Liturgia diária

Agenda litúrgica

2025-07-07

Segunda-feira da semana XIV

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L 1 Gn 28, 10-22a; Sl 90 (91), 1-2. 3-4. 14-15ab
Ev Mt 9, 18-26

* Na Diocese de Beja – Aniversário da Ordenação episcopal e tomada de posse de D. Fernando Maio de Paiva (2024).
* Na Companhia de Jesus – B. Diogo Carvalho, presbítero e mártir – MF
* Na Ordem de Malta – B. Adriano Fortescue, cavaleiro e mártir – MO
* Na Congregação Salesiana e no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora – B. Maria Romero, virgem – MF e MO
* Na Ordem dos Carmelitas Descalços – Virgem santa Maria, Mãe da Divina Graça – MO

 

Missa

 

Antífona de entrada Sl 47, 10-11
Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo.
Toda a terra proclama o louvor do vosso nome,
porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que, pela humilhação do vosso Filho,
levantastes o mundo decaído,
dai aos vossos fiéis uma santa alegria,
para que, livres da escravidão do pecado,
possam chegar à felicidade eterna.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos ímpares) Gn 28, 10-22a
«Viu uma escada, pela qual os Anjos de Deus subiam e desciam;
e Deus falou-lhe»

Na noite que passou nos campos de Betel (Casa de Deus) a caminho da casa do seu tio Labão, Jacob dormiu e teve o célebre sonho da escada que ligava a Terra ao Céu por onde subiam e desciam Anjos de Deus. E Deus falou-lhe para renovar, a ele, a promessa já feita a Abraão, de lhe dar aquela mesma terra em herança. Assim se vai actualizando de geração em geração a promessa de Deus.

Leitura do Livro do Génesis
Naqueles dias, Jacob saiu de Bersabé e tomou o caminho de Harã. Chegando a certo lugar quando o sol já se tinha posto, resolveu passar ali a noite. Tomou uma das pedras do local, colocou-a debaixo da cabeça e deitou-se ali mesmo. Teve então um sonho: Uma escada estava assente na terra e a parte superior tocava o céu; por ela subiam e desciam Anjos de Deus. No cimo da escada estava o Senhor, que lhe disse: «Eu sou o Senhor, Deus de Abraão teu pai e Deus de Isaac. Dar-te-ei, a ti e à tua descendência, a terra em que te encontras. A tua descendência será tão numerosa como o pó da terra. Estender-te-ás para o ocidente e para o oriente, para o norte e para o sul, e, por ti e pela tua descendência, serão abençoadas todas as famílias da terra. Eu estou contigo: proteger-te-ei para onde quer que vás e reconduzir-te-ei a esta terra. Não te abandonarei, enquanto não tiver realizado tudo o que te prometi». Quando Jacob despertou do sono, disse: «Realmente o Senhor está neste lugar e eu não o sabia». Ele teve medo e disse: «Como é terrível este lugar! É nada menos que a casa de Deus e a porta do Céu». Jacob levantou-se de manhã cedo, tomou a pedra que lhe servira de travesseiro, ergueu-a como estela e derramou óleo por cima. A este lugar deu o nome de Betel, mas antes a cidade chamava-se Luza. Jacob fez então este voto: «Se Deus estiver comigo e me guardar nesta viagem que faço, se me der pão para comer e roupa para vestir e eu voltar são e salvo à casa paterna, então o Senhor será o meu Deus e esta pedra que eu ergui como estela será uma casa de Deus».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 90 (91) 1-2.3-4.14-15ab (R. cf. 2b)
Refrão: Senhor, meu Deus, em Vós confio. Repete-se

Tu que habitas sob a protecção do Altíssimo
e moras à sombra do Omnipotente,
diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela;
meu Deus, em Vós confio». Refrão

Ele te livrará do laço do caçador
e do flagelo maligno.
Cobrir-te-á com as suas penas,
debaixo das suas asas encontrarás abrigo. Refrão

