Liturgia diária

Agenda litúrgica

2022-06-05

DOMINGO DE PENTECOSTES

Vermelho – Ofício da solenidade. Te Deum.
+ Missa própria do dia, Glória, sequência, Credo, pf. próprio.

L1: At 2, 1-11; Sal 103 (104), 1ab e 24ac. 29bc-30. 31 e 34
L2: 1 Cor 12, 3b-7. 12-13 ou (própria do Ano C): Rom 8, 8-17
Ev: Jo 20, 19-23 ou (própria do Ano C): Jo 14, 15-16. 23a-26

* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Proibidas as Missas em oratórios privados.
* Dia do Apostolado Organizado dos Leigos e do contributo para o mesmo Apostolado (por decisão da Conferência Episcopal).
* Na Diocese do Algarve – Ofertório para a Igreja Diocesana.
* Na Diocese de Angra – Ofertório para a Ação Católica e Apostolado dos Leigos.
* Nas Dioceses de Aveiro, Braga, Lamego, Lisboa, Portalegre-Castelo Branco, Viana do Castelo e Vila Real – Ofertório para o Apostolado dos Leigos.
* Na Diocese de Bragança-Miranda – Ofertório para a Formação e Ação Pastoral dos Leigos.
* Na Diocese da Guarda – Ofertório para as Obras Diocesanas de Apostolado.
* Na Diocese do Porto – Ofertório para a Ação Pastoral Diocesana.
* Na Diocese de Viseu – Ofertório para o Apostolado dos Leigos.
* Na Congregação do Espírito Santo e nas Irmãs Missionárias do Espírito Santo – Titular da Congregação.
* Nas Dioceses de Cabo Verde – Ofertório para a Catequese.
* II Vésp. da solenidade – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Ano C

Missa

 

Antífona de entrada Sb 1, 7
O Espírito do Senhor encheu a terra inteira;
Ele, que abrange o universo, conhece toda a palavra.
Aleluia.

Ou:. Cf. Rm 5, 5; 8, 11
O amor de Deus foi derramado em nossos corações
pelo Espírito Santo que habita em nós. Aleluia.

Diz-se o Glória.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que, no mistério de Pentecostes, santificais a Igreja,
dispersa entre todos os povos e nações,
derramai sobre a terra os dons do Espírito Santo,
de modo que, também hoje, se renovem nos corações dos fiéis
os prodígios realizados nos primórdios da pregação do Evangelho.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Actos 2, 1-11
«Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar»

De harmonia com a promessa de Jesus, o Espírito Santo, manifestando a Sua presença sob os sinais sensíveis do vento e do fogo, desce sobre os Apóstolos, transforma-os totalmente e consagra-os para a missão, que Jesus lhes confiara.
Com este Baptismo no Espírito Santo, nascia assim, oficialmente, a Igreja. Nesse dia, homens separados por línguas, culturas, raças e nações, começavam a reunir-se no grande Povo de Deus num movimento que só terminará com a Vinda final de Jesus.


Leitura dos Actos dos Apóstolos
Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua. Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que estão a falar? Então, como é que os ouve cada um de nós falar na sua própria língua? Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene, colonos de Roma, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 103 (104), 1ab e 24ac.29bc-30.31.34 (R. 30)
Refrão: Enviai, Senhor, o vosso Espírito
e renovai a face da terra. Repete-se
Ou: Mandai, Senhor o vosso Espírito,
e renovai a terra. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.
Senhor, meu Deus, como sois grande!
Como são grandes, Senhor, as vossas obras!
A terra está cheia das vossas criaturas. Refrão

Se lhes tirais o alento, morrem
e voltam ao pó donde vieram.
Se mandais o vosso espírito, retomam a vida
e renovais a face da terra. Refrão

Glória a Deus para sempre!
Rejubile o Senhor nas suas obras.
Grato Lhe seja o meu canto
e eu terei alegria no Senhor. Refrão


LEITURA II 1 Cor 12, 3b-7.12-13
«Todos nós fomos baptizados num só Espírito,
para formarmos um só Corpo»

O Espírito Santo é «a alma da Igreja». É Ele que dá aos Apóstolos a perfeita compreensão do Mistério Pascal e os leva a anunciar a Ressurreição a todos os homens, sem excepção. É por Ele que nós acreditamos que Jesus é Deus e essa nossa fé se mantém. É Ele que enriquece o Corpo Místico com dons e carismas, numa grande variedade de vocações, ministérios e actividades. É Ele que, ao mesmo tempo que nos distingue, dando-nos uma personalidade própria dentro da Igreja, nos põe em comunhão uns com os outros, de tal modo que a diversidade não destrói a unidade.

