Liturgia diária
Agenda litúrgica
2025-08-21
Quinta-feira da semana XX
S. Pio X, papa – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.
L 1 Jz 11, 29-39a; Sl 39 (40), 5. 7-8a. 8b-9. 10-11ab
Ev Mt 22, 1-14
* Na Diocese de Portalegre – Castelo Branco – Aniversário da criação da Diocese (1549).
* Na Diocese de Bragança-Miranda (na Catedral e na Cidade de Bragança) – I Vésp. da Bem-aventurada Virgem santa Maria, Rainha.
* No Carmelo da Rainha do Mundo (Faro) – I Vésp. da Virgem santa Maria, Rainha do Mundo.
Missa
Antífona de entrada Sl 83, 10-11
Senhor Deus, nosso protetor, ponde os olhos no rosto do vosso Ungido.
Um dia em vossos átrios vale mais de mil longe de Vós.
Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que preparastes bens invisíveis para aqueles que Vos amam,
infundi em nós o vosso amor,
para que, amando-Vos em tudo e acima de tudo,
alcancemos as vossas promessas, que excedem todo o desejo.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I (anos ímpares) Jz 11, 29-39a
«A primeira pessoa que sair da porta da minha casa,
eu a oferecerei em holocausto ao Senhor»
Esta narração, de carácter muito antigo, mostra uma determinada maneira de encarar os conceitos religiosos em tempos ainda muito primitivos, mas que o Evangelho viria a esclarecer e a espiritualizar. Deus nunca exigiu sacrifícios humanos, que estiveram, no entanto, em uso entre os povos vizinhos do povo de Deus.
Leitura do Livro dos Juízes
Naqueles dias, o espírito do Senhor veio sobre Jefté, que percorreu Galaad e Manassés, atravessou Mispá de Galaad e dali passou ao território dos amonitas. Jefté fez este voto ao Senhor: «Se me entregardes os amonitas nas minhas mãos e eu voltar em paz da campanha contra eles, a primeira pessoa que sair da porta da minha casa, para vir ao meu encontro, pertencerá ao Senhor, e eu a oferecerei em holocausto». Jefté passou então ao território dos amonitas, para travar combate com eles, e o Senhor entregou-os nas suas mãos. Desbaratou-os desde Aroer até perto de Minit, tomando vinte cidades, e chegou até Abel-Queramin. Com esta enorme derrota, os amonitas ficaram humilhados perante os filhos de Isarel. Quando Jefté voltava para casa, em Mispá, sua filha saiu ao seu encontro, dançando ao som de tamborins. Era filha única; além dela não tinha outros filhos ou filhas. Logo que a viu, Jefté rasgou as vestes e disse: «Ai, minha filha, que me trazes tanta angústia! És a causa da minha desgraça! Eu tomei um compromisso diante do Senhor e não posso voltar atrás». Ela respondeu-lhe: «Meu pai, se te comprometeste com o Senhor, trata-me segundo o compromisso que tomaste, uma vez que o Senhor te concedeu a desforra contra os filhos de Amon, teus inimigos». Depois disse ao pai: «Apenas te peço um favor: Deixa-me livre durante dois meses, para eu ir pelos montes, com as minhas companheiras, e chorar por ter de morrer virgem». O pai respondeu-lhe: «Então vai!». E deixou-a partir por dois meses. Ela foi com as suas companheiras e andou a chorar pelos montes, por ter de morrer virgem. Passados os dois meses, voltou para junto do pai e ele cumpriu o voto que fizera.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 39 (40), 5.7-8a.8b-9.10-11ab (R. 8a e 9a)
Refrão: Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade. Repete-se
Feliz de quem pôs a sua confiança no Senhor
e não se voltou para os arrogantes.
Feliz de quem pôs a sua confiança no Senhor
e não se voltou para os que seguem a mentira. Refrão
Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,
mas abristes-me os ouvidos;
não pedistes holocaustos nem expiações,
então clamei: «Aqui estou». Refrão
«De mim está escrito no livro da Lei
que faça a vossa vontade.
Assim o quero, ó meu Deus,
a vossa lei está no meu coração». Refrão
Proclamei a justiça na grande assembleia,
não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.
Não escondi a vossa justiça no fundo do coração,
proclamei a vossa fidelidade e salvação. Refrão
ALELUIA cf. Salmo 94 (95), 8ab
Refrão: Aleluia. Repete-se
Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,
não fecheis os vossos corações. Refrão
EVANGELHO Mt 22, 1-14
«Convidai para as bodas todos os que encontrardes»
As núpcias são uma das imagens simbólicas para significar a união feliz de Deus com o seu povo, sobretudo em Jesus Cristo, que é chamado o Esposo, bem como a Igreja é chamada a Esposa. O convite para as bodas, e consequentemente o convite para entrar na Igreja de Cristo, a sua Esposa, é dirigido a todos os homens. Esta parábola mostra a generosidade de Deus que a todos convida, mas também a necessidade de responder ao convite de Deus e de tomar parte no seu banquete.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: Preparei o meu banquete, os bois e cevados foram abatidos, tudo está pronto. Vinde às bodas’. Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse então aos servos: ‘O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes’. Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’. Mas ele ficou calado. O rei disse então aos servos: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí haverá choro e ranger de dentes’. Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos».
