Liturgia diária
Agenda litúrgica
2026-01-04
DOMINGO – EPIFANIA DO SENHOR – SOLENIDADE
Branco – Ofício da solenidade. Te Deum.
† Missa própria, Glória, Credo, pf. da Epifania.
L 1: Is 60, 1-6; Sl 71 (72), 2. 7-8. 10-11. 12-13
L 2: Ef 3, 2-3a. 5-6
Ev: Mt 2, 1-12
* Na Missa deste dia, depois do Evangelho, podem anunciar-se as festas móveis (cf. Missal Romano, p. 171).
* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Proibidas as Missas em oratórios privados.
* Festa da Infância Missionária.
* Na Diocese do Algarve – Ofertório para a Restauração de Igrejas.
* Nas Irmãs Missionárias do Espírito Santo – Aniversário da Fundação (1921).
* II Vésp. da solenidade – Compl. dep. II Vésp. dom.
Ano A
Missa
EPIFANIA DO SENHOR
Missa do dia
Antífona de entrada Cf. Ml 3, 1; 1 Cron 29, 12
Eis que vem o Senhor soberano.
A realeza, o poder e o império estão nas suas mãos.
Diz-se o Glória.
Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que neste dia revelastes o vosso Filho unigénito
aos gentios guiados por uma estrela,
a nós que já Vos conhecemos pela fé
levai-nos a contemplar face a face a vossa glória.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I Is 60, 1-6
«Brilha sobre ti a glória do Senhor»
Como uma cidade, construída sobre um monte, atrai o olhar de todos, ao ser iluminada pelo sol nascente, assim Jerusalém, iluminada pelo Nascimento de Jesus, atrai a si todos os povos, mergulhados na noite do pecado.
Será, porém, na Igreja, nova Jerusalém, que Deus reunirá todos os homens, para lhes dar a salvação. Será n’Ela que se constituirá, definitivamente, a comunidade dos povos. «A luz dos povos é Cristo – Mas a Sua luz resplandece no rosto da Sua Igreja» (LG. n.° 1). Ela é, na verdade, o sinal e o instrumento de união com Deus e de unidade de todo o género humano.
Leitura do Livro de Isaías
Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor. Vê como a noite cobre a terra e a escuridão os povos. Mas, sobre ti levanta-Se o Senhor e a sua glória te ilumina. As nações caminharão à tua luz e os reis ao esplendor da tua aurora. Olha ao redor e vê: todos se reúnem e vêm ao teu encontro; os teus filhos vão chegar de longe e as tuas filhas são trazidas nos braços. Quando o vires ficarás radiante, palpitará e dilatar-se-á o teu coração, pois a ti afluirão os tesouros do mar, a ti virão ter as riquezas das nações. Invadir-te-á uma multidão de camelos, de dromedários de Madiã e Efá. Virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando as glórias do Senhor.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 71 (72), 2.7-8.10-11.12-13 (R. cf. 11)
Refrão: Virão adorar-Vos, Senhor,
todos os povos da terra. Repete-se
Ó Deus, concedei ao rei o poder de julgar
e a vossa justiça ao filho do rei.
Ele governará o vosso povo com justiça
e os vossos pobres com equidade. Refrão
Florescerá a justiça nos seus dias
e uma grande paz até ao fim dos tempos.
Ele dominará de um ao outro mar,
do grande rio até aos confins da terra. Refrão
Os reis de Társis e das ilhas virão com presentes,
os reis da Arábia e de Sabá trarão suas ofertas.
Prostrar-se-ão diante dele todos os reis,
todos os povos o hão de servir. Refrão
Socorrerá o pobre que pede auxílio
e o miserável que não tem amparo.
Terá compaixão dos fracos e dos pobres
e defenderá a vida dos oprimidos. Refrão
LEITURA II Ef 3, 2-3a.5-6
Os gentios recebem a mesma herança prometida
O universalismo de Isaías era um pouco limitado; os estrangeiros não estavam em posição de igualdade com os filhos de Israel. S. Paulo, descrevendo o plano salvífico de Deus, proclama que todos os homens são chamados, igualmente, a ser herdeiros da Promessa.
Como consequência deste chamamento universal para a Fé, toda a separação, toda a discriminação, introduzidas na humanidade por culturas e civilizações, desaparecem. Todos são chamados a formar o verdadeiro Israel e a constituir um só Corpo – o Corpo Místico de Cristo – restabelecendo-se assim o plano primitivo de Deus acerca da humanidade, que era um projecto de unidade e amor.
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios
Irmãos: Certamente já ouvistes falar da graça que Deus me confiou a vosso favor: por uma revelação, foi-me dado a conhecer o mistério de Cristo. Nas gerações passadas, ele não foi dado a conhecer aos filhos dos homens como agora foi revelado pelo Espírito Santo aos seus santos apóstolos e profetas: os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.
Palavra do Senhor.
ALELUIA Mt 2, 2
Refrão: Aleluia. Repete-se
Vimos a sua estrela no Oriente
e viemos adorar o Senhor. Refrão
EVANGELHO Mt 2, 1-12
«Viemos do Oriente adorar o Rei»
Frente ao mistério do Nascimento de Jesus, S. Mateus procura, sobretudo, contemplá-Lo à Luz do primeiro encontro do mundo pagão com o Salvador, de que os magos são as primícias e os representantes. Sublinhando, de modo expressivo, a universalidade da Mensagem cristã, dirigida a todos os homens, mesmo àqueles que, segundo as conceções estreitas do Judaísmo, viviam fora da Geografia e da História da Salvação, o evangelista mostra como na visita dos Magos, se realizam as profecias do A. T.
