Liturgia diária

Agenda litúrgica

2023-05-23

Terça-feira da semana VII

Branco – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. pascal.

L 1 At 20, 17-27; Sl 67 (68), 10-11. 20-21
Ev Jo 17, 1-11a

* Na Diocese de Bragança-Miranda – S. Rita de Cássia, religiosa – MF
* Na Diocese de Angra – S. Rita de Cássia – MO
* Na Ordem de São Domingos (Porto) – Aniversário da Dedicação da igreja de Cristo-Rei – SOLENIDADE
* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Proibidas as Missas em oratórios privados.
* Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social.
* Em todas as Dioceses de Portugal – Ofertório para os Meios de Comunicação Social.
* II Vésp. da solenidade – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Missa

 

Antífona de entrada Ap 1, 17-18
Eu sou o Primeiro e o Último.
Estive morto, mas agora vivo para sempre. Aleluia.

Oração coleta
Concedei, Deus omnipotente e misericordioso,
que o Espírito Santo venha habitar em nós
e nos transforme em templos da sua glória.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I Atos 20, 17-27
«Levar a bom termo a minha carreira
e a missão que recebi do Senhor Jesus»

É este o terceiro grande discurso de S. Paulo, que os Atos dos Apóstolos nos transmitiram; é o seu testamento pastoral, dirigido aos anciãos, aos pastores, de Éfeso, quando supunha que seria a última vez que os veria. Vigilância, desinteresse, caridade são as virtudes fundamentais que lhes recomenda. O discurso continua na leitura do dia seguinte.

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, estando Paulo em Mileto, mandou a Éfeso chamar os anciãos da Igreja. Quando chegaram junto dele, disse-lhes: «Sabeis como me comportei sempre convosco, desde o primeiro dia em que pus os pés na Ásia. Servi o Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio de provações que me vieram das ciladas dos judeus. Em nada que vos pudesse ser útil me furtei a pregar-vos e a instruir-vos, publicamente e de casa em casa. Exortei judeus e gregos a converterem-se a Deus e a acreditarem em Jesus, nosso Senhor. Agora vou para Jerusalém, prisioneiro do Espírito, sem saber o que lá me espera. Só sei que o Espírito Santo me avisa, de cidade em cidade, que me aguardam cadeias e tribulações. Mas por título nenhum eu dou valor à vida, contanto que leve a bom termo a minha carreira e a missão que recebi do Senhor Jesus: dar testemunho do Evangelho da graça de Deus. Agora, eu sei que não tornareis a ver o meu rosto, vós todos entre os quais passei anunciando o Reino. Por isso posso garantir-vos, hoje, que não me sinto responsável pela perda de nenhum de vós, pois não me furtei a anunciar-vos todo o desígnio de Deus a vosso respeito».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 67 (68), 10-11.20-21
(R. 33a ou Aleluia)
Refrão: Povos da terra, cantai ao Senhor. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos,
restaurastes a vossa herança enfraquecida.
A vossa grei estabeleceu-se numa terra
que a vossa bondade, ó Deus, preparara ao oprimido. Refrão

Bendito seja o Senhor, dia após dia.
Preocupa-se connosco Deus, nosso Salvador.
O nosso Deus é um Deus que salva,
da morte nos livra o Senhor. Refrão


ALELUIA cf. Jo 14, 16
Refrão: Aleluia Repete-se

Eu pedirei ao Pai, que vos dará o Espírito Santo,
para estar convosco para sempre. Refrão


EVANGELHO Jo 17, 1-11a
«Pai, glorifica o teu Filho»

