Liturgia diária

Agenda litúrgica

2022-10-03

Segunda-feira da semana XXVII

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L1: Gal 1, 6-12; Sal 110 (111), 1-2. 4-5. 7-8. 9-10ac
Ev: Lc 10, 25-37
* No Patriarcado de Lisboa (Lisboa) – SS. Veríssimo, Máxima e Júlia – MO
* Na Companhia de Jesus – S. Francisco de Borja, presbítero – MO
* Na Ordem Franciscana e na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – I Vésp. de S. Francisco de Assis.
* Na Ordem Hospitaleira de S. João de Deus (Hospital de S. João de Deus de Montemor-o-Novo) – I Vésp. do Aniversário da Dedicação da Igreja própria.

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Est 4, 17
Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder
e ninguém pode resistir à vossa vontade.
Vós criastes o céu e a terra
e todas as maravilhas que estão sob o firmamento.
Vós sois o Senhor do universo.

Oração coleta
Deus todo-poderoso e eterno,
que, na abundância do vosso amor,
cumulais de bens os que Vos imploram,
muito além dos seus méritos e desejos,
pela vossa misericórdia,
libertai a nossa consciência de toda a inquietação
e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos pares) Gal 1, 6-12
«Não recebi ou aprendi o Evangelho de nenhum homem,
mas por uma revelação de Jesus Cristo»

Começamos hoje a leitura da Epístola aos Gálatas. A razão de ser desta epístola é a afirmação de que a fé em Jesus Cristo inaugura uma era nova e a de que os cristãos já não estão, por isso, sujeitos aos preceitos da lei de Moisés. Esta afirmação tinha já causado reacção em certos cristãos vindos de entre os Judeus; é por isso que S. Paulo começa a sua carta por afirmar a sua autoridade de Apóstolo, como hoje se lê, a fim de as suas palavras não deixarem dúvidas nos seus leitores.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Gálatas
Irmãos: Surpreende-me que tão depressa tenhais abandonado Aquele que vos chamou pela graça de Cristo, para passar a outro evangelho. Não que haja outro evangelho; mas há pessoas que vos perturbam e pretendem mudar o Evangelho de Cristo. Mas se alguém – ainda que fosse eu próprio ou um Anjo do Céu – vos anunciar um evangelho diferente daquele que nós vos anunciamos, seja anátema. Como já vo-lo dissemos, volto a dizê-lo: Se alguém vos anunciar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja anátema. Estarei eu agora a captar o favor dos homens ou o de Deus? Acaso pro¬curo agradar aos homens? Se eu ainda pretendesse agradar aos homens, não seria servo de Cristo. Quero que saibais, irmãos: o Evangelho anunciado por mim não é de inspiração humana, porque não o recebi ou aprendi de nenhum homem, mas por uma revelação de Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 110 (111), 1-2.4-5.7-8.9-10ac (R. 5b)
Refrão: O Senhor recorda a sua aliança para sempre. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Louvarei o Senhor de todo o coração,
no conselho dos justos e na assembleia.
Grandes são as obras do Senhor,
admiráveis para os que nelas meditam. Refrão

Instituiu um memorial das suas maravilhas:
o Senhor é misericordioso e compassivo.
Deu sustento àqueles que O temem
e jamais esquecerá a sua aliança. Refrão

Fiéis e justas são as obras das suas mãos,
são imutáveis todos os seus preceitos,
irrevogáveis pelos séculos dos séculos,
estabelecidos na rectidão e na verdade. Refrão

Enviou a redenção ao seu povo,
firmou com ele uma aliança eterna;
santo e venerável é o seu nome,
o louvor do Senhor permanece para sempre. Refrão


ALELUIA Jo 13, 34
Refrão: Aleluia. Repete-se
Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:
amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Refrão


EVANGELHO Lc 10, 25-37
«Quem é o meu próximo?»

Nesta parábola se mostra como um estrangeiro entendeu melhor o preceito da caridade fraterna do que os membros do povo de Deus. O próximo está ao nosso lado e não é necessário fazer escolhas para o encontrar. A parábola é ainda um sinal da vocação dos pagãos ao Evangelho. Uma antiga tradição interpreta o bom Samaritano como sendo o próprio Cristo, que Se abeirou de nós, estranhos a Ele, para nos curar.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna?». Jesus disse-lhe: «Que está escrito na lei? Como lês tu?». Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás». Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?». Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio morto. Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?». O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: «Então vai e faz o mesmo».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor, o sacrifício
que Vós mesmo nos mandastes oferecer
e, por estes sagrados mistérios que celebramos,
confirmai em nós a obra da redenção.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Lm 3, 25
O Senhor é bom para quem n’Ele confia, para a alma que O procura.

