Liturgia diária
Agenda litúrgica
2023-06-02
Sexta-feira da semana VIII
Santos Marcelino e Pedro, mártires – MF
Verde ou verm. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).
L 1 Sir 44, 1. 9-13; Sl 149, 1-2. 3-4. 5-6a e 9b
Ev Mc 11, 11-26
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – S. Félix de Nicosia, religioso – MF
* Na Congregação da Paixão de Jesus Cristo – Ofício e Missa votivos da Paixão.
Missa
Antífona de entrada Cf. Sl 17, 19-20
O Senhor veio em meu auxílio,
livrou-me da angústia e pôs-me em liberdade.
Levou-me para lugar seguro,
salvou-me porque me tem amor.
Oração coleta
Fazei, Senhor,
que os acontecimentos do mundo
decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz
e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I (anos ímpares) Sir 44, 1.9-13
«Os nossos pais foram homens virtuosos
e o seu nome permanece de geração em geração»
Esta leitura é o princípio do capítulo onde se faz o elogio dos antepassados. Ao lado de alguns que passaram sem deixar rasto digno de ser recordado – o que é bem triste – outros houve cujo nome merece ser lembrado nas gerações futuras. A sua glória revive nos filhos e essa é a sua melhor herança. É realmente fruto da meditação de um homem de sabedoria esta reflexão do autor do Eclesiástico, ou de Ben-Sirá, o neto de Sirá.
Leitura do Livro de Ben-Sirá
Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações. Alguns houve que não deixaram lembrança, desapareceram como se não tivessem existido, passaram como se não tivessem nascido, tanto eles como os seus filhos. Mas outros foram homens virtuosos e as suas boas obras não foram esquecidas. Na sua descendência permanece a excelente herança que deles nasceu. Os seus filhos são fiéis à aliança e, graças a eles, também os filhos dos seus filhos. A sua descendência permanece para sempre e jamais se apagará a sua glória.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 149, 1-2.3-4.5-6a e 9b (R. 4a)
Refrão: O Senhor ama o seu povo. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor na assembleia dos santos.
Alegre-se Israel em seu Criador,
rejubilem os filhos de Sião em seu Rei. Refrão
Louvem o seu nome com danças,
cantem ao som do tímpano e da cítara,
porque o Senhor ama o seu povo,
coroa os humildes com a vitória. Refrão
Exultem de alegria os fiéis,
cantem jubilosos em suas casas;
em sua boca os louvores de Deus.
Esta é a glória de todos os seus fiéis. Refrão
ALELUIA cf. Jo 15, 16
Refrão: Aleluia Repete-se
Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto
e o vosso fruto permaneça. Refrão
EVANGELHO Mc 11, 11-26
«A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.
Tende fé em Deus»
A figueira estéril é uma parábola em ato, que põe em realce a falta de fé com que Jesus é acolhido pela nação judaica, e, por outro lado, a eficácia da oração feita com fé, como o próprio Senhor a seguir explicou. À maneira que estes episódios iam acontecendo, ia-se aprofundando a fé dos discípulos, como, ainda hoje à medida que esta palavra vai sendo proclamada, ela se irá enraizando em nós.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus, depois de ser aclamado pela multidão, entrou em Jerusalém e foi ao templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, saiu para Betânia com os Doze. No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus sentiu fome. Viu então de longe uma figueira com folhas e foi ver se encontraria nela algum fruto. Mas, ao chegar junto dela, nada encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos. Então, dirigindo-Se à figueira, disse: «Nunca mais alguém coma do teu fruto». E os discípulos escutavam. Chegaram a Jerusalém. Quando Jesus entrou no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam: derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos vendedores de pombas e não deixava ninguém levar nada através do templo. E ensinava-os, dizendo: «Não está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? E vós fizestes dela um covil de ladrões». Os príncipes dos sacerdotes e os escribas souberam disto e procuravam maneira de o fazer morrer. Mas temiam Jesus, porque toda a multidão andava entusiasmada com a sua doutrina. Ao cair da noite, Jesus e os discípulos saíram da cidade. Na manhã seguinte, ao passarem perto da figueira, os discípulos viram-na seca até às raízes. Pedro recordou-se do que tinha acontecido na véspera e disse a Jesus: «Olha, Mestre. A figueira que amaldiçoaste secou». Jesus respondeu: «Tende fé em Deus. Em verdade vos digo: Se alguém disser a este monte: ‘Tira-te daí e lança-te no mar’, e não hesitar em seu coração, mas acreditar que se vai cumprir o que diz, assim acontecerá. Por isso vos digo: Tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes e assim sucederá. E quando estiverdes a orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai que está nos Céus vos perdoe também as vossas faltas».
