Liturgia diária
Agenda litúrgica
2023-03-29
Quarta-feira da semana V
Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. I da Paixão.
L 1 Dn 3, 14-20. 91-92. 95; Sl Dn 3, 52. 53. 54. 55. 56
Ev Jo 8, 31-42
Missa
Antífona de entrada Cf. Sl 17, 49
Vós, Senhor, me libertais dos inimigos,
Vós me exaltais sobre os meus adversários,
Vós me salvais dos homens violentos.
Oração coleta
Deus de misericórdia,
iluminai os corações dos vossos fiéis
que se purificam na penitência
e atendei as preces daqueles
a quem inspirastes o desejo ardente de Vos servir.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I Dan 3, 14-20.91-92.95
«Enviou os seus Anjos para livrar os seus servos»
A libertação será a situação em que seja possível viver a vida em plenitude sem nada a entravar-lhe o contínuo crescimento. Só apoiados em Deus o poderemos conseguir. Assim o experimentaram os jovens vítimas do rei de Babilónia.Esta leitura representa a imagem da Igreja neste mundo, sempre perseguido pelo espírito do mal, sempre liberto pelo poder e pelo amor de Deus. Já nas catacumbas se encontra, com frequência, a alusão ao martírio dos jovens da fornalha de Babilónia, como tipo da perseguição de que sofre o povo de Deus neste mundo.
Leitura da Profecia de Daniel
Naqueles dias, Nabucodonosor, rei de Babilónia, disse aos três jovens israelitas: «Será verdade, Sidrac, Misac e Abdénago, que não prestais culto aos meus deuses, nem adorais a estátua de ouro que mandei levantar? Pois bem. Quando ouvirdes tocar a trombeta, a flauta, a cítara,a harpa, o saltério, a gaita de foles e todos os outros instrumentos, estais dispostos a prostrar-vos e adorar a estátua que mandei fazer? Se não a quiserdes adorar, sereis imediatamente lançados na fornalha ardente. E qual é o deus que poderá livrar-Vos das minhas mãos?». Sidrac, Misac e Abdénago responderam ao rei Nabucodonosor: «Não é necessário responder-te a propósito disto, ó rei. O nosso Deus, a quem prestamos culto, pode livrar-nos da fornalha ardente e livrar-nos também das tuas mãos. Mas ainda que o não faça, fica sabendo, ó rei, que não prestamos culto aos teus deuses, nem adoraremos a estátua de ouro que mandaste levantar». Então Nabucodonosor encheu-se de cólera e alterou o semblante contra Sidrac, Misac e Abdénago. Mandou aquecer a fornalha sete vezes mais do que o costume e ordenou a alguns dos seus mais valentes guerreiros que ligassem Sidrac, Misac e Abdénago e os lançassem na fornalha ardente. Entretanto, o rei Nabucodonosor, sobressaltado, levantou-se precipitadamente e perguntou aos seus conselheiros: «Não é verdade que ligámos e lançámos três homens na fornalha ardente?» Eles responderam: «Certamente, ó rei». Continuou o rei: «Mas eu vejo quatro homens a passearem livremente no meio do fogo sem nada sofrerem e o quarto tem o aspecto de um filho dos deuses». Então Nabucodonosor exclamou: «Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdénago, que enviou o seu Anjo para livrar os seus servos, que, confiando n’Ele, desobedeceram à ordem do rei e arriscaram a sua vida a fim de não prestarem culto ou adoração a qualquer divindade que não fosse o seu Deus».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 52.53.54.55.56 (R. 52b)
Refrão:Digno é o Senhor
de louvor e de glória para sempre. Repete-se
Bendito sejais, Senhor, Deus dos nossos pais:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito o vosso nome glorioso e santo:
digno de louvor e de glória para sempre. Refrão
Bendito sejais no templo santo da vossa glória:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito sejais no trono da vossa realeza:
digno de louvor e de glória para sempre. Refrão
Bendito sejais, Vós que sondais os abismos
e estais sentado sobre os Querubins:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito sejais no firmamento do céu:
digno de louvor e de glória para sempre. Refrão
ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO cf. Lc 8, 15
Refrão: Glória a Vós, Senhor, Filho do Deus vivo. Repete-se
Felizes os que recebem a palavra de Deus
de coração sincero e generoso
e produzem fruto pela perseverança. Refrão
EVANGELHO Jo 8, 31-42
Se o Filho vos libertar, sereis realmente livres»
