Liturgia diária
Agenda litúrgica
2023-06-01
Quinta-feira da semana VIII
S. Justino, mártir – MO
Vermelho – Ofício da memória.
Missa da memória.
L1 Sir 42, 15-26 (gr. 15-25); Sl 32 (33), 2-3. 4-5. 6-7. 8-9
Ev Mc 10, 46-52
* Na Diocese de Santarém – Aniversário da Ordenação episcopal de D. José Augusto Traquina Maria (2014).
* Na Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus – S. Aníbal Maria de França, presbítero e Fundador da Congregação – SOLENIDADE
* Nas Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor – Aniversário da fundação da Congregação.
* Na Diocese de Santiago (Cabo Verde) – Inicia-se em Junho um novo ano agrícola. Recomenda-se a celebração das “Rogações” num domingo à escolha, segundo as conveniências pastorais.
Missa
Antífona de entrada Cf. Sl 17, 19-20
O Senhor veio em meu auxílio,
livrou-me da angústia e pôs-me em liberdade.
Levou-me para lugar seguro,
salvou-me porque me tem amor.
Oração coleta
Fazei, Senhor,
que os acontecimentos do mundo
decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz
e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I (anos ímpares) Sir 42, 15-26 (gr. 15-25)
«A obra do Senhor está cheia da sua glória»
A glória de Deus revela-se nas suas obras. O autor sagrado que escreve esta página é um contemplativo: olha e vê, até ao mais profundo, as obras de Deus, e nelas descobre cada vez mais os sinais da sua glória. Essas obras não podem ser para nós apenas coisas que se utilizam, mas, antes de mais, sinais que revelam o seu autor, nos trazem notícias d’Aquele donde procedem e nos apontam caminhos por onde a Ele podemos retornar.
Leitura do Livro de Ben-Sirá
Vou recordar as obras do Senhor e narrar tudo o que vi. Pela palavra do Senhor existem as suas obras, todas cumprem o desígnio da sua vontade. O sol contempla todas as coisas que ilumina e a obra do Senhor está cheia da sua glória. Não é possível aos santos do Senhor descrever todas as suas maravilhas. O Senhor todo-poderoso consolidou o universo, para que se manifeste na sua glória. Ele sonda o abismo e o coração e penetra nos seus mais íntimos segredos. Porque o Altíssimo possui toda a ciência e vê claro nos sinais dos tempos. Ele anuncia o passado e o futuro e revela os mistérios escondidos. Nenhum pensamento Lhe passa despercebido e nem uma só palavra se Lhe pode esconder. Dispôs harmoniosamente as maravilhas da sua sabedoria, porque só Ele existe desde sempre e para sempre. Nada Lhe pode ser acrescentado nem tirado, nem precisa de nenhum conselheiro. Como são belas todas as suas obras, apesar de não entrevermos senão uma centelha! Todas vivem e permanecem para a eternidade e em todas as circunstâncias Lhe obedecem. Todas as coisas seguem duas a duas, lado a lado; porque Ele nada fez incompleto. Cada uma contribui para o bem da outra. Quem se cansará de contemplar a sua glória?
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 32 (33), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 6a)
Refrão: A palavra do Senhor criou os céus. Repete-se
Louvai o Senhor com a cítara,
cantai-Lhe salmos ao som da harpa.
Cantai-Lhe um cântico novo,
cantai-Lhe com arte e com alma. Refrão
A palavra do Senhor é reta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a retidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor. Refrão
A palavra do Senhor criou os céus,
o sopro da sua boca os adornou.
Foi Ele quem juntou as águas do mar
e distribuiu pela terra os oceanos. Refrão
A terra inteira tema ao Senhor,
reverenciem-n’O todos os habitantes do mundo,
porque Ele disse e tudo foi feito,
Ele mandou e tudo foi criado. Refrão
ALELUIA Jo 8, 12
Refrão: Aleluia Repete-se
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor;
quem Me segue terá a luz da vida. Refrão
EVANGELHO Mc 10, 46-52
«Mestre, que eu veja»
O diálogo entre o cego e Jesus é o diálogo entre os homens e Deus, entre a humanidade marchando sobre os caminhos deste mundo e o Senhor que, inesperadamente mas constantemente, com ela se cruza nestes mesmos caminhos. A grandeza excepcional daquele cego é que ele reconhecia-se sem vista, pressentiu o Senhor junto de si, e sabia invocá-l’O. Tinha fé, como Jesus proclamou. E, por isso, foi salvo, e ficou a ver. Tudo isto acontecia numa estrada nua, à saída de Jericó, a cidade oásis no meio do deserto. Também aí se pode encontrar o Senhor.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou». Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho.
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Senhor nosso Deus,
que nos concedeis estes dons que Vos oferecemos
e nos atribuís o mérito do oferecimento,
nós Vos suplicamos:
o que nos dais como fonte de mérito
nos obtenha o prémio da felicidade eterna.
Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Cf. Sl 12, 6
Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez,
exaltarei o nome do Senhor, cantarei hinos ao Altíssimo.
Ou: Cf. Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.
Oração depois da comunhão
Senhor, que nos saciais com os vossos dons sagrados,
concedei-nos, por este sacramento,
com que nos alimentais na vida presente,
a comunhão convosco na vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.
