Liturgia diária

Agenda litúrgica

2021-07-29

Quinta-feira da semana XVII

SS. Marta, Maria e Lázaro – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 Ex 40, 16-21. 34-38; Sal 83 (84), 3. 4. 5-6a e 8b. 11
ou 1 Jo 4, 7-16 (apropriada)
Ev Jo 11, 19-27 (própria)

* Na Ordem Beneditina – SS. Marta e Maria e S. Lázaro, hospedeiros do Senhor – MO
* Na Ordem de Cister e na Ordem Cisterciense da Estrita Observância – SS. Marta, Maria e Lázaro, hospedeiros do Senhor – MO
* Na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus – SS. Marta e Maria e S. Lázaro, hospedeiros do Senhor – FESTA
* Nas Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados – S. Marta, Padroeira – SOLENIDADE

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 67, 6-7.36
Deus vive na sua morada santa,
Ele prepara uma casa para o pobre.
É a força e o vigor do seu povo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus, protector dos que em Vós esperam:
sem Vós nada tem valor, nada é santo.
Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia,
para que, conduzidos por Vós,
usemos de tal modo os bens temporais
que possamos aderir desde já aos bens eternos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Ex 40, 16-21.34-38
«A nuvem cobriu a Tenda da Reunião
e a glória do Senhor encheu o Tabernáculo»

Uma vez construído o Tabernáculo, que foi, no tempo do deserto, o antecedente do futuro Templo em Jerusalém, a nuvem poisou sobre ele, indicando assim a especial presença de Deus naquele lugar. Deus procurou sempre tornar visível a sua presença no meio do povo através de sinais. Para Israel, o Tabernáculo onde se encontrava a arca com as tábuas da aliança, foi um dos lugares mais privilegiados da presença de Deus. Mas, quando Deus assumiu figura humana em Jesus Cristo, aquele sinal caducou. O imperfeito cedeu o lugar ao perfeito. A humanidade de Jesus Cristo é agora o verdadeiro Tabernáculo de Deus no meio dos homens.

Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, Moisés fez tudo como o Senhor lhe tinha ordenado. No primeiro dia do primeiro mês do ano segundo, foi erguido o Tabernáculo. Moisés construiu assim o Tabernáculo: assentou as bases, colocou as pranchas, aplicou as travessas e levantou as colunas. Depois estendeu a Tenda sobre o Tabernáculo e pôs sobre ele a cobertura da Tenda, conforme o Senhor lhe tinha ordenado. Colocou as tábuas da Lei dentro da Arca; pôs os varais na Arca e, sobre esta, o propiciatório. Levou a Arca para dentro do Tabernáculo e colocou o véu de protecção para encobrir a Arca da Lei, conforme o Senhor lhe tinha ordenado. Então a nuvem cobriu a Tenda da Reunião e a glória do Senhor encheu o Tabernáculo. Moisés não podia entrar na Tenda da Reunião, porque a nuvem estava poisada sobre ela e a glória do Senhor enchia o Tabernáculo. Sempre que a nuvem se elevava acima do Tabernáculo, os filhos de Israel levantavam o acampamento para nova jornada. Mas se a nuvem não se elevava, eles não se moviam enquanto ela não se elevasse de novo. De dia repousava a nuvem do Senhor sobre o Tabernáculo e de noite aparecia fogo sobre ele, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 83 (84), 3.4.5-6a e 8b.11 (R. 2)
Refrão: Como é agradável a vossa morada,
Senhor do Universo! Repete-se

A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo. Refrão

Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus. Refrão

Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Felizes os que em Vós encontram a sua força,
os que caminham para ver a Deus em Sião. Refrão

Um dia em vossos átrios
vale por mais de mil longe de Vós.
Antes quero ficar no vestíbulo da casa do meu Deus,
do que habitar nas tendas dos pecadores. Refrão


ALELUIA cf. Actos 16, 14b
Refrão: Aleluia Repete-se
Abri, Senhor, o nosso coração,
para recebermos a palavra do vosso Filho. Refrão


EVANGELHO Mt 13, 47-53
«Escolhem os bons para os cestos
e o que não presta deitam-no fora»

Uma nova parábola pretende fazer compreender o que é o reino dos Céus. Se o entenderam, os discípulos estão agora capazes de o anunciar aos outros. Esta nova parábola refere-se à presença simultânea de bons e maus no seio da comunidade cristã até ao fim dos tempos. Mas nesta parábola insiste-se particularmente no perigo que ameaça aquilo “que não presta”, como diz o texto. Isso não poderá ser recebido no reino dos Céus, quando chegar a hora de se fazer a recolha da rede.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas». Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor,
os dons que recebemos da vossa generosidade
e trazemos ao vosso altar,
e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça,
nos santifiquem na vida presente
e nos conduzam às alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 102, 2
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças os seus benefícios.

Ou Mt 5, 7-8
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho,
fazei que este dom do seu amor infinito
sirva para a nossa salvação.
Por Nosso Senhor.