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor, a nossa oblação,
na qual se realiza a gloriosa permuta de dons,
de modo que, oferecendo-Vos o que nos destes,
mereçamos receber-Vos a Vós mesmo.
Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Sl 129, 7
No Senhor está a misericórdia,
no Senhor está a plenitude da redenção.
Ou: Cf. Jo 6, 51
Eu sou o pão vivo descido do céu, diz o Senhor.
Quem comer deste pão viverá eternamente.
Oração depois da comunhão
Senhor, que neste sacramento
nos fizestes participar mais intimamente no mistério de Cristo,
transformai-nos à sua imagem na terra
para merecermos ser associados à sua glória no céu.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Santo
São Pio X, papa
Martirológio
Memória de São Pio X, papa, que, depois de exercer o ministério paroquial, foi bispo de Mântua e Patriarca de Veneza; finalmente eleito Romano Pontífice, tomou como lema do seu governo “instaurar todas as coisas em Cristo”, que pôs em prática com grande simplicidade de alma, pobreza e fortaleza, incitando os fiéis a intensificar a vida cristã com a participação na Eucaristia, a dignidade da sagrada Liturgia e a integridade da doutrina.
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2. Na Trácia, na actual Turquia, os santos Agatónico, Zótico e outros, mártires, que, segundo a tradição, sofreram o martírio em Silímbria e noutros lugares da região. |
3. Em Roma, no Campo Verano, Santa Ciríaca, que deu o seu nome ao cemitério na Via Tiburtina, que ela tinha doado à Igreja. |
4. Em Útica, na África Proconsular, na actual Tunísia, São Quadrato, bispo e mártir, que, juntamente com todo o seu povo, clérigos e leigos, deu testemunho de Cristo e, como bom pastor, seguiu no martírio, quatro dias depois, o rebanho que tinha apascentado. |
5. Em Verona, actualmente no Véneto, região da Itália, Santo Euprépio, que é considerado o primeiro bispo desta cidade. |
6. Em Fordingiano, na Sardenha, região da Itália, São Lussório, mártir. |
7. Comemoração dos santos mártires Bassa e seus três filhos Teógnio, Agápio e Pístio, que se narra terem sofrido o martírio: Bassa, na ilha Halona, os outros em Edessa, na Hélade, lugares da actual Grécia. |
8. Em Gévaudan, território dos Gábalos, povo antigo da Gália meridional, na actual França, São Privato, bispo e mártir, que, durante a invasão dos Vândalos, capturado na cripta onde se retirava em jejuns e orações, foi flagelado até à morte por se ter recusado a atraiçoar o seu rebanho sacrificando aos ídolos. |
9. Em Clermont-Ferrand, na Aquitânia, também na actual França, São Sidónio Apolinar, que era prefeito da cidade de Roma, quando foi ordenado bispo de Clermont; dotado de grande cultura, tanto nas ciências humanas como nas ciências sagradas, e animado de singular fortaleza cristã, opôs-se corajosamente à ferocidade dos bárbaros como verdadeiro pai universal e mestre insigne. |
10*. Em Alzira, na província de Valência, na Espanha, a comemoração dos santos mártires Bernardo, anteriormente chamado ‘Ahmed, monge da Ordem Cisterciense, e suas irmãs Maria (Zaida) e Graça (Zoraida), que ele tinha conduzido da religião maometana à fé cristã. |
11. Em Hung Yên, cidade do Tonquim, no actual Vietnam, São José Dang Dinh (Niên) Viên, presbítero e mártir no tempo do imperador Minh Mang. |
12*. Em Antananarivo, na ilha de Madagáscar, a Beata Vitória Rasoamarivo, que, depois de viver em matrimónio com um homem violento e tendo ficado viúva, quando os missionários foram expulsos da ilha, ajudou com grande solicitude os cristãos e defendeu-os perante os magistrados públicos. |
13*. Em Alberic, localidade da província de Valência, na Espanha, o Beato Salvador Estrugo Solves, presbítero e mártir, que, durante a perseguição, suportou por amor de Cristo todas as adversidades até alcançar a palma do martírio. |
14*. Em El Morrot, localidade próxima de Barcelona, também na Espanha, o Beato Raimundo Peiró Victori, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na mesma perseguição, acolhendo fielmente as palavras de Cristo, passou da morte à vida gloriosa. |
15*. Perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Bruno Zembol, mártir, que, deportado da Polónia, sua pátria, dominada por um regime inimigo de Deus, por causa da sua fé foi recluído no campo de concentração de Dachau, onde sofreu cruéis tormentos e morreu gloriosamente. |
16♦. Em Nowi Zmigrod, na Polónia, o Beato Ladislau Findysz, presbítero diocesano de Przemysl e mártir, que foi assassinado por um nefando regime hostiç à Igreja e à dignidade humana. |