Ou: Cf. 1Cor 10, 17
Porque há um só pão, todos somos um só corpo,
nós que participamos do mesmo pão e do mesmo cálice.

Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso,
que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede,
fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
nos transformemos n’Aquele que recebemos.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

 

Martirológio

1.   Comemoração de São Dionísio Areopagita, que se converteu a Cristo quando o Apóstolo São Paulo falou no Areópago e foi constituído primeiro bispo de Atenas.

2.   Em Roma, no cemitério de Ponciano, junto à Via Portuense, Santa Cândida, mártir.

3.   Em Alexandria, no Egipto, a comemoração dos santos Fausto, Caio, Pedro, Paulo, Eusébio, Queremão, Lúcio e outros dois, que, no tempo do imperador Décio e do imperador Valeriano, por ordem do prefeito Emiliano, sofreram muito, juntamente com o bispo Dionísio, como confessores da fé; a eles se associa Fausto, que sofreu o martírio no tempo do imperador Diocleciano.

4.   Em Mayuma, na Palestina, a comemoração de Santo Hesíquio, monge, que foi discípulo de Santo Hilarião e seu companheiro de peregrinação.

5.   Comemoração de São Maximiano, bispo de Bagai, na Numídia, na actual Argélia, que, repetidamente torturado pelos hereges, foi depois precipitado do alto de uma torre e abandonado como morto; mas, recolhido por uns transeuntes, recuperou a saúde e não desistiu de lutar pela fé católica.

6*.   Em Toulon, na Provença, região da Gália, agora na França, São Cipriano, bispo, discípulo de São Cesário de Arles, que defendeu em vários sínodos a verdadeira fé sobre a graça, ensinando que ninguém pode por si só alcançar as realidades divinas, se antes não é chamado pela graça de Deus.

7.   Na Saxónia, território da actual Alemanha, os santos mártires de nome Evaldo, um chamado Negro e o outro Branco, ambos presbíteros naturais da Inglaterra, que, seguindo o exemplo de São Vilibrordo e seus companheiros, partiram para evangelizar os Saxões; e tendo começado a anunciar-lhes Cristo, foram presos pelos pagãos e padeceram o martírio.

8*.   No mosteiro de Metten, na Baviera, actualmente na Alemanha, o Beato Utão, fundador e primeiro abade.

9.   No território de Namur, na Lotaríngia, na actual Bélgica, São Gerardo, primeiro abade do mosteiro de Brogne, por ele mesmo fundado, que se empenhou pela renovação da disciplina monástica na Flandres e na Lotaríngia e reconduziu muitos cenóbios à originária observância da regra.

10*.   Em Chur, no território dos Helvécios, hoje na Suíça, o Beato Adalgoto, bispo, discípulo de São Bernardo em Claraval, que foi admirável exemplo de observância monástica.

11*.   Nas margens do rio Uruaçu, próximo de Natal, cidade do Brasil, os beatos Ambrósio Francisco Ferro, presbítero, e seus companheiros[1], mártires, que foram vítimas da opressão desencadeada contra a fé católica.

 


[1]  São estes os seus nomes: António Baracho, António Vilela Cid, António Vilela Júnior e sua filha, Diogo Pereira, Manuel Rodrigues Moura e sua esposa, filha de Francisco Dias Júnior, Francisco de Bastos, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, João Lostau Navarro, João Martins e sete jovens, José do Porto, Mateus Moreira, Simão Correia, Estêvão Machado de Miranda e duas filhas suas, Vicente de Sousa Pereira.

 

12*.   Em Madrid, na Espanha, o Beato Crescêncio Garcia Pobo, presbítero da Congregação dos Terciários Capuchinhos de Nossa Senhora das Dores e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, derramou o seu sangue por Cristo.

13♦.   Em Barcelona, também na Espanha, o Beato Eufrosino Maria (José Luís Raga Nadal), religioso da Ordem dos Carmelitas e mártir, que foi assassinado na mesma perseguição contra a Igreja.