 

Santo

SS. Marta, Maria e Lázaro

 

 

Martirológio

Memória dos santos Marta, Maria e Lázaro, irmãos, que, em espírito familiar hospedaram o Senhor Jesus em sua casa de Betânia, abrindo os ouvidos e os corações para escutar as divinas palavras sobre o reino dos céus, acreditando n’Ele, que venceu a morte com a ressurreição.  

 

Ver nº 1

3.   Em Gangra, na Paflagónia, hoje Çankiri, na Turquia, São Calínico, mártir.

4.   Na Via Portuense, a três milhas de Roma, no cemitério dedicado ao seu nome, São Félix, mártir.

5.   Também em Roma, no cemitério de Generosa, os santos Simplício, Faustino, Viadora e Rufo, mártires.

6.   Em Troyes, na Gália Lionense, na hodierna França, São Lopo, bispo, que foi para a Bretanha juntamente com São Germano de Auxerre para combater a heresia pelagiana, defendeu com a oração a sua cidade do furor de Átila e, depois de exercer de modo admirável o sacerdócio durante cinquenta e dois anos, descansou em paz.

7.   Em Orleães, também na Gália Lionense, São Próspero, bispo.

8.   Em Tromdheim, na Noruega, Santo Olavo, mártir, que, sendo rei deste povo, difundiu no seu reino a fé cristã que conhecera na Inglaterra, debelando com ardor a idolatria, e finalmente morreu apunhalado pelos inimigos.

9*.   Em Roma, o Beato Urbano II, papa, que defendeu a liberdade da Igreja contra as ingerências dos poderes seculares, combateu a simonia e a corrupção do clero e, no Concílio de Clermont, exortou os soldados cristãos a libertar, com o sinal da cruz, os irmãos oprimidos pelos infiéis e o sepulcro do Senhor.

10.   Em Saint-Brieuc, cidade da Bretanha Menor, região da actual França, São Guilherme Pinchon, bispo, que se dedicou à construção da igreja catedral, resplandeceu pela sua bondade e simplicidade e, por defender intrepidamente o seu rebanho e os direitos da Igreja, suportou duros vexames e o exílio.

11*.   Em Omura, no Japão, os beatos mártires Luís Bertran, presbítero da Ordem dos Pregadores, Mâncio da Santa Cruz e Pedro de Santa Maria, religiosos da mesma Ordem, que foram queimados vivos por Cristo.

12*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Carlos Nicolau António Ancel, presbítero da Congregação de Jesus e Maria e mártir, que, durante a Revolução Francesa, encerrado na sórdida galera em ódio ao sacerdócio, consumou o martírio, morrendo contagiado por uma grave enfermidade.

13.   Em Qingyan, cidade do Guizhou, província da China, os santos mártires José Zhang Wenlan, Paulo Chen Changpin, alunos do seminário, João Baptista Lou Tingyin, administrador do seminário, e Marta Wang Louzhi, viúva, que, pela sua fé em Cristo, foram encerrados numa cavidade quente e húmida, sofreram atrozes tormentos e finalmente morreram decapitados.

14♦.   Em La Musse, na Bretanha, região da França, São Luís Martin, pai de Santa Teresa do Menino Jesus.

15*.   Em Esplugues, cidade próxima de Barcelona, na Espanha, o Beato João Baptista Egozcuezábal Aldaz, da Ordem de São João de Deus e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, foi morto em ódio à Igreja.

16*.   Em Calanda, próximo de Teruel, também na Espanha, os beatos Lúcio Martínez Mancebo, presbítero da Ordem dos Pregadores, e companheiros[1], mártires, que, animados pela fortaleza de Cristo, deram a vida na mesma perseguição.

 


[1]  São estes os seus nomes: António López Couceiro, Felicíssimo Díez González, Satúrio Rey Robles, Tirso Manrique Melero, presbíteros; Gumersindo Soto Barros e Lamberto de Navacués y de Juan, religiosos, da Ordem dos Pregadores; e Manuel Albert Ginés, presbítero.

 

17*.   Em Valência, também na Espanha, o Beato José de Calasanz Marqués, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que na mesma perseguição derramou o sangue por Cristo.

18♦.   Em Clot dels Aubins, perto de Lérida, também na Espanha, os beatos Ângelo Maria Prat Hostench, presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e companheiros,[2] mártires, que, durante a mesma perseguição, confirmaram com o seu sangue a plena fidelidade a Cristo.

 


[2]  São estes os seus nomes. Eliseu Maria (Eliseu Maneus Besalduch), Anastásio Maria (Pedro Dorca Coromina), Eduardo Maria (Manuel Serrano Buj), presbíteros; André Corsino Maria (José Solé Rovira), Eliseu Maria (Luís Fontdecava Quiroga), João Maria (João Maria Puigmitjá Rubió), José Maria (Gabriel Escoto Ruiz), Miguel Maria (Miguel Soler Sala), Pedro Maria (Pedro Ferrer Marin), Pedro Tomás Maria (João Prat Colldecarrera), Elias Maria (Genésio Garre Egea), religiosos, todos da Ordem dos Carmelitas Descalços.