Não deixa também de o impressionar, em contraste com o orgulho e cegueira de Herodes e dos sábios de Israel, a boa vontade dos Magos, que, atentos aos sinais dos Tempos, se dispõem a correr a aventura da Fé.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.
Palavra da salvação.
Anúncio da Páscoa e das festas móveis
Onde é costume, ou se considere oportuno, podem anunciar-se, depois do Evangelho, as festas móveis do ano corrente. O diácono ou o presbítero, ou um cantor anuncia-as do ambão, segundo um antigo costume da santa Igreja, deste modo:
Irmãos caríssimos,
a glória do Senhor manifestou-se
e sempre se manifestará no meio de nós
até ao seu retorno.
Na sucessão dos tempos e das festas
recordamos e vivemos
os mistérios da salvação.
O centro de todo o Ano litúrgico
é o Tríduo do Senhor
crucificado, sepultado e ressuscitado,
que culminará no domingo de Páscoa, dia ... de março (abril) .
Em cada domingo,
Páscoa da semana,
a santa Igreja torna presente
este grande acontecimento,
no qual Cristo venceu o pecado e a morte.
Da Páscoa procedem todos os dias santos:
as Cinzas, início da Quaresma, dia ... de fevereiro (março),
a Ascensão do Senhor, dia ... de maio (junho),
o Pentecostes, dia ... de maio (junho)
e o primeiro domingo do Advento, dia ... de novembro (dezembro).
Também nas festas da santa Mãe de Deus,
dos apóstolos, dos santos
e na comemoração de todos os fiéis defuntos,
a Igreja peregrina sobre a terra
proclama a Páscoa do seu Senhor.
A Cristo
que era, que é e que vem,
Senhor do tempo e da história,
louvor e glória pelos séculos dos séculos.
R. Amen.
Diz-se o Credo.
Oração sobre as oblatas
Olhai com bondade, Senhor, para os dons da vossa Igreja,
que não Vos oferece ouro, incenso e mirra,
mas Aquele que por estes dons
é manifestado, imolado e recebido em alimento,
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Prefácio da Epifania do Senhor.
No Cânone romano diz-se o Em comunhão com toda a Igreja próprio da Epifania. Nas Orações eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria.
Antífona da comunhão Cf. Mt 2, 2
Vimos a sua estrela no Oriente
e viemos com presentes adorar o Senhor.
Oração depois da comunhão
Iluminai-nos, Senhor,
sempre e em toda a parte com a vossa luz celeste,
para que possamos contemplar com olhar puro
e receber de coração sincero
o mistério em que por vossa graça participámos.
Por Cristo nosso Senhor.
Pode utilizar-se a fórmula de bênção solene.
Martirológio
1. Na Mésia, no território actualmente compreendido entre a Roménia e a Bulgária, os santos Hermes e Caio, mártires, o primeiro em Arcer, o segundo em Vidin. |
2. Em Dijon, na Borgonha, actualmente na França, São Gregório, que, depois ter sido conde na região de Autun durante muitos anos, foi ordenado bispo de Langres. |
3. Em Uzès, na Gália Narbonense, hoje também na França, São Ferréolo, bispo, que escreveu uma regra para monges e, tendo sido mandado para o exílio por inveja, três anos depois foi reconhecido como verdadeiro homem de Deus e voltou com grande alegria para junto do seu povo. |
4*. Em Meaux, na Nêustria, também na actual França, São Rigomero, bispo. |
5*. Em Reims, também na Nêustria, São Rigoberto, bispo, que, expulso, contra as normas canónicas, da sua sede episcopal por Carlos Martel, rei dos Francos, passou o resto da vida em obscura humildade. |
6*. Em Bruay-sur-l’Escaut, próximo de Valenciennes, no território de Artois da Nêustria, também na actual França, Santa Faraílde, viúva, que, obrigada a contrair matrimónio com um homem violento, abraçou até à sua velhice uma vida de oração e austeridade. |
7*. Em Foligno, na Úmbria, região da Itália, Santa Ângela, que, depois da morte do esposo e dos filhos, seguindo os passos de São Francisco, se consagrou inteiramente a Deus e escreveu num livro as experiências extraordinárias da sua vida mística. |
8*. Em Santa Croce sull’Arno, na Etrúria, actualmente na Toscana, região da Itália, a Beata Cristiana (Oringa) Menabuoi, virgem, que fundou um mosteiro com a regra de Santo Agostinho. |
9*. Em Durham, na Inglaterra, o Beato Tomás Plumtree, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, foi condenado à morte pela sua fidelidade à Igreja católica e, depois de ter afirmado corajosamente, diante do patíbulo, que preferia dar a vida a cair na apostasia, foi enforcado. |
10. Em Emmetsburg, cidade de Maryland, nos Estados Unidos da América do Norte, Santa Isabel Ana Seton, que, ao ficar viúva, professou a fé católica e se entregou com grande diligência à formação das adolescentes e ao cuidado das crianças pobres com a Congregação das Irmãs da Caridade de São José, por ela mesma fundada. |
11. Em Madrid, na Espanha, São Manuel González Garcia, bispo, que foi um exímio pastor segundo o coração do Senhor. Promoveu com a maior diligência a difusão do culto da Santíssima Eucaristia e fundou a Congregação das Irmãs Missionárias de Nazaré. |