Começamos a ler hoje, e leremos durante mais dois dias, a oração em que Jesus, no fim da última Ceia, faz a oblação de Si ao Pai e intercede pelos seus, os do presente e os do futuro. É a chamada “oração sacerdotal”. A glorificação que Jesus pede para Si é a participação da sua santa humanidade na glória que o Filho de Deus desde sempre leve junto do Pai, glorificação que se há de manifestar na ressurreição e que será participada por todos aqueles que O reconhecerem. É a grande oração ofertorial do Sacrifício do Senhor ao Pai, em seu nome e em nome de toda a Igreja e por toda a humanidade.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura, Ele dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste. É esta a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo. Eu glorifiquei-Te sobre a terra, consumando a obra que Me encarregaste de realizar. E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo com aquela glória que tinha em Ti, antes que houvesse mundo. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste. Eram teus e Tu mos deste e eles guardam a tua palavra. Agora sabem que tudo quanto Me deste vem de Ti, porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste e eles receberam-nas: reconheceram verdadeiramente que saí de Ti e acreditaram que Me enviaste. É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu; e neles sou glorificado. Eu já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, enquanto Eu vou para Ti».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor,
as orações e as ofertas dos vossos fiéis
e fazei que esta celebração sagrada
nos encaminhe para a glória do céu.
Por Cristo nosso Senhor.
Prefácio pascal I-V, pp. 542-550; ou I-II da Ascensão do Senhor, pp. 552-554.

Antífona da comunhão Cf. Jo 14, 26
O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, diz o Senhor,
vos ensinará todas as coisas e vos lembrará tudo quanto vos tenho dito.
Aleluia.

Oração depois da comunhão
Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória
aumente sempre a nossa caridade.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

Martirológio

1.   Em Cartago, na actual Tunísia, os santos Lúcio, Montano, Julião, Vitorico, Vítor e Donaciano, mártires, que, no tempo do imperador Valeriano, por confessarem a religião e a fé que aprenderam de São Cipriano, consumaram o martírio.

2.   Comemoração dos santos mártires da Capadócia, hoje na Turquia, que, durante a perseguição do imperador Maximiano, morreram ao serem-lhes quebradas as pernas.

3.   Comemoração dos santos mártires da Mesopotâmia, que, no mesmo tempo, suspensos com os pés para cima e a cabeça para baixo, foram sufocados pelo fumo e queimados a fogo lento.

4.   Em Nápoles, na Campânia, região da Itália, Santo Efebo, bispo, que governou santissimamente e serviu fielmente o povo de Deus.

5.   Em Langres, na Gália Lionense, na actual França, a paixão de São Desidério, bispo, que, segundo a tradição, ao ver como o seu povo era oprimido pelos Vândalos, foi ao encontro do rei vândalo para suplicar pelo povo; mas, por ordem do rei foi imediatamente degolado, oferecendo-se assim voluntariamente pelo rebanho que lhe estava confiado.

6.   No território de Nórcia, na Úmbria, região da Itália, Santo Eutíquio, abade, que, segundo narra o papa São Gregório Magno, praticou vida solitária juntamente com São Florêncio, conduziu muitos a Deus com a sua exortação e depois governou santamente o mosteiro próximo.

7.   Também em Nórcia, Santo Esperança ou Exuperâncio, abade, que durante quarenta anos suportou a cegueira com admirável paciência.

8*.   Em Subiaco, no Lácio, também região da Itália, a comemoração de Santo Honorato, abade, que presidiu ao cenóbio onde antes vivera São Bento.

9*.   Em Nice, na Provença, região da actual França, São Siágrio, bispo, que edificou um mosteiro junto do túmulo de São Pôncio.

10.   Em Sínada, na Frígia, hoje Cifitkasaba, na Turquia, São Miguel, bispo, homem pacífico, que promoveu a paz e a concórdia entre os Gregos e os Latinos; mas, exilado por causa do culto das sagradas imagens, morreu longe da sua pátria.

11*.   Em Gembloux, no território de Liège, na Lotaríngia, hoje na Bélgica, o sepultamento de São Guiberto, monge, que, abandonando a carreira militar e abraçando a vida monástica, construiu um mosteiro nas terras da sua herança, seguindo ele a vida monástica em Gorze, na Lotaríngia.

12.   Em Roma, São João Baptista de Róssi, presbítero, que acolheu todo o género de indigentes e abandonados e lhes ensinou a sagrada doutrina.

13*.   Em Witowo, na Polónia, os beatos José Kurzawa e Vicente Matuszewski, presbíteros e mártires, que, durante a ocupação da sua pátria por uma potência estrangeira, foram mortos pelos inimigos da Igreja.