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios
Irmãos: Ninguém pode dizer «Jesus é o Senhor» a não ser pela acção do Espírito Santo. De facto, há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum. Assim como o corpo é um só e tem muitos membros e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo¬¬. Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos baptizados num só Espírito, para constituirmos um só Corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.
Palavra do Senhor.


SEQUÊNCIA
Vinde, ó santo Espírito,
vinde, Amor ardente,
acendei na terra
vossa luz fulgente.

Vinde, Pai dos pobres:
na dor e aflições,
vinde encher de gozo
nossos corações.

Benfeitor supremo
em todo o momento,
habitando em nós
sois o nosso alento.

Descanso na luta
e na paz encanto,
no calor sois brisa,
conforto no pranto.

Luz de santidade,
que no Céu ardeis,
abrasai as almas
dos vossos fiéis.

Sem a vossa força
e favor clemente,
nada há no homem
que seja inocente.

Lavai nossas manchas,
a aridez regai,
sarai os enfermos
e a todos salvai.

Abrandai durezas
para os caminhantes,
animai os tristes,
guiai os errantes.

Vossos sete dons
concedei à alma
do que em Vós confia:

Virtude na vida,
amparo na morte,
no Céu alegria.


ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se
Vinde, Espírito Santo,
enchei os corações dos vossos fiéis
e acendei neles o fogo do vosso amor. Refrão


EVANGELHO Jo 20, 19-23
«Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós:
Recebei o Espírito Santo»

Com a Páscoa, inicia-se a nova Criação. E, como na primeira, também agora o Espírito Santo está presente, a insuflar aos homens, mortos pelo pecado, a vida nova do Ressuscitado. Jorrando do Corpo glorificado de Cristo, em que se mantêm as cicatrizes da Paixão, o Sopro purificador e recriador do mesmo Deus, comunica-se aos Apóstolos. Apodera-se deles, a fim de que possam prolongar a obra da nova Criação, e assim a humanidade, reconciliada com Deus, conserve sempre a paz alcançada em Jesus Cristo.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».
Palavra da salvação.


Diz-se o Credo.

Oração sobre as oblatas
Concedei-nos, Senhor,
que o Espírito Santo, segundo a promessa do vosso Filho,
nos revele plenamente o mistério deste sacrifício
e nos faça conhecer toda a verdade.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio O mistério de Pentecostes
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.
Hoje manifestastes a plenitude do mistério pascal
e sobre os filhos de adoção,
unidos em comunhão admirável ao vosso Filho unigénito,
derramastes o Espírito Santo,
que, no princípio da Igreja nascente,
revelou o conhecimento de Deus a todos os povos da terra
e uniu a diversidade das línguas na profissão duma só fé.
Por isso, na plenitude da alegria pascal,
exultam os homens por toda a terra
e, com os anjos e todos os coros celestes,
proclamam a vossa glória,
dizendo (cantando) numa só voz:
Santo, Santo, Santo.

No Cânone romano dizem-se o Em comunhão com toda a Igreja e o Aceitai benignamente, Senhor próprios. Nas Orações eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

Antífona da comunhão At 2, 4.11
Todos ficaram cheios do Espírito Santo
e proclamavam as maravilhas de Deus. Aleluia.

Oração depois da comunhão
Senhor nosso Deus,
que concedeis com abundância à vossa Igreja os dons sagrados,
conservai nela a graça que lhe destes,
para que floresça sempre em nós o dom do Espírito Santo
e o alimento espiritual que recebemos
nos faça progredir no caminho da salvação.
Por Cristo nosso Senhor.

Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.

Na despedida do povo, o diácono ou o próprio sacerdote diz:
Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. Aleluia. Aleluia.

O povo responde: Graças a Deus. Aleluia. Aleluia.


Terminado o Tempo Pascal, apaga-se o círio pascal, que convém levar para o batistério e conservá-lo aí com a devida reverência, para que, na celebração do Batismo, se acenda na sua chama a vela dos batizados.

Na segunda-feira depois de Pentecostes celebra-se a memória de santa Maria, Mãe da Igreja.

Nos lugares em que há o costume de afluírem em grande número os fiéis para participarem na Missa na terça-feira depois de Pentecostes, pode dizer-se a Missa do Domingo de Pentecostes ou a Missa votiva do Espírito Santo

 

 

Santo

São Bonifácio, bispo e mártir

 

 

Martirológio

Memória de São Bonifácio, bispo e mártir. Era monge de nome Vinfredo e, vindo da Inglaterra para Roma, foi recebido pelo papa Gregório II, que o ordenou bispo; tomando o nome de Bonifácio, foi enviado à Alemanha para anunciar o nome de Cristo àqueles povos; ali ganhou para a religião cristã multidões inumeráveis e governou a sede episcopal de Mogúncia; finalmente, em Dokkum, na Frísia, actualmente na Holanda, massacrado à espada por gentios furiosos, consumou o martírio.

 

2.   No Egipto, os santos Marciano, Nicandro, Apolónio e companheiros, mártires, que, segundo a tradição, por causa da profissão da fé cristã sofreram grandes tormentos e, por fim, encerrados num recinto cercado por um muro e expostos ao calor do sol ardente, morreram extenuados pela sede e pela fome.

3.   Em Tiro, na Fenícia, hoje no Líbano, São Doroteu, bispo, que, ainda presbítero, sofreu muitas tribulações no tempo do imperador Diocleciano e viveu até ao tempo do imperador Juliano, sob cuja jurisdição, com a idade de cento e sete anos, segundo consta, honrou a sua venerável velhice com o martírio na Trácia.

4.   Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, Santo Ilídio, bispo, que, chamado pelo imperador a Tréveris para libertar sua filha do espírito imundo, no regresso à sua sede, partiu ao encontro do Senhor.

5*.   Em Como, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, Santo Eutíquio, bispo, insigne pela sua oração intensa e seu amor da solidão com Deus.

6.   Em Dokkum, na Frísia, na hodierna Holanda, Santo Eubano, bispo, Adelário e nove companheiros[1], mártires, que, juntamente com São Bonifácio, foram coroados no mesmo combate glorioso.

 


[1]  São estes os nomes: santos Vintrungo e Gualter, presbíteros; Amundo, Sevibaldo e Bosa, diáconos; Vacaro, Gundecaro, Eluro e Atevulfo, monges.

 

7.   Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Sancho, mártir, que, ainda adolescente, levado prisioneiro da cidade de Albi e instruído em Córdova na corte do rei, durante a perseguição dos Mouros não hesitou em sofrer o martírio pela fé em Cristo.

8*.   Em Assérgi, nos Abruzos, região da Itália, São Franco, eremita, que construiu uma estreita cela numa caverna entre os rochedos e aí viveu em suma aspereza e frugalidade.

9.   Em Ciano, perto de Mileto, na Calábria, também região da Itália, São Pedro Spanò, eremita, insigne pela sua pobreza e espírito de compunção.

10♦.   Em Shiki, no Japão, o Beato Adão Arakawa, pai de família e mártir.

11.   Em Hanói, no Tonquim, hoje no Vietnam, São Lucas Vu Ba Loan, presbítero e mártir, degolado no tempo do imperador Minh Mang pela sua fé em Cristo.

12.   Em Tang Gia, também no Tonquim, os santos Domingos Toai e Domingos Huyen, mártires, pais de família e pescadores, que, no tempo do imperador Tu Duc, apesar de serem atormentados com vários géneros de tortura durante o seu longo cativeiro, com grande coragem exortavam os companheiros de prisão a conservar a fé, consumando depois na fogueira o seu martírio.