Liturgia diária

Agenda litúrgica

2022-08-29

Segunda-feira da semana XXII

Martírio de S. João Batista – MO
Vermelho – Ofício da memória.
Missa da memória.

L1: 1 Cor 2, 1-5; Sal 118 (119), 97-98. 99-100. 101-102
ou Jer 1, 17-19 (apropriada)
Ev: Mc 6, 17-29 (próprio)

* Na Ordem de Malta – Martírio de S. João Batista – FESTA
* Na Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição – Aniversário da renovação da Congregação (1909).
* Na Congregação das Irmãzinhas dos Pobres – I Vésp. de S. Joana Jugan.

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Sl 85, 3.5
Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo o dia inteiro.
Vós, Senhor, sois bom e indulgente,
cheio de misericórdia para aqueles que Vos invocam.

Oração coleta
Deus todo-poderoso,
de quem procede todo o dom perfeito,
infundi em nossos corações o amor do vosso nome
e, estreitando a nossa união convosco,
dai vida ao que em nós é bom
e protegei com solicitude esta vida nova.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos pares) 1 Cor 2, 1-5
«Anunciei-vos o mistério de Cristo crucificado»

Os destinatários desta carta são cristãos de Corinto, cidade grega, e os gregos estavam habituados a ligar grande importância à eloquência humana. Mas não foi a força das palavras humanas que levou os Coríntios à fé, mas a força e o poder do Espírito de Deus. A fé não é a adesão a palavras humanas, mas a entrega a Deus em união com Jesus Cristo, que realizou a comunhão deles com o Pai ao dar a vida sobre a Cruz.

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo
aos Coríntios
Quando fui ter convosco, irmãos, não me apresentei com sublimidade de linguagem ou de sabedoria a anunciar-vos o mistério de Deus. Pensei que, entre vós, não devia saber nada senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. Apresentei-me diante de vós cheio de fraqueza e de temor e a tremer deveras. A minha palavra e a minha pregação não se basearam na linguagem convincente da sabedoria, mas na poderosa manifestação do Espírito Santo, para que a vossa fé não se fundasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 97-98.99-100.101-102 (R. 97a)
Refrão: Quanto amo, Senhor, a vossa lei. Repete-se

Quanto amo, Senhor, a vossa lei!
Nela medito todo o dia.
Vós me fizestes mais sábio que meus inimigos,
porque tenho sempre comigo os vossos mandamentos. Refrão

Tornei-me mais sábio que todos os meus mestres,
porque medito sempre as vossas ordens.
Sou mais sensato que os anciãos,
porque observo os vossos preceitos. Refrão

Desviei os meus pés de todo o mau caminho,
a fim de guardar a vossa palavra.
Não me tenho afastado dos vossos juízos,
porque sois Vós quem me ensina. Refrão


ALELUIA cf. Lc 4, 18
Refrão: Aleluia Repete-se
O Espírito do Senhor está sobre Mim:
Ele me enviou a anunciar a boa nova aos pobres.
Refrão


EVANGELHO Lc 4, 16-30
«Ele enviou-Me para anunciar a boa nova aos pobres...
Nenhum profeta é bem recebido na sua terra»

Começamos hoje a ler, de maneira continua, o Evangelho de S. Lucas. O Senhor começa a pregação na sua terra, Nazaré, e numa celebração litúrgica do sábado. Podemos verificar aqui os elementos fundamentais dessa celebração, em uso já na Sinagoga: Leitura da Lei, depois dos Profetas, depois a homilia. Jesus apresenta-Se como Aquele que Deus ungiu com o seu Espírito e enviou a anunciar a boa nova. Infelizmente os seus conterrâneos não O souberam compreender!

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-me a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?». Jesus disse- lhes: «Por certo Me citareis o ditado: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum». E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n’O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos
e realizai em nós, com o poder da vossa graça,
a redenção que celebramos nestes mistérios.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 30, 20
Como é grande, Senhor, a vossa bondade para aqueles que Vos servem!

Ou: Mt 5, 9-10
Felizes os pacíficos,
porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os perseguidos por amor da justiça,
porque deles é o reino dos céus.

