em Angers, na França, o Beato João Soreth, presbítero da Ordem dos Carmelitas, que ele conduziu a uma observância mais estreita e dotou de conventos de monjas.

11*.   Em Camerino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato Pedro Corradini de Molliano, presbítero da Ordem dos Menores, insigne pela sua pregação evangélica, pelas suas virtudes e pela fama dos seus milagres.

12*.   Em Salsete, na Índia, os beatos mártires Rodolfo Acquaviva, Afonso Pacheco, Pedro Berna, António Francisco, presbíteros, e Francisco Aranha, religioso, todos da Companhia de Jesus, que foram mortos pelos infiéis por terem exaltado a cruz.

13*.   Em Bobino, na Apúlia, região da Itália, o Beato António Lúcci, bispo, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que resplandeceu pela sua eminente doutrina e se dedicou de tal modo a socorrer os pobres que esquecia as suas próprias necessidades.

14*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Miguel Luís Brulard, presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi encarcerado em desumanas condições por ser sacerdote e morreu consumido pela enfermidade. 

15*.   Em Madrid, na Espanha, Santa Maria do Carmo Sallés y Barangueras, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição, para a formação das mulheres piedosas e incultas.

16♦.   Em Vera Cruz, no México, o Beato Ângelo Dario Acosta Zurita, presbítero de Veracruz (México) e mártir.

17*.   Em Urda, próximo de Toledo, na Espanha, os beatos mártires Pedro do Coração de Jesus (Pedro Largo Redondo), presbítero e Bento de Nossa Senhora de Villar (Bento Solano Ruiz), religiosos da Congregação da Paixão, que, fuzilados por causa da sua fé cristã durante a grande perseguição, alcançaram a palma do martírio.

18.   Em Talavera de la Reina, próximo de Toledo, também na Espanha, os beatos mártires Frederico (Carlos Frederico Rúbio Álvarez), presbítero, Primo Martínez de San Vicente Castillo, Jerónimo Ochoa Urdangarin e João da Cruz (Elói Francisco Delgado Pastor), religiosos, todos da Ordem Hospitalar de São João de Deus, que, na mesma perseguição, num julgamento sumário, alcançaram a coroa de glória.

19*.   Em Monzon, localidade próxima de Huesca, também na Espanha, o Beato Dionísio Pamplona Polo, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes das Escolas Pias e mártir, assassinado no mesmo tempo em ódio à fé cristã.

20*.   Em Motril, localidade próxima de Granada, no litoral da Espanha, os beatos Deográcias Palácios, Leão Inchausti, José Rada, Julião Moreno, presbíteros, e José Díez Rodríguez, religioso, todos militantes de Cristo na Ordem dos Agostinhos Recoletos, que, na mesma perseguição, foram inesperadamente cercados pela multidão e imediatamente fuzilados na praça pública.

21♦.   Em Algodor, perto de Madrid, também na Espanha, os beatos José Luís Palácio Muñiz e António Varona Ortega, presbíteros; Higínio Roldán Irribérri e João Crespo Calleja, religiosos, todos da Ordem dos Pregadores e mártires.

22♦.   Em Montcada, localidade da Catalunha, também na Espanha, os beatos mártires Gabriel da Anunciação (Jaime Balcells Grau) e Eduardo do Menino Jesus (Ricardo Farré Masip), presbíteros da Ordem dos Carmelitas Descalços, e companheiros[1].

 


[1]  São estes os seus nomes: José Bento (José Más Pujobras), Vicente Justino (Vicente Fernández Castrillo) e Arnoldo Julião (Jesus João Otero), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs; e Benedito José (José Bardalet Compte) e Mariano Leão (Santos López Martínez), religiosos da Congregação dos Irmãos Maristas.

 

23♦.   Em Madrid, também na Espanha, o Beato José López Tascón, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir.

24*.   No campo de concentração de Dzialdowo, na Polónia, a beata Maria Teresa Kowalska, virgem das Clarissas Capuchinhas e mártir, que, no tempo da ocupação da Polónia durante a guerra, foi encarcerada por perseverar firme na fé e esperou o seu último dia fortalecida pela sua plena confiança em Cristo.