Liturgia diária

Agenda litúrgica

2024-04-15

SEGUNDA-FEIRA da semana III

Branco – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. pascal.

L 1 At 6, 8-15; Sl 118 (119), 23-24. 26-27. 29-30
Ev Jo 6, 22-29

* Na Diocese do Porto – Aniversário da entrada solene de D. Manuel da Silva Rodrigues Linda.

 

Missa

 

Antífona de entrada
Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas
e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

Oração coleta
Concedei, Deus todo-poderoso,
que, abandonando a velha condição do pecado,
sigamos os caminhos da vida nova,
que nos abristes na celebração das festas pascais.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I Atos 6, 8-15
«Não eram capazes de resistir à sabedoria
e ao Espírito Santo com que ele falava»

Estamos em presença das primeiras manifestações do Espírito na Igreja. É agora que o mistério de Jesus se começa a revelar aos homens para além do grupo que O tinha acompanhado em sua vida mortal. E é o Espírito Santo quem o revela. Então em Estêvão, o primeiro mártir, como depois em todos os outros mártires, a Páscoa de Jesus vai arrastando em si os que se deixam ensinar pela sabedoria do Espírito Santo. O processo de S. Estêvão segue os mesmos passos que o de Jesus: as mesmas falsas testemunhas, o mesmo ódio da parte dos acusadores; e, da parte de Estêvão, o mesmo olhar fixo em Deus e as mesmas palavras de perdão para os seus algozes, como Jesus para aqueles que O crucificavam.

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos, oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia, vieram discutir com Estêvão, mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo com que ele falava. Subornaram então uns homens para afirmarem: «Ouvimos Estêvão proferir blasfémias contra Moisés e contra Deus». Provocaram assim a ira do povo, dos anciãos e dos escribas. Depois surgiram inesperadamente à sua frente, apoderaram-se dele e levaram-no ao Sinédrio, apresentando falsas testemunhas, que disseram: «Este homem não cessa de proferir palavras contra este Lugar Santo e contra a Lei, pois ouvimo-l’O dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que recebemos de Moisés». Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto parecia o rosto de um Anjo.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 23-24.26-27.29-30 (R. 1b)
Refrão: Ditosos os que seguem a lei do Senhor. Repete-se

Ainda que os príncipes conspirem contra mim,
o vosso servo meditará os vossos decretos.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros. Refrão

Expus meus caminhos e destes-me ouvidos:
ensinai-me os vossos decretos.
Fazei-me compreender o caminho dos vossos preceitos
para meditar nas vossas maravilhas. Refrão

Afastai-me do caminho da mentira
e dai-me a graça da vossa lei.
Escolhi o caminho da verdade
e decidi-me pelos vossos juízos. Refrão


ALELUIA Mt 4, 4b
Refrão: Aleluia Repete-se

Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Refrão


EVANGELHO Jo 6, 22-29
«Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna»
A partir da multiplicação dos pães, proclamada na semana anterior, Jesus vai fazer uma longa catequese sobre o Pão da Vida. E começa, hoje, por criar nos seus ouvintes a fome de Deus, pela fé, pois que os sacramentos são sinais da fé. A multiplicação dos pães e dos peixes era também um sinal. Jesus tinha matado a fome àquela gente com o alimento que lhe multiplicara no monte. Mas, o alimento de que eles precisam e que devem esforçar-se por encontrar é Ele próprio, o Senhor, a quem alcançarão pela fé. Acreditar em Jesus e viver dessa fé é alimentar-se com o alimento que leva à vida eterna.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Depois de Jesus ter saciado os cinco mil homens, os seus discípulos viram-n’O a caminhar sobre as águas. No dia seguinte, a multidão que permanecera no outro lado do mar notou que ali só estivera um barco e que Jesus não tinha embarcado com os discípulos; estes tinham partido sozinhos. Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. Quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, subiram todos para os barcos e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus. Ao encontrá-l’O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?» Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo». Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?» Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar n’Aquele que Ele enviou».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Subam à vossa presença, Senhor,
as nossas orações e as nossas ofertas,
de modo que, purificados pela vossa graça,
possamos participar dignamente
nos sacramentos da vossa misericórdia.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio Pascal I-V.

Antífona da comunhão Cf. Jo 14, 27
Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz.
Não vo-la dou como a dá o mundo, diz o Senhor. Aleluia.

Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso e eterno,
que, em Cristo ressuscitado, nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal
e infundi em nossos corações a força do alimento que nos salva.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

Martirológio

1.   Na Trácia, região do Sul da Europa, os santos Teodoro e Pausilipo, mártires, que, segundo a tradição, sofreram a morte no tempo do imperador Adriano.

2.   Em Mira, na Lícia, na actual Turquia, São Crescente, que sofreu o martírio na fogueira.

3.   No Monte d’Oro, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Marão, mártir.

4.   Em Roma, junto de São Pedro, a comemoração de Santo Abúndio, que, segundo o testemunho do papa São Gregório, foi humilde e fiel mansionário desta igreja.

5.   Em Scissy, no território de Coutances da Gália, na actual França, o sepultamento de São Paterno, bispo de Avranches, que fundou muitos mosteiros e, eleito já septuagenário para a sede episcopal, finalmente, com grande contentamento entregou a sua alma a Deus no mosteiro deste lugar.

6*.   No mosteiro de Landelles, no território de Bayeux, na Normandia, actualmente também na França, Santo Ortário, abade, dedicado a uma vida de austeridade e de oração e assíduo na assistência aos enfermos e aos pobres.

7*.   Em Avinhão, na Provença, região da França, São César de Bus, presbítero, que, convertendo-se da vida mundana, se dedicou à pregação e à catequese e fundou a Congregação dos Padres da Doutrina Cristã, destinada a dar glória a Deus pela formação dos fiéis.

8*.   Em Kalawao, na ilha de Molokai, na Oceania, São Damião de Veuster (José de Veuster), presbítero da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, que se consagrou com tanta magnanimidade à assistência dos leprosos, que também ele sucumbiu atingido pela lepra.