Liturgia diária

Agenda litúrgica

2022-08-28

DOMINGO XXII DO TEMPO COMUM

Verde – Ofício do domingo (Semana II do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. dominical.

L1: Sir 3, 19-21. 30-31 (gr. 17-18.20.28-29);
Sal 67 (68), 4-5ac. 6-7ab. 10-11
L2: Hebr 12, 18-19. 22-24a
Ev: Lc 14, 1. 7-14

* Proibidas as Missas de defuntos, exceto a exequial.
* Na Arquidiocese de Braga – Aniversário da Dedicação da Igreja Catedral: na Sé – SOLENIDADE; nas outras igrejas da Diocese – FESTA
* Na Ordem Agostiniana – S. Agostinho, bispo e doutor da Igreja, Fundador da Ordem – SOLENIDADE
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Ano C

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Sl 85, 3.5
Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo o dia inteiro.
Vós, Senhor, sois bom e indulgente,
cheio de misericórdia para aqueles que Vos invocam.

Oração coleta
Deus todo-poderoso,
de quem procede todo o dom perfeito,
infundi em nossos corações o amor do vosso nome
e, estreitando a nossa união convosco,
dai vida ao que em nós é bom
e protegei com solicitude esta vida nova.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I Sir 3, 19-21.30-31 (gr.17-18.20.28-29)
«Humilha-te e encontrarás graça diante do Senhor»

Se “a humildade é a verdade”, no dizer de S. Teresa, nada pode ser mais certo e mais agradável a Deus do que a humildade. É ela que prepara o íntimo do coração para poder receber a palavra de Deus e permitir-lhe que aí lance raízes e dê fruto.

Leitura do Livro de Ben-Sirá
Filho, em todas as tuas obras procede com humildade e serás mais estimado do que o homem generoso. Quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te e encontrarás graça diante do Senhor. Porque é grande o poder do Senhor e os humildes cantam a sua glória. A desgraça do soberbo não tem cura, porque a árvore da maldade criou nele raízes. O coração do sábio compreende as máximas do sábio e o ouvido atento alegra-se com a sabedoria.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 67 (68), 4-7ab.10-11 (R. cf. 11b)

Refrão: Na vossa bondade, Senhor,
preparastes uma casa para o pobre. Repete-se

Os justos alegram-se na presença de Deus,
exultam e transbordam de alegria.
Cantai a Deus, entoai um cântico ao seu nome;
o seu nome é Senhor: exultai na sua presença. Refrão

Pai dos órfãos e defensor das viúvas,
é Deus na sua morada santa.
Aos abandonados Deus prepara uma casa,
conduz os cativos à liberdade. Refrão

Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos,
restaurastes a vossa herança enfraquecida.
A vossa grei estabeleceu-se numa terra
que a vossa bondade, ó Deus,
preparara ao oprimido. Refrão


LEITURA II Hebr 12, 18-19.22-24a
«Aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo»

O povo de Deus do Antigo Testamento vivia da lembrança das maravilhas que Deus por ele tinha feito, sobretudo aquando da saída do Egipto e da entrada na Terra Prometida. Nesta leitura declara-se que hoje não são já esses milagres que se repetem para nós, mas que muito mais foi o que Deus por nós fez ao introduzir-nos com Cristo na Igreja, a cidade santa de Deus, de que o monte Sião era uma imagem, visto que lá estava o Templo de Deus.

Leitura da Epístola aos Hebreus
Irmãos: Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível, como os israelitas no monte Sinai: o fogo ardente, a nuvem escura, as trevas densas ou a tempestade, o som da trombeta e aquela voz tão retumbante que os ouvintes suplicaram que não lhes falasse mais. Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva, de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu, de Deus, juiz do universo, dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição e de Jesus, mediador da nova aliança.
Palavra do Senhor.


ALELUIA Mt 11, 29ab
Refrão: Aleluia. Repete-se
Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,
e aprendei de Mim,
que sou manso e humilde de coração. Refrão


EVANGELHO Lc 14, 1.7-14
«Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado»

A propósito de um caso muito concreto, Jesus ensina aos seus discípulos a humildade, particularmente nas relações com os outros, e que é melhor ir ao encontro dos simples e humildes do que apoiar-se, egoistamente, naqueles de quem se espera vir a receber.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, Jesus entrou, num sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos
e realizai em nós, com o poder da vossa graça,
a redenção que celebramos nestes mistérios.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 30, 20
Como é grande, Senhor, a vossa bondade para aqueles que Vos servem!

Ou: Mt 5, 9-10
Felizes os pacíficos,
porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os perseguidos por amor da justiça,
porque deles é o reino dos céus.

