Liturgia diária

Agenda litúrgica

2022-01-04

Terça-feira depois da Epifania

Branco – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. da Epifania ou do Natal.
L1: 1 Jo 4, 7-10; Sal 71 (72), 2. 3-4ab. 7-8
Ev: Mc 6, 34-44

* Na Ordem dos Carmelitas Descalços – S. Ciríaco Elias Chavara, presbítero – MF
* Na Ordem de São Domingos – S. Zedislava de Lemberk – MF
* Na Ordem Franciscana (III Ordem) – B. Ângela de Folinho, religiosa, da III Ordem – MF
* Na Congregação da Missão e na Companhia das Filhas da Caridade – S. Isabel Ana Seton, religiosa – MO

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 117, 26-27
Bendito o que vem em nome do Senhor.
O Senhor fez brilhar sobre nós a sua luz.


ORAÇÃO COLECTA
Deus omnipotente, cujo Filho Unigénito Se manifestou aos homens na realidade da nossa natureza, concedei-nos que, reconhecendo-O exteriormente semelhante a nós, sejamos por Ele interiormente renovados. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I 1 Jo 4, 7-10
«Deus é amor»

Deus é a fonte do amor. Deus ama os homens, ama o seu povo, manifestou este amor desde sempre, mas foi sobretudo ao enviar ao mundo o seu Filho que Ele manifestou este amor. A grande Manifestação que a Epifania celebra é em última análise a do amor de Deus, amor que se revela tanto maior quanto é verdade que o Filho de Deus veio para os homens quando eles ainda eram pecadores, não purificados pelo Sangue do Salvador.

Leitura da Primeira Epístola de São João
Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o seu amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e nos enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 71 (72), 2.3-4ab.7-8. (R. cf. 11)
Refrão: Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra. Refrão

Deus, concedei ao rei o poder de julgar
e a vossa justiça ao filho do rei.
Ele governará o vosso povo com justiça
e os vossos pobres com equidade. Refrão

Os montes trarão a paz ao povo
e as colinas a justiça.
Ele fará justiça aos humildes
e salvará os indigentes. Refrão

Florescerá a justiça nos seus dias
e uma grande paz até ao fim dos tempos.
Ele dominará de um ao outro mar,
do grande rio até aos confins da terra. Refrão


ALELUIA Lc 4, 18
Refrão: Aleluia Repete-se

O Senhor enviou-me a anunciar aos pobres a boa nova,
a proclamar aos cativos a redenção. Refrão


EVANGELHO Mc 6, 34-44
Ao multiplicar os pães, Jesus manifestou-Se como profeta

Estamos no tempo da Epifania, da Manifestação do Senhor, isto é, das manifestações de Jesus que O revelam como Filho de Deus e Deus Ele mesmo. Hoje Jesus manifesta-Se Senhor da própria natureza, cujas leis estão nas suas mãos; manifesta-Se como o novo Moisés, ao alimentar o povo no deserto, ao ter compaixão das multidões, guiando-as como Pastor e instruindo-as como Mestre.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou então a ensiná-los demoradamente. Como a hora ia já muito adiantada, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «O local é deserto e a hora já vai adiantada. Manda-os embora, para irem aos casais e aldeias mais próximas comprar de comer». Jesus respondeu-lhes: «Dai-lhes vós mesmos de comer». Disseram-Lhe eles: «Havemos de ir comprar duzentos denários de pão, para lhes darmos de comer?» Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes? Ide ver». Eles foram verificar e responderam: «Temos cinco pães e dois peixes». Ordenou-lhes então que os fizessem sentar a todos, por grupos, sobre a verde relva. Eles sentaram-se, repartindo-se em grupos de cem e de cinquenta. Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou a bênção. Depois partiu os pães e foi-os dando aos discípulos, para que eles os distribuíssem. Repartiu por todos também os peixes. Todos comeram até ficarem saciados; e encheram ainda doze cestos com os pedaços de pão e de peixe. Os que comeram dos pães eram cinco mil homens.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Ef 2, 4; Rom 8, 3
Deus amou-nos com amor infinito.
Por isso enviou o seu Filho ao mundo
com uma natureza semelhante à do homem pecador.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus de infinita bondade, que, pela participação neste sacramento, vindes ao nosso encontro, fazei-nos sentir os seus frutos de santidade, para que o dom recebido nos disponha a recebê-lo cada vez melhor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio

1.   Na Mésia, no território actualmente compreendido entre a Roménia e a Bulgária, os santos Hermes e Caio, mártires, o primeiro em Arcer, o segundo em Vidin. 

2.   Em Dijon, na Borgonha, actualmente na França, São Gregório, que, depois ter sido conde na região de Autun durante muitos anos, foi ordenado bispo de Langres.

3.   Em Uzès, na Gália Narbonense, hoje também na França, São Ferréolo, bispo, que escreveu uma regra para monges e, tendo sido mandado para o exílio por inveja, três anos depois foi reconhecido como verdadeiro homem de Deus e voltou com grande alegria para junto do seu povo. 

4*.   Em Meaux, na Nêustria, também na actual França, São Rigomero, bispo.

5*.   Em Reims, também na Nêustria, São Rigoberto, bispo, que, expulso, contra as normas canónicas, da sua sede episcopal por Carlos Martel, rei dos Francos, passou o resto da vida em obscura humildade.

6*.   Em Bruay-sur-l’Escaut, próximo de Valenciennes, no território de Artois da Nêustria, também na actual França, Santa Faraílde, viúva, que, obrigada a contrair matrimónio com um homem violento, abraçou até à sua velhice uma vida de oração e austeridade.

7*.   Em Folinho, na Úmbria, região da Itália, Santa Ângela, que, depois da morte do esposo e dos filhos, seguindo os passos de São Francisco, se consagrou inteiramente a Deus e escreveu num livro as experiências extraordinárias da sua vida mística.

8*.   Em Santa Croce sull’Arno, na Etrúria, actualmente na Toscana, região da Itália, a Beata Cristiana (Oringa) Menabuoi, virgem, que fundou um mosteiro com a regra de Santo Agostinho.

9*.   Em Durham, na Inglaterra, o Beato Tomás Plumtree, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, foi condenado à morte pela sua fidelidade à Igreja católica e, depois de ter afirmado corajosamente, diante do patíbulo, que preferia dar a vida a cair na apostasia, foi enforcado.

10.   Em Emmetsburg, cidade de Maryland, nos Estados Unidos da América do Norte, Santa Isabel Ana Seton, que, ao ficar viúva, professou a fé católica e se entregou com grande diligência à formação das adolescentes e ao cuidado das crianças pobres com a Congregação das Irmãs da Caridade de São José, por ela mesma fundada.

11.   Em Madrid, na Espanha, São Manuel González Garcia, bispo, que foi um exímio pastor segundo o coração do Senhor. Promoveu com a maior diligência a difusão do culto da Santíssima Eucaristia e fundou a Congregação das Irmãs Missionárias de Nazaré.