Mais ainda do que os jovens mártires de Babilónia, poderá experimentar a libertação todo aquele que se tornar, dia a dia, discípulo na escola de Cristo: aí poderá experimentar, dia a dia, o crescimento no espírito, na verdade, no amor. É-se filho de Abraão, do povo de Deus, não pelo sangue, mas pela fé em Cristo. Está-se livre, quando se não é escravo do pecado. A Páscoa é a festa da libertação, para ela nos encaminhamos nestes dias de preparação quaresmal.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, dizia Jesus aos judeus que tinham acreditado n’Ele: «Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará». Eles responderam-Lhe: «Nós somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como é que Tu dizes: ‘Ficareis livres’?» Respondeu Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Todo aquele que comete o pecado é escravo. Ora o escravo não fica para sempre em casa ; o filho é que fica para sempre. Mas se o Filho vos libertar, sereis realmente homens livres. Bem sei que sois descendentes de Abraão; mas procurais matar-Me, porque a minha palavra não entra em vós. Eu digo o que vi junto de meu Pai e vós fazeis o que ouvistes ao vosso pai». Eles disseram: «O nosso pai é Abraão». Respondeu-lhes Jesus: «Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas procurais matar-Me, a Mim que vos disse a verdade que ouvi de Deus. Abraão não procedeu assim. Vós fazeis as obras do vosso pai». Disseram-Lhe eles: «Nós não somos filhos ilegítimos; só temos um pai, que é Deus». Respondeu-lhes Jesus: «Se Deus fosse o vosso Pai, amar-Me-íeis, porque saí de Deus e d’Ele venho. Eu não vim de Mim próprio; foi Ele que Me enviou».
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor, as ofertas que Vos são consagradas
e fazei que estes dons, oferecidos para glória do vosso nome,
sirvam de remédio para as nossas almas.
Por Cristo nosso Senhor.
Prefácio I da Paixão do Senhor.
Antífona da comunhão Cl 1, 13-14
O Senhor chamou-nos para o reino do seu amado Filho,
que nos remiu com o seu sangue e perdoou os nossos pecados.
Oração depois da comunhão
O sacramento que recebemos, Senhor,
seja para nós remédio celeste
que purifique os nossos corações de todo o mal
e nos assegure a vossa contínua proteção.
Por Cristo nosso Senhor.
Oração sobre o povo (facultativa)
Atendei as súplicas do vosso povo, Deus todo-poderoso,
e fazei sentir os frutos da vossa misericórdia
aos que esperam confiadamente na vossa benigna piedade.
Por Cristo nosso Senhor.
Martirológio
1. Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, a comemoração de Santo Eustásio, bispo. |
2. Comemoração de São Marcos, bispo de Aretusa, na Síria, que durante a controvérsia ariana seguiu fidelissimamente a recta fé e no tempo do imperador Juliano o Apóstata foi fortemente perseguido. São Gregório de Nazianzo louva-o como homem insigne e ancião santíssimo. |
3. Comemoração dos santos Armogasto, Arquinimo e Saturnino, mártires, que, na África setentrional, durante a perseguição dos Vândalos, no tempo do rei ariano Genserico, sofreram terríveis suplícios e infâmias pela confissão da verdadeira fé. |
4*. No monte Carmelo, na Palestina, o Beato Bertoldo, soldado, que foi admitido entre os irmãos que neste monte tinham abraçado a vida monástica e, mais tarde, eleito prior, encomendou esta piedosa comunidade à Mãe de Deus. |
5*. Em Poitiers, na Aquitânia, região da França, São Guilherme Tempier, bispo, que, com prudência e firmeza, defendeu contra os nobres a Igreja que lhe foi confiada e corrigiu os costumes do povo, dando ele próprio o exemplo irrepreensível da sua vida. |
6*. Em Wismar, no Holstein, região da Alemanha, São Ludolfo, bispo de Ratzeburg e mártir, que, por defender a liberdade da Igreja, foi encerrado num miserável cárcere por ordem do duque Alberto e de tal modo se enfraqueceu o seu corpo que, mal foi liberto das cadeias, partiu deste mundo. |
7*. Em Salisbury, na Inglaterra, a comemoração do Beato João Hambley, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, em ódio ao sacerdócio, em dia desconhecido deste mês, próximo da Páscoa do Senhor, no suplício da forca se configurou à paixão de Cristo.
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