«Porque em Mim confiou, hei de salvá-lo,
hei de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.
Quando Me invocar, hei de atendê-lo,
estarei com ele na tribulação. Refrão


ALELUIA cf. 2 Tim 1, 10
Refrão: Aleluia Repete-se
Jesus Cristo, nosso Salvador, destruiu a morte
e fez brilhar a vida por meio do Evangelho. Refrão


EVANGELHO Mt 9, 18-26
«A minha filha acaba de morrer.
Mas vem impor-lhe a mão e ela viverá»

Jesus faz dois milagres, um para salvar na doença, outro para livrar da morte, dois sinais de que Ele é quem salva e dá a vida, de que Ele tem a Vida em Si mesmo (cf. Jo 5, 26), de que Ele mesmo é a Vida. No reino de Deus, “a morte deixará de existir, e não mais haverá luto” (Ap 21,4). Os milagres de Jesus são sinais desse reino, que já começou, mas que ainda se não revelou em toda a sua plenitude.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, estava Jesus a falar aos seus discípulos, quando um chefe se aproximou e se prostrou diante d’Ele, dizendo: «A minha filha acaba de falecer. Mas vem impor a mão sobre ela e viverá». Jesus levantou-Se e acompanhou-o com os discípulos. Entretanto, uma mulher que sofria um fluxo de sangue havia doze anos, aproximou-se por detrás d’Ele e tocou-Lhe na fímbria do manto, pensando consigo: «Se eu ao menos Lhe tocar no manto, ficarei curada». Mas Jesus voltou-Se e, ao vê-la, disse-lhe: «Tem confiança, minha filha. A tua fé te salvou». E a partir daquele momento a mulher ficou curada. Ao chegar a casa do chefe e ao ver os tocadores de flauta e a multidão em grande alvoroço, Jesus disse-lhes: «Retirai-vos, porque a menina não morreu; está a dormir». Riram-se d’Ele. Mas quando mandou sair a multidão, Jesus entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se. E a notícia divulgou-se por toda aquela terra.
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Fazei, Senhor,
que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique
e nos conduza, dia após dia,
a viver mais intensamente a vida da graça.

Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Sl 33, 9
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n’Ele se refugia.

Ou: Cf. Mt 11, 28
Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos,
e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

Oração depois da comunhão
Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes,
fazei que alcancemos os benefícios da salvação
e nunca cessemos de cantar os vossos louvores.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Martirológio

1.   Comemoração de São Panteno de Alexandria, homem de grande zelo apostólico e dotado de ciência e sabedoria, que, segundo a tradição, tinha tão grande conhecimento e zelo da palavra de Deus que, inflamado pela sua fé e piedade, partiu para pregar o Evangelho de Cristo aos povos desconhecidos das longínquas regiões do Oriente, regressando finalmente a Alexandria, onde descansou em paz, no tempo do imperador Antonino Caracala.

2.   Em Faremoutiers-en-Brie, no território de Meaux, na Aquitânia, actualmente na França, Santa Edilburga, abadessa do mosteiro deste lugar, que, sendo filha de um rei dos Anglos orientais, deu glória a Deus com a sua severa penitência corporal e perpétua virgindade.

3.   Em Winchester, na Inglaterra, Santo Heda, bispo dos saxões ocidentais, homem de eminente sabedoria, que trasladou de Dochester o corpo de São Birino para esta cidade, onde estabeleceu a sua sede episcopal.

4.   Em Eichstadt, na Francónia, na actual Alemanha, São Vilibaldo, bispo, que era monge quando fez peregrinações aos Lugares Santos e percorreu várias regiões para restaurar a vida monástica; depois foi ordenado bispo desta cidade por São Bonifácio, com quem colaborou na evangelização da Germânia e converteu muitos povos a Cristo.

