Liturgia diária

Agenda litúrgica

2022-11-23

Quarta-feira da semana XXXIV

S. Clemente I, papa e mártir – MF
S. Columbano, abade – MF
Verde, verm. ou br. – Ofício à escolha.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L1: Ap 15, 1-4; Sal 97 (98), 1. 2-3ab. 7-8. 9
Ev: Lc 21, 12-19

* Na Diocese de Beja – Aniversário da Ordenação episcopal de D. José João dos Santos Marcos (2014).
* Na Ordem de Cister – S. Columbano, eremita – MF
* Na Companhia de Jesus – B. Miguel Agostinho Pró, presbítero e mártir – MF
* Na Diocese de Vila Real (Sé) – I Vésp. do aniversário da Dedicação da Igreja Catedral.

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Sl 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.

Oração coleta
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à ação da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos pares) Ap 15, 1-4
«Cantavam o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro»

Antes de serem apresentados os sete flagelos, intercala-se aqui a visão dos Santos, vencedores do Monstro, isto é, os que não cederam à perseguição dos que os queriam arrastar para a idolatria pagã. Eles cantam em coro o cântico da libertação, que, no Antigo Testamento, celebrava a saída do Egipto e a passagem para a Terra Prometida. Este Cântico de Moisés, cantamo-lo nós hoje na Vigília pascal, depois da leitura da passagem do Mar Vermelho. Com maior razão o podem cantar os santos no Céu, eles que já entraram na posse definitiva da Terra Prometida, como com razão ainda maior cantam o Cântico do Cordeiro, do Senhor que morreu e ressuscitou para ressuscitar e dar a vida divina àqueles que n’Ele crêem, O esperam e O amam.

Leitura do Livro do Apocalipse
Eu, João, vi no Céu mais um sinal, grandioso e admirável: sete Anjos com sete flagelos, que são os últimos, porque eles vinham consumar a ira de Deus. Vi também uma espécie de mar de cristal misturado com fogo. Sobre o mar de cristal, estavam de pé, os vencedores do Monstro, da sua imagem e do número do seu nome. Tinham na mão harpas divinas e cantavam o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: «Grandes e admiráveis são as vossas obras, Senhor, Deus omnipotente. Justos e verdadeiros são os vossos caminhos, Rei das nações. Senhor, quem não há-de temer e glorificar o vosso nome? Porque só Vós sois santo e todas as nações virão prostrar-se diante de Vós, porque se manifestaram os vossos juízos».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 97 (98), 1.2-3ab.7-8.9 (Ap 15, 3b)
Refrão: Grandes e admiráveis são as vossas obras,
Senhor Deus omnipotente. Repete-se

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória. Refrão

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel. Refrão

Ressoe o mar e tudo o que ele encerra,
a terra inteira e tudo o que nela habita;
aplaudam os rios
e as montanhas exultem de alegria. Refrão

Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a terra:
julgará o mundo com justiça
e os povos com equidade. Refrão


ALELUIA Ap 2, 10c
Refrão: Aleluia. Repete-se
Sê fiel até à morte, diz o Senhor,
e dar-te-ei a coroa da vida. Refrão


EVANGELHO Lc 21, 12-19
« Todos vos odiarão por causa do meu nome;
mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá»

A destruição do templo e da cidade será acompanhada da perseguição. O que aconteceu aos habitantes de Jerusalém, como é descrito nesta leitura, repetiu-se, algum tempo depois, em todo o império romano. Nesta passagem anuncia-se um fim, fim que o foi para os perseguidores, não para os perseguidos, que, a esses, o Nome do Senhor por quem sofriam os salvou. Deste modo, o fim deste tempo litúrgico, que nos recorda o fim dos tempos, anuncia-nos a vitória pascal do Senhor, que, depois de crucificado, ressuscitou e vive para sempre.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Recebei, Senhor, estes dons sagrados,
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome,
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos, também nós,
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.

Ou: Cf. Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.

Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Santo

São Clemente I, papa e mártir

 

São Columbano, abade

 

 

Martirológio

São Clemente I, papa e mártir, o terceiro sucessor do apóstolo São Pedro, que presidiu à Igreja Romana e escreveu uma insigne carta aos Coríntios para fortalecer entre eles a paz e a concórdia. Neste dia comemora-se o sepultamento do seu corpo em Roma.

 

São Columbano, abade, natural da Irlanda, que por Cristo se fez peregrino para evangelizar os povos das Gálias; fundou, além de muitos outros, o mosteiro de Luxeuil, que ele próprio dirigiu com estricta observância da regra; obrigado a exilar-se, atravessou os Alpes e erigiu o cenóbio de Bóbbio, na Ligúria, hoje Emília-Romanha, célebre pela sua disciplina e ciência, onde adormeceu em paz, cheio de méritos em benefício da Igreja; o seu corpo recebeu sepultura neste dia.

 

3.   Em Roma, no cemitério de Máximo, junto à Via Salária Nova, Santa Felicidade, mártir.

4.   Em Chiúsi, na Etrúria, na actual Toscana, região da Itália, Santa Mustíola, mártir.

5.   Em Cízico, no Helesponto, na hodierna Turquia, São Sisínio, bispo e mártir, que, segundo a tradição, depois de muitos tormentos, morreu ao fio da espada na perseguição do imperador Diocleciano.

6*.   Em Metz, na Gália Bélgica, actualmente na França, a comemoração de São Clemente, considerado o primeiro bispo desta cidade.

7.   Em Mérida, cidade da antiga Lusitânia, agora na Espanha, Santa Lucrécia, mártir.

8.   Em Icónio, na Licaónia, hoje Kónya, na Turquia, Santo Anfilóquio, bispo, que foi companheiro dos santos Basílio e Gregório de Nazianzo no ermo e também colega no episcopado; eminente pela sua santidade e doutrina, travou muitos combates em favor da fé católica.

9.   Em Paris, na Gália Lionense, na actual França, São Severino, que, recluído numa cela, se consagrou à divina contemplação.

10.   Em Agrigento, na Sicília, região da Itália, São Gregório, bispo, que parece ter escrito comentários à Sagrada Escritura para explicar aos incultos os mistérios da salvação.

11.   Em Sint-Truiden, localidade que depois tomou o seu nome, no Brabante da Austrásia, hoje na Bélgica, São Trudão, presbítero, que deu todos os seus bens à Igreja de Metz e aí edificou um mosteiro, onde reuniu os seus discípulos.

12*.   Em Alba, no Piemonte, região da Itália, Beata Margarida de Sabóia, que, ao ficar viúva, se consagrou a Deus no mosteiro de religiosas da Ordem dos Pregadores por ela mesma fundado.

13.   Em Seul, na Coreia, Santa Cecília Yu So-sa, mártir, que, sendo viúva, em ódio à fé cristã foi privada dos seus bens, encarcerada e doze vezes sujeita a interrogatórios; finalmente, exausta pelo suplício dos espancamentos, morreu quase octogenária.

14*.   Em Guadalupe, povoação do estado de Zacatecas, no México, o Beato Miguel Agostinho Pró, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que na cruel perseguição contra a Igreja, condenado à morte sem julgamento como criminoso, consumou o martírio que ardentemente desejava.

15*.   Em Madrid, na Espanha, a beata Maria Felicidade Cendoya y Araquistain (Maria Cecília), virgem da Ordem da Visitação de Santa Maria e mártir, que, na grande perseguição religiosa, ao ver que as suas irmãs tinham sido encarceradas, se entregou espontaneamente na mesma noite aos milicianos e, com elas, confirmou o testemunho da fé com o supremo sacrifício da sua vida.

16♦.   Em Milão, cidade da Itália, a Beata Henriqueta Alfiéri (Maria Ângela Doménica Alfiéri), virgem das Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret, que exerceu heroicamente até ao fim da sua vida o apostolado na assistência aos encarcerados.