D. José Cordeiro reconduzido na Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade
D. José Manuel Garcia Cordeiro, Arcebispo Metropolita de Braga, foi reconduzido como Presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade, no âmbito das recentes eleições da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). Na mesma ocasião, foi também eleito vice-presidente da CEP.
A Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade tem a responsabilidade de promover, coordenar e acompanhar a vida litúrgica da Igreja em Portugal, em articulação com os bispos diocesanos, os organismos nacionais e os secretariados de pastoral litúrgica. Entre as suas funções está a promoção de uma formação litúrgica sólida, bem como o acompanhamento da implementação das orientações da Igreja neste domínio.
Nascido em Angola, em 1967, D. José Manuel Garcia Cordeiro foi ordenado presbítero em 1991. Em 2004 concluiu o doutoramento em Sagrada Liturgia no Pontifício Instituto Litúrgico de Santo Anselmo, em Roma, onde também exerceu atividade docente, bem como na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino.
Entre 2010 e 2016 foi consultor da então Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, tendo sido nomeado membro deste Dicastério em 2016.
Foi nomeado Bispo de Bragança-Miranda a 18 de julho de 2011, tendo recebido a ordenação episcopal a 2 de outubro do mesmo ano. No âmbito da CEP, exerce desde 2014 a presidência da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade; foi vogal do Conselho Permanente entre 2017 e 2023 e é, desde 2018, delegado nacional para os Congressos Eucarísticos.
A 3 de dezembro de 2021 foi nomeado Arcebispo Metropolita de Braga, tendo iniciado o ministério episcopal a 12 de fevereiro de 2022.
A formação litúrgica dos pastores e das comunidades é considerada essencial para uma vivência autêntica da liturgia, favorecendo a unidade da lex orandi do Rito Romano e a integração entre celebração e vida cristã.
A liturgia ocupa um lugar central na vida da Igreja, enquanto expressão da fé celebrada e vivida. É entendida como vida para a vida do Povo de Deus, fonte e cume da existência cristã, na qual se transmite e aprofunda a fé. A sua celebração requer uma participação consciente e formada, promovendo uma verdadeira “arte de celebrar”, em fidelidade aos livros litúrgicos promulgados após o Concílio Vaticano II e às orientações da Igreja.
2026-04-16 00:00:00