Santo
São Justino, mártir
Martirológio
Memória de São Justino, mártir, um filósofo que seguiu rectamente a verdadeira sabedoria reconhecida na verdade de Cristo, manifestou-a na sua vida, ensinou-a na sua pregação, defendeu-a nos seus escritos e confirmou-a com a sua morte em Roma no tempo do imperador Marco Aurélio Antonino. De facto, depois de ter apresentado ao imperador a sua “Apologia” em defesa da religião cristã, foi entregue ao prefeito Rústico e, confessando perante ele que era cristão, foi condenado à morte.
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2. Também em Roma, os santos Caritão e Carito, Evelpisto e Jeraces, Peão e Liberiano, mártires, que foram discípulos de São Justino e, juntamente com ele, receberam a coroa de glória. |
3. Em Alexandria, no Egipto, os santos mártires Amon, Zenão, Ptolomeu, Ingenes, soldados, e o ancião Teófilo, que, presentes no tribunal, com o rosto, os olhos e os gestos procuravam encorajar um cristão intimidado pelos suplícios a que era submetido e estava prestes a renegar da fé; tendo-se levantado contra eles um clamor de todo o povo, irromperam para o meio do tribunal e afirmaram que eram cristãos; assim, pela sua vitória triunfou gloriosamente Cristo, que dera aos seus fiéis tão firme constância de ânimo. |
4. Em Licópolis, também no Egipto, os santos mártires Isquirião, comandante do exército, e outros cinco soldados, que, por ordem do prefeito Arriano, no tempo do imperador Décio, deram a vida pela fé em Cristo com diversos géneros de martírio. |
5. Em Bolonha, na actual Emília-Romanha, região da Itália, São Próculo, mártir, que pela verdade cristã foi trespassado com grossos cravos de traves. |
6. Em Montefalco, na Úmbria, também região da Itália, São Fortunato, presbítero, que, segundo a tradição, sendo ele mesmo pobre, com assíduo trabalho acudiu às necessidades dos pobres e deu a vida pelos irmãos. |
7. Na ilha de Lérins, na Provença, actualmente na França, São Caprásio, eremita, que juntamente com Santo Honorato se retirou neste lugar e aí deu início à vida monástica. |
8*. Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, São Floro, cujo nome foi dado ao mosteiro construído sobre o seu túmulo, bem como à cidade e à sede episcopal. |
9*. Na Bretanha Menor, também na hodierna França, São Ronano, bispo, que chegou por mar da Irlanda e nas florestas levou vida eremítica. |
10*. No território de Leicester, na Inglaterra, São Vistano, mártir, que, sendo membro da família real da Mésia, porque se opôs ao matrimónio incestuoso de sua mãe regente, foi morto com a espada do tirano. |
11. Em Tréveris, na Lorena, hoje na Alemanha, São Simeão, filho de um grego de Siracusa, que levou vida eremítica junto a Belém e no Monte Sinai e, depois de longas peregrinações, viveu até à morte recluso na torre da Porta Negra desta cidade. |
12. No mosteiro de Oña, no território de Burgos, em Castela, região da Espanha, Santo Ínhigo, abade, homem pacífico, cuja morte choraram os próprios Judeus e Mouros. |
13*. Em Alba, no Piemonte, região da Itália, o Beato Teobaldo, que, movido pelo amor da pobreza, deu toda a sua fortuna a uma viúva e por humildade tomou o ofício de carregador, para levar sobre si o fardo dos outros. |
14*. Em Urbino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o beato João Pellingotto, da Ordem Terceira de São Francisco, que, sendo comerciante, procurava enriquecer mais os outros do que a si mesmo e, retirando-se numa cela, só de lá saía para ajudar os pobres e os enfermos. |
15*. Em Londres, na Inglaterra, o Beato João Storey, mártir, jurista, que permaneceu fidelíssimo ao Romano Pontífice. Depois de passar pelos cárceres e pelo exílio, foi condenado à morte e, sofrendo o suplício da forca no patíbulo de Tyburn, emigrou para a felicidade eterna. |
16*. Em Omura, no Japão, os beatos mártires Afonso Navarrete, da Ordem dos Pregadores, Fernando de São José de Ayala, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, presbíteros, e Leão Tanaka, religioso da Companhia de Jesus, que, por edito do comandante supremo Hidetada, foram degolados ao mesmo tempo em ódio à fé cristã. |
17*. Num barco-prisão, ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Baptista Vernoy de Montjournal, presbítero e mártir, que, sendo cónego de Moulins, durante a Revolução Francesa, por causa da sua condição de sacerdote foi condenado ao cárcere na galera e aí morreu consumido pela enfermidade. |
18. Em Hung Yen, no Tonquim, no actual Vietnam, São José Tuc, mártir, jovem agricultor, que, no tempo do imperador Tu Duc, por ter recusado calcar a cruz, foi várias vezes detido no cárcere e torturado e finalmente degolado. |
19*. Em Piacenza, na Itália, são João Batista Scalabrini, bispo, que teve uma atividade multiforme nesta Igreja e se distinguiu pela solicitude para com os sacerdotes, os agricultores e os operários, mas prestou especial atenção aos emigrantes nas cidades da América, para os quais fundou as Pias Sociedades do Sagrado Coração. |
20. Em Messina, na Sicília, também na Itália, Santo Aníbal Maria Di Frância, presbítero, que fundou as Congregações dos Rogacionistas do Coração de Jesus e das Filhas do Zelo Divino, com a finalidade de pedir ao Senhor para que enriquecesse a sua Igreja com santos sacerdotes, e se dedicou com grande zelo aos órfãos, abrindo aos pobres as mãos da misericórdia de Deus. |