5*.   Em Tamlacht, na Irlanda, São Mael Ruain, bispo e abade, que trabalhou arduamente para restaurar a celebração da sagrada liturgia, o culto dos Santos e a disciplina monástica.

6.   Em Urgel, na Catalunha, região da Espanha, Santo Odão, bispo, que foi eleito por unânime aclamação do povo quando ainda era leigo e, confirmado para esta sede episcopal, defendeu sempre os mais humildes e se mostrou benévolo para com todos.

7*.   Em Perúgia, na Úmbria, região da Itália, o passamento do Beato Bento XI, papa, da Ordem dos Pregadores, que, dotado de grande benignidade e mansidão, conciliador de contendas e amante da paz, promoveu durante o seu breve pontificado a paz da Igreja, a renovação do ensino e o incremento da prática religiosa.

8*.   Em Fossano, no Piemonte, também na Itália, o Beato Odino Barótti, presbítero, pároco pobre e de vida austera, que, na deflagração de uma epidemia, consumiu todas as suas forças cuidando dia e noite dos enfermos e dos moribundos.

9*.   Em Wincester, na Inglaterra, os beatos Rogério Dickinson, presbítero, e Rodolfo Milner, agricultor e pai de família, pobre e inculto, mas firme na fé, que, no reinado de Isabel I, foram ao mesmo tempo presos e mortos no suplício do patíbulo; com eles se comemora o Beato Lourenço Humphrey, um jovem que morreu enforcado no mesmo lugar em dia incerto por ter abraçado a fé católica.

10*.   Ao largo de Rochefort, na França, o Beato José Juge de Saint-Martin, presbítero e mártir, que, sendo cónego de Limoges, foi preso durante a Revolução Francesa por ser sacerdote e, desumanamente recluído num barco-prisão, consumido pela enfermidade partiu ao encontro do Senhor.

11*.   Em Orange, também na França, a Beata Ifigénia de São Mateus (Francisca Gabriela Maria Suzana de Gaillard dela Valdène), virgem da Ordem de São Bento e mártir no tempo da Revolução Francesa.

12.   Perto da cidade de Hengchow, no Hunan, província da China, os santos Antonino Fantosáti, bispo, e José Maria Gambaro, presbítero da Ordem dos Menores, que foram mortos pelos sequazes dos “Yihetuan” quando se aproximaram da costa para prestar auxílio aos cristãos perseguidos.

13.   Junto à cidade de Weihweu, no Hebei, também província da China, São Marcos Ji Tianxiang, mártir, que, permanecendo trinta anos afastado da Eucaristia por não ter querido abster-se do ópio, não cessou contudo de orar e invocar uma santa morte; chamado ao tribunal e dando firme testemunho da sua fé em Cristo, foi admitido ao banquete eterno.

14.   Em Hujiacun, perto de Shenxian, cidade do Hebei, também província da China, Santa Maria Guo Lizhi, mártir, que, na mesma perseguição, como uma segunda mãe dos Macabeus, exortou à firmeza de ânimo sete parentes seus que acompanhava ao lugar do suplício e pediu que também ela fosse morta depois deles; finalmente coroou o seu martírio, seguindo aqueles que ela tinha encaminhado para o Céu.

15♦.   Em Le Mans, na França, o Beato Carlos Liviero, bispo de Città del Castello e fundador da Congregação das Pequenas Servas do Sagrado Coração.

16.   Em Rakunai, localidade da Nova Bretanha, ilha de Papua-Nova Guiné, na Melanésia, o Beato Pedro To Rot, mártir, que era catequista e pai de família e, durante a segunda guerra mundial, foi preso por perseverar no seu ministério e, injectado com veneno letal, consumou o seu martírio.

17*.   Em Leão, na Nicarágua, a Beata Maria Romero Meneses, virgem do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, que, nas regiões da Costa Rica se dedicou à formação das jovens, especialmente das mais pobres e abandonadas, e propagou com grande zelo o culto da Eucaristia e da Virgem Santa Maria.