Oração depois da comunhão
Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste,
fazei que esta fonte de caridade
fortaleça os nossos corações
e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Santo

Martírio de são João Batista

 

 

Martirológio

Memória do martírio de São João Baptista, que o rei Herodes Antipas fez prisioneiro na fortaleza de Maqueronte, na actual Jordânia, e na festa do seu aniversário, a pedido da filha Herodíades, mandou degolar. Deste modo, o precursor do Senhor, como luz que arde e ilumina, deu testemunho da verdade, tanto na morte como na vida.

 

2.   Em Sirmion, na Panónia, hoje Sremska Motrovica, na Sérvia, Santa Basila.

3.   Em Roma, a comemoração de Santa Sabina, cujo título fundado no monte Aventino venera o seu nome.

4.   Em Metz, na Gália Bélgica, actualmente na França, Santo Adelfo, bispo.

5*.   No território de Nantes, na Bretanha Menor, hoje também na França, São Vítor, eremita, que viveu recluso num pequeno oratório por ele construído junto de Le Chambon.

6.   Em Londres, na Inglaterra, a comemoração de São Sébio, rei dos Saxões Orientais, devotíssimo a Deus, que, deixando o reino, tomou o hábito monástico e com ele morreu, como tanto desejava.

7.   Em Paris, na Nêustria, na hodierna França, São Mederico, presbítero e abade de Autun, que viveu numa ermida, perto da cidade.

8*.   Em Valência, na Espanha, os beatos mártires João de Perúgia, presbítero, e Pedro de Sassoferrato, religioso, ambos da Ordem dos Menores, que, por terem pregado a fé cristã aos mouros de Valência, foram decapitados por ordem do rei na praça pública, e assim receberam a palma do martírio.

9*.   Em Cracóvia, na Polónia, a Beata Bronislava, virgem da Ordem dos Premonstratenses, que quis seguir uma vida humilde e oculta e, destruído o seu mosteiro pelos Tártaros, continuou a viver a sós com Deus numa cabana.

10*.   Em Lencastre, na Inglaterra, o Beato Ricardo Herst, mártir, pai de família e agricultor, que, falsamente acusado de homicídio, no reinado de Jaime I, foi condenado ao suplício da forca e morreu por Cristo.

11*.   Ao largo de Rochefort, na França, o Beato Luís Vulfilácio Huppy, presbítero e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi encarcerado num sórdido barco em condições desumanas por causa do seu sacerdócio e morreu consumido pelas enfermidades.

12*.   Em Waterfold, na Irlanda, o Beato Edmundo Inácio Rice, que se dedicou com ardorosa diligência à formação das crianças e dos jovens em situações difíceis e, para fortalecer esta obra, fundou a Congregação dos Irmãos Cristãos e a dos Irmãos da Apresentação.

13*.   Em Rennes, na França, Santa Maria da Cruz (Joana Jugan), virgem, que, para mendigar o necessário para os pobres e para Deus, fundou a Congregação das Irmãzinhas dos Pobres e, injustamente afastada da direcção do Instituto, passou o resto da sua vida em oração e humildade.

14*.   Em Valência, na Espanha, o Beato Constantino Fernández Álvarez, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, em tempo de perseguição religiosa, consumou o seu combate pela fé.

15*.   Em Hijar, localidade próxima de Teruel, também na Espanha, o Beato Francisco Monzón Romeo, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na mesma perseguição, confirmou com o seu sangue a fidelidade ao Senhor.

16*.   No campo de concentração de Dachau, próximo de Baviera, na Alemanha, o Beato Domingos Jedrzejewski, presbítero e mártir, que, no furor da guerra, foi deportado da Polónia para um cárcere estrangeiro, onde, depois de cruéis suplícios, morreu por Cristo.

17*.   Em Poznan, na Polónia, a Beata Sancha Szymkowiak (Joanina Szymkowiak), virgem da Congregação das Filhas de Nossa Senhora das Dores, que, durante a violência da mesma guerra, se dedicou com suma diligência ao cuidado dos detidos no cárcere.

18*.   Em Santa Júlia, povoação do Piemonte, na Itália, a Beata Teresa Bracco, virgem e mártir, trabalhadora do campo, que, durante a segunda guerra mundial, por ter defendido corajosamente a sua pureza, foi morta pelos golpes de alguns soldados.

19♦.   Em Ollur, na localidade de Kerala, estado da India, Santa Eufrásia do Sagrado Coração de Jesus (Rosa Eluvathingal), virgem da Congregação da Mãe do Carmelo.