Oração depois da comunhão
Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste,
fazei que esta fonte de caridade
fortaleça os nossos corações
e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

Santo

Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja

 

 

Martirológio

Memória de Santo Agostinho, bispo e insigne doutor da Igreja, que, depois de uma vida inquieta, quer intelectual quer moralmente, se converteu à fé católica e foi baptizado por Santo Ambrósio de Milão e, regressando à sua pátria, aí levou com alguns amigos uma vida ascética, consagrada a Deus e ao estudo da Escritura. Eleito depois bispo de Hipona, hoje Annaba, na Argélia, durante trinta e quatro anos foi perfeito modelo do seu rebanho e deu-lhe uma sólida formação cristã por meio de numerosos sermões e escritos, com os quais combateu fortemente os erros do seu tempo e expôs com sabedoria a verdadeira fé.

 

2.   Em Roma, no cemitério de Basila, junto à Via Salária Antiga, Santo Hermes, mártir, que, como refere o papa São Dâmaso, veio da Grécia e Roma acolheu como seu cidadão, quando sofreu o martírio pelo santo nome de Cristo.

3.   Em Constança, na Suábia, actualmente na Alemanha, a comemoração de São Paio, mártir.

4.   Em Brioude, perto de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, hoje na França, São Julião, mártir, que, em tempo de perseguição, tendo vindo para este território pela exortação de São Ferréolo, conforme se narra, neste lugar recebeu a palma do martírio.

5.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Alexandre, bispo, cuja oração apostólica, como escreve São Gregório de Nazianzo, venceu o chefe da impiedade ariana.

6.   Em Cartago, na hodierna Tunísia, São Restituto, em cuja festividade Santo Agostinho fez em sua honra um sermão ao povo.

7*.   Em Sársina, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália, São Vicínio, primeiro bispo desta cidade.

8.   Em Saintes, na Gália, actualmente na França, São Viviano, bispo.

9.   No Egipto, São Moisés o Etíope, que, depois de ter sido um ladrão famoso se tornou anacoreta, converteu muitos do seu bando e os conduziu com ele para o mosteiro.

10.   Em Sevilha, na Andaluzia, região da Hispânia, Santa Florentina, virgem, muito erudita em ciências eclesiásticas, a quem os seus irmãos Leandro e Isidoro dedicaram tratados de insigne doutrina.

11*.   Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Guilherme Dean, presbítero, e sete companheiros[1], que, no reinado de Isabel I, consumaram o seu martírio pelo reino de Deus, enforcados no mesmo dia mas em lugares diversos da cidade ou nos arredores.

 


[1]  São estes os seus nomes: Guilherme Gunter, Roberto Morton, Tomás Holdford e Jaime Claxton, presbíteros; Tomás Felton, clérigo da Ordem dos Frades Menores; Henrique Webley e Hugo More, leigos.

 

12.   Em Lencastre, também na Inglaterra, Santo Edmundo Arrowsmith, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, natural deste ducado, que, depois de ter exercido o ministério pastoral durante muitos anos na sua pátria, porque era sacerdote e conduzira muitas pessoas à fé católica, foi enforcado, contra a vontade dos próprios protestantes do lugar, no reinado de Carlos I.

13.   Em Monterrey, na Califórnia, Santo Junípero (Miguel Serra), presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, nas tribos daquela região ainda pagã, sobrecarregado por muitas dificuldades e trabalhos, pregou o Evangelho de Cristo no idioma do povo local e defendeu tenazmente os direitos dos pobres e dos humildes.

14*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Carlos Arnaldo Hanus, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por causa do sacerdócio foi encarcerado na sórdida galera, na qual, atingido pelo esvaecimento e também pela enfermidade, consumou o martírio.

15.   Em Barcelona, na Espanha, Santa Joaquina de Vedruma, mãe de família, que educou piedosamente nove filhos e, quando ficou viúva, fundou o Instituto das Carmelitas da Caridade, suportando serenamente todo o género de sofrimentos até à sua morte, que ocorreu por contágio da cólera.

16♦.   Em Alençon, na França, Santa Zélia Maria Guerin, mãe de Santa Teresa do Menino Jesus.

17*.   Na região de Valência, na Espanha, os beatos mártires João Baptista Faubel Cano e Artur Ros Montalt, pais de família, que, durante a perseguição contra a Igreja, receberam dos homens a morte, mas de Deus a vida eterna.

18*.   Em Vilanesa, localidade da mesma região da Espanha, o Beato Aurélio de Vilanesa (José Ample Alcaide), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que, durante a mesma perseguição, no combate da fé colheu o fruto da glória eterna.

19♦.   Em Elche de la Sierra, perto de Albacete, também na Espanha, o Beato Mamerto Carchano Carchano, presbítero da diocese de Toledo e mártir, que, durante a mesma perseguição, confirmou com o seu sangue a plena fidelidade a Cristo.

20*.   Em Nawojowa Gora, povoação da Polónia, o Beato Afonso Maria Mazurek, presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir, que, em tempo de guerra, foi morto pelos invasores da sua pátria por causa da sua profissão cristã.