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Senhor nosso Deus,
que nos concedeis estes dons que Vos oferecemos
e nos atribuís o mérito do oferecimento,
nós Vos suplicamos:
o que nos dais como fonte de mérito
nos obtenha o prémio da felicidade eterna.
Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Cf. Sl 12, 6
Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez,
exaltarei o nome do Senhor, cantarei hinos ao Altíssimo.
Ou: Cf. Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.
Oração depois da comunhão
Senhor, que nos saciais com os vossos dons sagrados,
concedei-nos, por este sacramento,
com que nos alimentais na vida presente,
a comunhão convosco na vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.
Santo
Santos Marcelino e Pedro, mártires
Martirológio
Os santos mártires Marcelino, presbítero, e Pedro, exorcista, de quem o papa São Dâmaso conta que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, condenados à morte e conduzidos ao lugar do suplício no meio da floresta, foram obrigados a cavar com as próprias mãos a sua sepultura, para que os corpos ficassem ocultos a toda a gente; mas uma piedosa mulher, chamada Lucina, inumou dignamente os seus santos corpos em Roma, junto à Via Labicana, no cemitério “ad Duas Lauros”.
|
2. Em Lião, na Gália, actualmente na França, os santos mártires Potino, bispo, e Blandina, com quarenta e seis companheiros[1], cujos valorosos e repetidos combates, durante a perseguição do imperador Marco Aurélio, foram referidos na carta que a Igreja de Lião enviou à Igreja da Ásia e da Frígia. Entre eles, Potino, bispo nonagenário, expirou pouco tempo depois de ser encarcerado; dos outros cristãos condenados, uns morreram também no cárcere, outros foram reunidos no meio da arena para espectáculo de milhares de pessoas; os que tinham sido identificados como cidadãos romanos pereceram decapitados e os restantes expostos às feras. Finalmente, Blandina, suportando prolongados e cruéis tormentos, foi degolada, seguindo os passos daqueles a quem antes exortava a alcançar a palma do martírio.
[1] São estes os seus nomes: Zacarias presbítero, Vécio Epagato, Macário, Asclibíades, Silvio, Primo, Úlpio, Vital, Comino, Outubro, Filomeno, Gémino, Júlia, Albina, Grata, Emília, Potâmia, Pompeia, Ródana, Bíblis, Quárcia, Materna, Hélpis; Santo, diácono; Maturo, neófito; Átalo, natural de Pérgamo; Alexandre, natural da Frígia; Pôntico, Isto, Aristeu, Cornélio, Zósimo, Tito, Júlio, Zótico, Apolónio, Geminiano, outra Júlia, Ausona, outra Emília, Jámnica, outra Pompeia, Dona, Justa, Trófima, Antónia.
|
3. Em Fórmia, região da Itália, Santo Erasmo, bispo e mártir. |
4. Em Roma, junto de São Pedro, Santo Eugénio I, papa, que sucedeu a São Martinho, mártir. |
5. Junto ao Bósforo, na Propôntide, actualmente na Turquia, o passamento de São Nicéforo, bispo de Constantinopla, acérrimo defensor das tradições paternas, que se opôs tenazmente ao imperador iconoclasta Leão o Arménio, em favor do culto das imagens sagradas; expulso da sede episcopal, foi afastado por longo tempo para um mosteiro, de onde partiu serenamente ao encontro do Senhor. |
6*. Em Ácqui, no Piemonte, região da Itália, São Guido, bispo. |
7. Em Tráni, na Apúlia, também região da Itália, São Nicolau, peregrino, natural da Grécia, que percorria esta região levando na mão uma cruz e repetindo sem cessar: «Kyrie eléison». |
8*. Em Sandomierz, junto ao rio Vístula, na Polónia, os beatos mártires Sadoc, presbítero, e quarenta e oito companheiros, da Ordem dos Pregadores, que, segundo a tradição, foram mortos pelos Tártaros, enquanto cantavam a «Salve, Regina», saudando na sua hora da morte a Mãe da Vida. |
9. Em Au Thi, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Ninh, mártir, jovem agricultor, que, recusando pisar a cruz do Salvador, foi decapitado no tempo do imperador Tu Duc. |